» Não Estou Lá


Gênero: Drama
Diretor(es): Todd Haynes.
Roteiristas: Oren Moverman e Todd Haynes.
Ano de Lançamento: 2007.
Elenco: Cate Blanchett, Ben Whishaw, Christian Bale, Richard Gere, Marcus Carl Franklin, Heath Ledger, Kris Kristofferson.
Duração: 135 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

A minha curiosidade por esse filme já não é de hoje, muitos dos meus colegas blogueiros já vinham escrevendo sobre ele e declarando ser um dos filmes que mais se destacaram no primeiro semestre deste ano. Tudo bem que as cinebiografias sempre são boas pedidas e que marcam, e com isso, achei que veria mais uma forma tranqüila e simples de ver a vida de uma pessoa famosa em um longa.

No entanto, estava completamente enganado quando me deparei com os primeiros quinze minutos que mostraram várias faces, com atores diferentes em cima de alguém que teoricamente deveria ser a mesma pessoa. Ficou confuso? Eu também, mas depois comecei a entrar no ritmo do filme e da música, é claro, o que me embalou na vida estranha e diferente do, nenhuma vez citado, Bob Dylan.

Bob Dylan se reinventou de formas tantas e diversas que muitos de seus fãs o acusavam de falta de personalidade, no entanto, me pergunto se seria falta de personalidade ou personalidade demais? Pra ilustrar bem a vida dessa figura atípica, o diretor Todd Haynes (Longe do Paraíso) resolveu botar pessoas diferentes para interpretar uma mesma figura mesmo que na obra, eles tivessem nomes diferentes. O bom é que isso, que poderia parecer uma loucura, deu um bom resultado.

Nós temos: o garotinho negro Marcus Carl Franklin – sua origem folk e sua idolatria por Woody Guthrie; Christian Bale (Batman – O Cavaleiro das Trevas) – seu sucesso inicial como cantor político; Cate Blanchett (Elizabeth: A Era de Ouro) – a versão “guitarra elétrica” e viciada em estimulantes; Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas ) – o lado “família” e sua experiência com o Cinema; Ben Whishaw (Perfume: A história de um Assassino) – o lado poeta; e Richard Gere (O Vigarista do Ano) – o misantropo farto da exposição e das cobranças.

Quem tem certo conhecimento da vida do cantor, mesmo que prévio, com certeza terá bem mais facilidade de captar a mensagem do filme, o que não foi o meu caso. Um ponto alto a se ressaltar é a forma clara do filme em que cada fase em que os atores representam Bob Dylan demonstra uma característica fotográfica diferente, seja ela desgastada, preto-e-branco, nostálgica, e várias outras o que dá mais consistências aos fatos apresentados.

A montagem, pra mim tornou-se um tanto confusa, tudo bem que a linearidade não é o objetivo do filme, muito pelo contrário, mas com um pouco mais de cuidado seria possível que se fizesse entender de forma mais rápida e completa. O fato é que essa é uma cinebiografia atípica, mas que ao mesmo tempo marca. Mesmo que muitos não gostem dele, termino meu texto com as palavras de Pablo Villaça do Cinema em Cena, principalmente no que diz respeito a Trilha Sonora do filme: “A diferença é que não sabemos quem é o homem que ali se encontra. E nem precisamos saber; ouvi-lo já é o bastante

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