» O Corajoso Ratinho Despereaux

(Nota: 8,5)
Título Original: The Tale of Despereaux
Gênero: Animação
Diretor(es): Sam Fell, Robert Stevenhagen
Roteiristas: Gary Ross, baseado em livro de Kate DiCamillo.
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Matthew Broderick, Dustin Hoffman, Emma Watson, Tracey Ullman, Kevin Kline.
Duração: 90 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Pelo que vejo a animação não é mais aquela que visa somente entreter crianças, pelo menos em sua maioria. A animação está se tornando muito mais do que isso, ela está sendo a força motriz para aquelas histórias nas quais talvez contar em um filme real não faça tanto sentido e que é no mundo animado, no mundo do ‘tudo pode’ é que essa temática ganha força e ganha o poder da imaginação sem que ninguém possa podá-la declarando ser aquilo uma mentira. É no desenho que todos se encantam, é nele que nós choramos e rimos ao mesmo tempo e é nele em que os adultos, ultimamente, andam cada vez mais fissurados.

Despereaux Tilling é um corajoso ratinho que nasceu em uma comunidade de camundongos em que o ato de correr e o medo são ensinados na escola, dos mais velhos aos novos. Ele, em seus atos de bravura, acaba conhecendo a biblioteca do reino onde vive, não para roer, mas para ler uma história. Nessas “andanças” ele conhece a princesa Peã que lhe conta como é triste e sobre a tragédia que se abateu sobre o reino após a morte inesperada de sua mãe, a Rainha. Por ter contato com os humanos, Despereaux é condenado a ir para o mundo das Ratazanas, mas antes que seja morto ele é salvo por Roscuro, um rato banido pelos humanos, mas que ainda sonha com atos heróicos.

É interessante o modo como a história é tratada. Ela mostra um assunto que muitas vezes já pode ter sido contado em outros contos de crianças, porém nessa ela toma uma feição diferente, na qual o motivo de tamanha tristeza de todo um reino é só pelo luto de um rei pela morte da amada. Nós vemos, portanto, que a história vai muito além do que um conto para crianças, ela nos permite entender o que certos atos podem tornar-se tão reais na vida das pessoas quanto a necessidade de se comer. Mas também nos mostra que com atos de bravura, honra e coragem é possível que esse quadro se reverta e que, com ajuda mútua, o mal-entendido (como a história diz) se desfaça e tudo volte ao normal.

Os atos do pequeno camundongo devem ser levados bem mais a sério do que uma animação. Se é que se pode dizer que existem desenhos que auto-ajuda, esse poderia ser um. Mostra-nos que a garra e a determinação, e mais, que na crença de um mundo melhor, pode-se fazer mais coisa que é de se acreditar. Talvez seja por isso, e não só por fatores técnicos, que este filme tanto me agradou, na esperança que toque a outros como a mim tocou.

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8 Respostas

  1. Parece ser muito bonitinho e já vi muita gente elogiando. Quase fui assistir, mas por questão de horário, acabei vendo outra coisa no cinema que nem me lembro agora…

    Abraço!

  2. Ainda não vi essa animação, mas você está corretíssimo na introdução da postagem: Animações há muito deixaram de ser divertimento gratuito para crianças! Aliás, acho que nunca o foram, vide a complexa história cheia de referências e questionamentos filosóficos que foi Alice no País das Maravilhas, lançado nos anos 50 pela Disney. Ano passado fiz um ensaio sobre a obra.

    Mas atualmente sou totalmente tendencioso à Pixar, é inimaginável o que aquela produtora consegue fazer, em termos de animação! Não digo de qualidade gráfica, apenas, mas de roteiros fantásticos e histórias envolventes que não devem em nada a filme nenhum! Inclusive fiquei bastante decepcionado por Wall-E não ter sido indicado à premiação de melhor filme.

  3. Junto com “Bolt” é um das animações que mais despertam meu interesse, mas infelizmente os perdi no cinema. Agora que os dois virão em DVD neste mês, poderei conferí-lo. 😉

  4. Louis,

    É aquele filme que agrada sem forçar a barra, ele é bom e bem feito, ponto!

    Paco,

    Veja, a sua explanação foi realmente fantástica e super interessante. Não foi só você que se decepcionou de Wall-E não ser indicado a Melhor Filme.

    Mayara,

    As duas animações são excelentes, valem muito a pena.

    Abraços!

  5. Não vi ainda, amigo! Quem sabe no DVD? Geralmente curto este tipo de animação para passar o tempo.
    Abraços!

  6. Lendo seu texto, me arrependi profundamente de não ter conferido esta animação quando pude, nos cinemas.

  7. Gosto muito mesmo desse gênero, sem dúvida é um dos meus preferidos e sempre que tenho oportunidade assisto alguma animação, mas por algum motivo não fiquei tão interessado em conferir esse “Ratinho Despereaux” nos cinemas – quem sabe em DVD…

  8. Weiner,

    Há algumas exceções, mas geralmente curto as animações omo passatempo… vale a pena conferir.

    Kamila,

    Eu nõ pude vr no cinema mas ele é um bom filme, veja assim que puder…

    Vinicius,

    Normal. Quse todo mundo não viu esse filme que comentou até agora. Ele foi subestimado mas é um bom filme…

    Abraço!

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