» Longe Dela

(Nota: 8,0)
Título Original: Away from Her
Gênero: Drama
Diretor(es): Sarah Polley
Roteiristas: Sarah Polley, Alice Munro
Ano de Lançamento: 2006.
Elenco: Gordon Pinsent, Stacey LaBerge, Julie Christie, Olympia Dukakis, Deanna Dezmari, Clare Coulter.
Duração: 110 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Nunca tive a oportunidade de ver um filme em que o tema principal fosse o chamado Mal de Alzheimer. Uma doença que ataca geralmente pessoas com mais de cinqüenta anos de idade e sujeita seu portador a triste realidade de esquecer de fato, de momentos e de pessoas que sempre conviveram com ele. Conheço algumas pessoas que tem parentes que vivem com essa doença e sei o quão sofrido é a vida dele e de quem está ao seu redor, um fato que é mostrado no filme com bastante veemência.

Fiona (Julie Christie – Em Busca da Terra do Nunca) é uma mulher feliz e que tem, no seu marido Grant (Gordon PinsentChegadas e Partidas), uma grande companhia para todos os momentos desde que ele se aposentou e foram morar na casa que antigamente fora do pai de Fiona. No entanto, a rotina do casal começa a mudar quando pequenas coisas, que antes Fiona lembraria, já não fazem parte de sua memória e pequenos incidentes fazem com que Grant fique muito preocupado com sua mulher. Depois de certa vez em que ela sai para esquiar e perde-se na cidade por não saber como voltar, ele resolve interná-la nunca casa para pacientes com doenças degenerativas. Por normas da casa de saúde, Grant tem que passar longos trinta dias longe de sua esposa para adaptação e quando volta coisas acontecem que o deixa um tanto transtornado.

O que forma o belo filme Longe Dela vai além do que uma fotografia bem feita ou de uma montagem que faça sentido. A carga emocional que o filme tem faz com que sintamos o que o personagem de Grant sente ao deixar sua esposa numa casa de repouso. O roteiro explora de forma interessante a triste realidade de um homem que sempre teve na sua mulher uma companhia inseparável, mas que a doença a consome de forma que não possam ficar juntos todo o tempo, com antes. A forte atuação de Julie Christie nos permite enxergar o quanto é estranhamente vista a doença por quem a porta. O personagem dela sofre com os pequenos esquecimentos como o nome de um vinho ou um fato do passado.

Aliado a isso temos uma atuação interesse de Gordon Pinsent que nos entrega um marido solidário a doença da mulher, mas que passa a não entender o fato de que depois de tanto tempo ela o esqueceu e que parece está apaixonada por outro, Aubrey (Michael Murphy – Magnólia) que é marido de Mariam (Olympia Dukakis – Unidos pelo Sangue), mulher na qual Grant se aproxima bastante pelo fato de seus companheiros sofrerem do mesmo e estarem juntos na mesma casa de saúde. O amor incondicional que Grant tem por Fiona faz com que ele seja capaz de qualquer coisa para que sua mulher tornasse feliz novamente, mesmo que para isso ele tenha que sacrificar o que acreditou durante anos ser o matrimônio. A fotografia é cuidadosa e sensível a realidade dos personagens, o que nos traz confiança. O roteiro não peca nem por falta nem tampouco por excesso o que nós dá algo firme. O filme nos mostra uma história interessante, e que nos faz refletir sobre o que consideramos importante em nossas vidas e até como será ela daqui a alguns distantes anos.

9 Respostas

  1. Gostei do filme moderadamente, o que me surpreendeu mesmo foram as atuações, em especial do Gordon Pinsent que entrega um trabalho denso e fantástico.

  2. Eu costumo gostar muito de filmes que abordam a velhice, vide o meu preferido, “Num Lago Dourado”. Acho que Sarah Polley conduziu o filme com sensibilidade, e apoiada por um elenco fabuloso (com destaque para Pinset e Christie) conseguiu um ótimo resultado.
    A nota é a mesma. =)
    E, puxa, acho que se a pessoa que eu amasse me esquecesse, como a Fiona fez, eu desabava! Não conseguiria suportar.
    Um abraço!!!!

  3. Sérgio Déda,

    Gordon está fantástico, mas meu destaque é Jullie Christie, ela está fantástica, não é nada fácil fazer um papel desses…

    Weiner,

    Eu também! Acho muito interessante os vários aspectos. Não gostaria nem um pouco de ter alguém que me esqueceu por uma doença, e pior, se apaixonou por outro!

    Abraços!

  4. Adorei. Um filme tocante.

  5. Eu amei este filme! Acho que você foi muito feliz no seu texto, o qual ressalta as muitas qualidades que “Longe Dela” possui.

  6. Anderson,

    Ele tem um moral bem inteligente.

    Kamila,

    Achei um filme bem delicado e muito bem trabalhado!

    Abraços!

  7. Agora me diz: Polley é ou não uma diretora e roteirista maravilhosa?? A sensibilidade que ela insere no filme é algo irretocável, impressionante. E tanto Julie quanto Gordon entraram no meu top 5 de atuações no ano anterior. Ela, inclusive, na segunda posição (somente atrás de Marion Cotillard).

    Abs!

  8. Achei bem chatinho, não consegui sentir nada com os personagens.

    Abs!

  9. Gostei do filme também e achei justa a opção de não explorar um lado mais sentimental do drama, que digamos de passagem tinha material pra fazer muita gente chorar rssss.

    De qualquer forma o longa causa aquela comoção silenciosa e pensativa.

    Abraço e te mais!!!

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