» As Pontes de Madison

(Nota: 8,5)
Título Original: The Bridges of Madison County
Gênero: Drama
Diretor(es): Clint Eastwood
Roteiristas: Richard LaGravanese, baseado em livro de Robert James Waller
Ano de Lançamento: 1995.
Elenco: Clint Eastwood, Meryl Streep, Annie Corley, Victor Slezak, Jim Haynie, Sarah Kathryn Schmitt.
Duração: 135 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Não me lembro muito de ter visto alguma crítica sobre esse filme, porém ele já me chamava à atenção sempre que ia procurar algum pra comprar ou alugar, enfim. O simples fato de ter Meryl Streep (Mamma Mia! – O Filme) já me fez chamar a atenção porque a acho simplesmente fantástica. O outro é que a história era interessante e não a achei tão comum assim, ela tem um quê de ousada e talvez por isso eu achasse que seria um tanto diferente e não tive decepção.

Francesca Johnson (Meryl Streep) é uma mulher de meia-idade, mãe de dois filhos adolescentes e casada com um fazendeiro. Sua vida é bem normal e ela é uma mãe, mulher e dona-de-casa bem dedicada aos que rodeiam sua vida. No entanto, eles decidem viajar para uma exposição e ela prefere não ir. Nesse meio tempo de quatro dias, surge na sua vida, por acaso, um famoso fotógrafo da National Geographic chamado Robert Kincaid (Clint Eastwood – Menina de Ouro) e ela passa a conversar mais com ele e os dois tem um caso de amor que vai deixar marcas na vida dela para sempre.

Nós encontramos uma Meryl mãe de família que, aparentemente, demonstra ter carinho e apreço por sua família. Em contrapartida, nota-se através de diversos aspectos na atuação que a personagem, apesar de ‘satisfeita’ tem uma amargura. Uma amargura por ser apenas uma dona de casa, por não tem crescido na vida, por não ter conhecido o mundo como gostaria. Aliado a isso encontramos também o fotógrafo Robert que acredita já ter vivenciado várias coisas em sua vida, no entanto o envolvimento com a mulher casada faz com que ele perceba que isso não é tão comum.

A merecida indicação de Meryl por esse personagem é possível pela boa forma como ela entrega a submissa Francesca. Torna-se claro nos gestos da personagem, a sua risada tímida, o seu modo de falar e de agir diante das circunstâncias, mas ao mesmo tempo sua atitude ousada em cometer o adultério somente por uma paixão momentânea. Eu, sinceramente, prefiro ver os trabalhos de Clint por trás das câmeras, como diretor, acho que sua contribuição é maior. Não que ele seja um péssimo ator, mas acho que os seus personagens são criados somente para ele, já que quase sempre sapo homens durões que não demonstram suas emoções.

O filme tem um roteiro agradável e nos permite enxergar com outros olhos, talvez, essa questão do adultério. É interessante como o tema é abordado e em momento nenhum você se sente envergonhado por torcer por aquele casal que nunca deveria ter existido. É uma boa pedida e permite que nós olhemos que nem tudo deve-se levar tão a sério, porque ao que parece até mesmo os filhos dela aceitaram tal caso.

Nota: Peço desculpas aos colegas blogueiros e parceiros. Começaram minhas aulas nessa semana e já me encheram de trabalhos e seminários, a vida está corrida. Tento entrar mais na internet mas o computador também não está ajudando, porém assim que possível voltarei a comentar nos blogs. Obrigado!

12 Respostas

  1. Você acredita que nunca vi? Deve ser muito bonito, é o que dizem…

  2. Para mim, este é um dos grandes filmes românticos da última década. E foi a obra que me mostrou que Clint Eastwood não era aquele bronco que ele aparentava ser. Ele mostra uma sensibilidade enorme ao contar a história da Francesca e do romance que ela viveu com o fotógrafo da National Geographic.

  3. Para mim esse é um dos melhores filmes do Eastwood, um filme que começa morno e que aos poucos vai melhorando – chegando a um final sensacional (certamente um dos mais emocionantes que já vi!).

  4. Acho que este filme deveria levar o prêmio de película do ano no Oscar 1995, e (pasmem!) ele sequer foi indicado! Acho que o Clint mostrou um tremendo tino para direções intimistas (que ele aperfeiçoou ao longo dos anos, até atingir seu segundo Oscar por “Menina de Ouro”).
    Nota: 10,0
    Sem choro nem vela!

  5. Adoro a imprevisibilidade de Clint Eastwood como diretor… Como ator gosto da nostalgia de sua voz eternamente sussurrada e rouca… Sou fã desse filme…

  6. Maravilhoso romance. O fim é simplesmente belíssimo e, para mim, é o melhor desempenho de Streep.

    Nota 9.0 [*****]

    Ciao!

  7. Mais um grande filme do mestre Clint. Vale à pena todo segundo de projeção da fita.

    Abraços!

  8. Filmaço. Homem véio chora na cena no semáforo. Grande Clint!

  9. Nunca assisti esse de Eastwood, Pareço que sou minoria… 😀 Como gosto do gênero não deixarei de ver, é claro! Abraço!

  10. Opa, estou passando rapidinho só para lembrar que o prazo de envio das apostas para a segunda fase do 1º Bolão do Talking About Movies está chegando ao fim. As apostas para serão fechadas as 24h do dia 21 (proximo sábado). Não deixe de participar.
    Contamos com suas apostas!
    Abraço.

  11. Robson, esse é um dos meus romances favoritos! Desempenho perfeito de Streep – o melhor de sua carreira – e um roteiro tocante e humano. Inesquecível.

  12. Belo filme de Clint Eastwood! Meryl Streep fantástica! Abs!

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