» Desconstruindo Harry

(Nota: 8,5)
Título Original: Deconstructing Harry
Gênero: Comédia
Diretor(es): Woody Allen
Roteiristas: Woody Allen
Ano de Lançamento: 1997.
Elenco: Woody Allen, Richard Benjamin, Kirstie Alley, Billy Crystal, Judy Davis, Bob Balaban.
Duração: 89 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Os dois últimos e únicos filmes que vi do diretor Woody Allen (Vicky Cristina Barcelona) me fizeram enxergar que seu trabalho é interessante e seus assuntos, apesar um tanto batidos em alguns aspectos, sempre são bem trabalhados mostrando-nos sobre outro olhar o que seria uma traição, o sexo, o amor e as nuances amorosas que tudo isso implica. Ele também nos mostra conflitos familiares e vários fatores psicológicos, fatores que mexem com o ser humano no dia-a-dia, no cotidiano de toda e qualquer pessoa.

Harry (Woody Allen) é um famoso escritor que não se sente psicológica e emocionalmente completo. Sua vida é cheia de histórias que implicam em três esposas, várias amantes e inúmeras prostitutas, porém, além disso, ele resolve pegar as histórias reais de suas vidas e colocar nas suas obras dando-lhes contextos artísticos e aumentativos, somente alterando o nome de seus personagens, apesar de todos saberem a realidade de que os personagens não passam de pessoas reais com nomes diferentes.

Viva, ame, ria e seja feliz!“, essa é umas das frases que compõem este filme de Allen quando o personagem principal está indo em direção a uma homenagem que receberá de sua antiga faculdade pelas obras que escreveu no carro estão um amigo, seu filho e uma prostituta que ele chamou na noite anterior. Porém achei interessante que eles estivessem cantando essa música e, no entanto, o personagem central da trama não conseguisse realmente viver, amar, rir e ser feliz. O personagem de Allen vive em conflito consigo mesmo e com as pessoas que estão ao seu redor.

Ele é uma pessoa que seus princípios não o formaram e o matrimônio, a família e a fidelidade não são, para ele, as coisas mais importantes do que para qualquer outra pessoa, isso o impede de ter bons relacionamentos com suas ex-mulheres, sua irmã. Desconstruindo Harry me fez lembrar um pouco Em Busca da Terra do Nunca, pois um artifício interessante daquela obra é fazer com que a realidade se misture com a ficção e que isso faça com que o filme fique mais envolvente. Esse fator ajudou um tanto na compreensão do fator psicológico de Harry o que nos enxergar a vida dele, com os olhos dele.

O fato de seus próprios ‘personagens’ aparecerem para ele e lhe mostraram seus erros nos faz enxergar que isso também acontece com qualquer pessoa e não precisa ser um escritor para tanto. Basta que você sinta que fez algo de errado e logo vai enxergar aquilo, sendo que para que Harry isso vinha através de seus personagens. A Montagem do filme é interessante e particular, faz com sintamos que está faltando alguma coisa, mas nas cenas seguintes vê-se que é a particularidade que o torna interessante. Não sei por que, esse é o primeiro filme que vejo uma atuação de Allen, talvez seja uma particularidade do personagem, mas o seu balanceado de mãos me irritou um pouco e acho que o prefiro com diretor, ao menos por enquanto.

6 Respostas

  1. Um dos muitos do Allen que ainda não conferi…

  2. Ainda não conferi esse filme…

  3. Eu vi esse filme uma vez, mas tive que ficar parando pq chegou visita em casa. Então, não vou dizer oq achei. Preciso revê-lo! Mas Woody é Woody…

    Abs!

  4. Que legal que você viu este filme pouco apreciado por muita gente. É um dos meus preferidos do Woody, humor sensacional.

    Abraço!

  5. Muita coisa do Woody Allen que ainda não vi e sou louco pra ver, mesmo não sendo um grande admirador de seu trabalho. Minha maior prioridade do diretor é “Annie Hall” e quero também muito assistir “Desconstruindo Harry”. Abraço! Ah que legal, tá lendo “O Gardião de Memórias” sou louco por esse livro, boa leitura. 🙂

  6. Vinicius,

    Allen me intriga, gosto do seu trabalho. Se puder, confira, é um bom entretenimento.

    Kamila,

    Parece ser seu gênero, acho que iria gostar…

    Kau,

    Assim não vale mesmo, hehehe…

    Pedro,

    O único que assistiu, é muito interessante e construído sob óticas bem legais…

    Rafael,

    Eu sou admirador, ele vem me conquistando. Mas ainda falta muito. Estou meio devagar com esse livro mas estou gostando bastante.

    Abraços!

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