» Frost/Nixon

(Nota: 9,0)
Título Original: Frost/Nixon
Gênero: Drama
Diretor(es): Ron Howard
Roteiristas: Peter Morgan, baseado em peça teatral de Peter Morgan
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Frank Langella, Michael Sheen, Janneke Arent, Kevin Bacon, Mickie Banyas, Jay Bird.
Duração: 122 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Confesso a todos que não sou dos mais fãs de filmes que o cunho político seja o ponto forte. Vide Conduta de Risco cuja abordagem não me agradou e outros filmes que lhe são semelhantes. Fui na defensiva conferir Frost/Nixon e pude perceber que não era bem o que imaginava que pudesse ser, inclusive, antes eu imaginava o quanto chato deveria ser esse filme e não podia entender qual a importância de fazê-lo disputar o Oscar numa categoria que é a mais importante da Academia, Melhor Filme. Talvez esse fato tenha me ajudado, mas não posso tirar os méritos do filme, ele merece está na posição que conquistou, de ao menos indicado.

Em 1974, o então presidente dos Estados Unidos da América Richard Nixon, brilhantemente interpretado por Frank Langella (Superman – O Retorno), após um enorme escândalo de corrupção é indiciado, e para não sofrer um impeachment, resolve renunciar ao cargo de homem mais poderoso do mundo. Após três anos sem dar qualquer entrevista a respeito, Nixon resolve conceder uma entrevista, que visava esclarecer assuntos obscuros e quem voltar ao cenário político, ao apresentador David Frost (Michael Sheen – A Rainha) que apostou todas as suas chances profissionais no sucesso dessa entrevista. O que ocorreu, de fato, foi uma verdadeira batalha entre os dois durante quatro noites longas e assistidas por 45 milhões de pessoas.

Como dito, o que o filme nos mostra é um verdadeiro duelo que existe entre os dois personagens, especialmente na última parte em que um consegue sobrepor-se ao outro. Em um momento que considero dos mais intensos do longa, Richard Nixon fala em off para David Frost: “Quando chegar estarei focado e pronto para a hora da batalha“, portanto deixando de forma clara a Frost que ele mesmo enxergava aquilo tudo como uma batalha na qual ele estava decidido vencer. Mas para que isso pudesse acontecer de forma intensa como acontece, foi preciso a maestria das atuações não só de Langella, com uma merecida indicação ao Oscar, mas também de Sheen que foi incisivo e complacente nos momentos em que lhe eram devidos.

Não foi á toa que Ron Howard (O Código Da Vinci) só concordou em dirigir o filme caso tivesse ambos nos consecutivos papeis, já que eles o faziam na versão de teatro. O filme é uma guerra de nervos não só para os personagens que se vêem pressionados a todo o momento, mas também para quem o confere, pois você não sabe em quem torcer. Chega um momento que quem se mostra mais convincente é o presidente afastado porém no momento seguinte quem está com o poder nas mãos é o apresentador. Isso me fez enxergar como estariam os telespectadores que enxergavam aquela decisiva entrevista e foi assim que percebi o propósito do filme e sua grandeza, ele nos faz sentir os cidadãos americanos daquela época, mesmo que sejamos meros americanos. É de uma mestria interessante e que foi muito definida pelo excelente diretor.

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16 Respostas

  1. VAMOS VER O QUE ESSE FILME VAI ME RESERVAR, POIS NÃO SOU NEM UM PINGO FÃ DE RON HOWARD.

    ABRAÇOS

  2. Brenno,

    Eu curto bastante o trabalho de Ron Howard e acho que ele tem um bom senso. Talvez você não goste, já que não curte o trabalho do diretor, mas talvez possa surpreender-se…

    Abraço!

  3. Tenho os dois pés atrás com Ron. Mas logo que vi que o roteiro era do espetacular Peter Morgan, fiquei feliz. Frost/Nixon é extremamente bem feito, não? Assisti-o uma vez, mas estava com qualidade péssima. Baixei outro e vou rever esse fim de semana.

    Abs!

  4. Acho um filme extremamente feliz em sua composição – não peca por excesso, cada segundo da vida (e entrevista) de David Frost e Richard Nixon é bem aproveitado por Morgan.
    Acho também que o Howard (um diretor que as pessoas teimam em massacrar) fez NOVAMENTE um bom trabalho atrás das câmeras. Sua experiência pesou, queiram ou não, porque “Frost/Nixon” é um filme que poucos conseguiriam dirigir. Por isso parem de apedrejar o Ron Howard!!!!!! 🙂 Hehehehe.
    Um abraço!
    Nota: 9,0

  5. Esse deve ser um filmaço dos bons! Vou ver sábado!!!

  6. Oi, Robson!

    Esse filme é meio problemático para mim. Primeiro é do Ron Howard (o que é grave) e depois tem uma cara sem tamanho de chato.
    Tenho lido críticas boas e ruins, mas o seu texto me deixou com vontade de conferir.

    Beijão

  7. Kau,

    Meu Deus…. porque tanta implicância com Ron Howard? Penso que qualquer diretor têm péssimos momentos mas também pode ter filmes esplendoros. E ele conseguiu dirigir amadurecidamente bem.

    Weiner,

    Concordo plenamente com o que disse. Ele dirigiu muito bem e seriam poucas que conseguiriam essa façanha. Um filme com muita técnica mas que não cansa em momento nenhum.

    Pedro,

    Eu achava que não ia gostar, sinceramente! Mas adorei!

    Cecilia,

    Engraçado, não tenho tanto preconceito com Ron, mesmo tendo ele dirigido O Códgio da Vinci, mas eu adorei o filme. Tinha o pé atrás pelo fato de ser um filme político, mas me surpreendi e gostei muito do filme. Espere pra ver Cecilia.

    Abraços!

  8. Ó, acho que deviam deixar o Ron Howard em paz, porque quando o Ang Lee dirige “Hulk” ninguém fala mal… Agora basta o coitado do Howard dirigir “O Código da Vinci” que o povo mata!

  9. Weiner,

    Eu realmente não gostei nem um pouco de O Código da Vinci, mas não culpo ele diretamente, pra mim foi bem mais culpa do roteirista. Fraquíssimo, nem me empolgo para Anjos e Demônios!

    Abraço!

  10. Robson, também não sou fã de “O Código” da Vinci… Mas só quis esclarecer que o Ron Howard sofre perseguição! Você já viu alguém escrachar o M. Night Shyamalan por ter dirigido “Fim dos Tempos”? Ou mesmo o Gus Van sant por ter dirigido aquela patética refilmagem de “Psicose”? Mas o Ron Howard… Esquecem das direções maravilhosas que ele obteve em “Cocoon”, “Um Sonho Distante”, “Uma Mente Brilhante”, “Desaparecidas” e “Apollo 13”.
    Detesto isso! 😡

  11. Fiquei surpreso com esse trabalho do Ron Howard, acho que foi seu melhor desempenho até agora e espero que seus filmes seguintes sigam a mesma linha “séria” – e não as bobagens que vinha fazendo…

  12. Robson, você está bem de filmes, hein???? 🙂

    Olha, quero muito conferir este filme, especialmente por causa do roteiro do Peter Morgan (de quem sou fã) e para conferir o duelo de atuações entre Frank Langella e Michael Shenn.

  13. Robson, estou pasmo. hehe Nossa opinião não só é a mesma em relação ao filme [minha nota também é 9], como o seu primeiro parágrafo descreve exatamente minhas impressões antes assisti-lo.
    Foi uma grande surpresa, acabou se tornando o meu favorito do Oscar e um dos melhores do ano até agora. Ron Howard surpreendeu.

    []s!

  14. Weiner,

    Também não sou de gostar de perseguições desnecessárias… hehehe

    Vinicius,

    Não condeno ron por outras obras, como qualquer diretor ele tem suas falhas mas também tem suas glórias, é só ter paciência.

    Kamila,

    Pois é, como diz Kau, foi o meu grande amigo torretn que me ajudou. Você comecia a fazer amizade com ele também… hehehe O filme é maravilhoso e gostei muito, apesar de não ter esperado muita coisa.

    Jeff,

    Curioso hein? Mas eu não copiei de você. 🙂 O fato é que é um filme muitíssimo bem feito, Ron surpreendeu mesmo!

    Abraços!

  15. eu tinha uma certa resistência em assistir frost/nixon, mas qdo o vi gostei mto principalmente o segundo ato, qdo acontece de fato a entrevista. o clima é tenso e apesar da rivalidade politica e de interesses, percebe-se uma competiçao saudável e pacificista.

  16. […] MOVIOLA DIGITAL Ramon Scheidemantel CINEMA EM CASA Renan Barbosa O EMBASBACADO Robson Saldanha PORTAL CINE Vinícius Pereira BLOG DO VINÍCIUS Vinicius Silva SOB A MINHA LENTE Wally Soares CINE VITA […]

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