» Passageiros

(Nota: 7,5)
Título Original: Passengers
Gênero: Terror
Diretor(es): Rodrigo García
Roteiristas:Ronnie Christensen.
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Anne Hathaway, Patrick Wilson, Andre Braugher, Dianne Wiest, David Morse, William B. Davis, Ryan Robbins, Clea DuVall.
Duração: 93 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Nota: Pessoal, eu tenho o orgulho de lhes apresentar (mesmo sabendo que quase todos conhecem) o mais novo colaborador do Portal Cine, nosso querido amigo Kau Oliveira. Devido as ciscunstâncias, ele precisou abandonar seu blog para que pudesse se dedicar mais a faculdade, mas como sua vontade de escrever e analisar filmes precorre suas veias, achei boa a opotunidade de disponibilizar um espaço do meu blog para que ele pudesse escrever de vez em quando. Fato que não o compromete, necessariamente, a se dedicar exclusivamente ao blog. Portanto, quero que recebam muito bem o mais novo mebro do nosso Portal Cine. Seja muito bem-vindo Kau! Abaixo segue o primeiro texto dele.

O desfecho de alguns filmes que pertencem – ou só “pensam” que pertencem – ao gênero suspense são no mínimo magníficos. O que comumente pode ocorrer é que jamais esperávamos por aquele final, como ocorre, por exemplo, com o incrível Os Outros. Ora, já de pronto afirmo que Passageiros não tem nada a ver com o filme de Amenbar, mas também tenho que ser justo e dizer que a fita estrelada por Nicole Kidman é superior à estrelada por Anne Hathaway (Anne HathawayNoivas em Guerra). O que, em realidade, as duas produções têm em comum são as estruturas de seus respectivos finais: pelo menos pra mim, totalmente imprevisíveis.

Num dia como outro, um avião está prestes a pousar nos EUA. Mas uma aparente falha técnica vai destruir as esperanças que alguns dos passageiros tinham de voltar para casa após alguma viagem, por exemplo. O avião cai e deixa poucos sobreviventes que, por estarem sob muito estresse, são encaminhados para fazer terapia em grupo com a renomada Dra. Claire (Anne Hathaway). Cada um dos pacientes reage de forma diferente ao tratamento, mas um em especial, Eric (Patrick Wilson Watchmen – O Filme – que mais uma vez quase aparece como veio ao mundo), parece não estar nem aí para a tragédia. Claire, então, começa a dar atenção especial a ele para ver se consegue levantar alguma informação sobre o que o rapaz sente, de fato, sobre tudo. Como toda fita com personagens solteiros que se preze (e isso não é uma critica negativa, que fique claro), Eric se apaixona por Claire e, depois de muito relutar, a doutora sede ao galante rapaz que, cada vez mais, se mostra perturbado. Por isso, a personagem de Anne tem cada vez mais certeza de que a empresa que gerenciava o avião tem algo a esconder sobre o ocorrido. O que comprova, pelo menos naquele momento, esta teoria de Claire são os sumiços de alguns dos pacientes que sobreviveram ao desastre.

Rodrigo García – responsável pela maravilhosa série In Treatment – é quem dirige o texto de Ronnie Christensen que à primeira vista é bastante piegas, chato e clichê. O trailer do filme denota que este é algo assustador e que submeterá o espectador a vários sustos. Ledo engano. A fita é um drama (bastante monótono, é verdade) que se agarra a pitadas cabíveis de suspense. O mais interessante é que os clichês, alguns fatos (como o desaparecimento da irmã da doutora) e, principalmente, alguns personagens estereotipados (como a vizinha intrometida de Claire) serão explicados e aceitáveis no desfecho. Confesso que esperava um final no mínimo convincente; mas ele foi além e me deixou de queixo totalmente caído. O pior é que fiquei horas depois tentando achar defeitos que fizessem as últimas cenas caírem por terra e não encaixarem no filme como um todo. Simplesmente ele é o que é: tende ao espiritual e se faz muito bem bolado. Deu até para dar uma choradinha…

Infelizmente Rodrigo não se arrisca. Somente dirige o quem tem que ser dirigido, sem mesmo inserir algum artifício original com a câmera. Mas é exatamente isso que deu à fita uma aparência clássica e bastante convincente do ponto de vista da manipulação do texto. A técnica, em geral, é comum se comparada a outros filmes no estilo, mas esse déficit de personalidade em alguns aspectos da película não é problema, até por que a bela trilha sonora e a interessante fotografia fazem a vez de toda a parte técnica restante.

O elenco faz direitinho, apesar de eu não conseguir ver a excelente Anne num papel como o que ela fez. Claro que seria ridículo de minha parte criticá-la apenas com o argumento de que não gostei de estrutura que pende ao suspense. Ela tenta, mas claramente não esta a vontade; diferentemente do restante do elenco que parece gostar do nicho onde estão. Principalmente Patrick Wilson que, convenhamos, é subestimado e outras coisas mais. E, desta forma, apareceu mais um drama que se agarra às raízes do suspense. Muito, mas muito melhor que materiais horrendos que volta e meia lançam por aí. Vale a pena conferir, mesmo não sendo um grande filme.

Por Kau Oliveira

9 Respostas

  1. A primeira parte desse filme me irritou muito. O final não é especialmente original mas é coerente e dá propósito a alguns personagens que pareciam não ter razão pra existir. Também considero o saldo final como positivo!

    Abraço.

  2. Concordo, aliás, a crítica vai mais ou menos no mesmo caminho que a que fiz no início de abril. Só não achei o final tão surpreendente, já comecei a desconfiar dele no meio, mesmo assim, um bom desfecho…

  3. Aproveito para saudar novamente os meus queridos amigos blogueiros (não vou citar nomes, pois esquecerei alguém). Mas em especial, agradeço ao amigão Robson que me convidou para postar nesse ótimo blog que eu sempre adorei.

    Espero que continuem gostando dos meus textos (que, com certeza serão ofuscados pelas fantásticas resenhas do Robson =p) e já já mando outro materialzinho. Desta vez, se tudo correr bem, sobre o sofrível Presságio.

    Abraços!!!!

  4. Se tu pode escrever aqui pode escrever no teu blog, guri, não?

    Bom, de qualquer forma, ainda não vi esse filme, mas tenho interesse.

    Abs!

  5. Outro exemplo de cinema convencional descartável, que não funciona como suspense ou mesmo como drama.

  6. Robson, que legal. Estava com saudades de ler os textos do Kau! Eu assisti “Passageiros” e, apesar do filme não ser lá essas grandes coisas, se sustenta por causa do elenco, que está ótimo!

  7. Que legal que o Kau está contribuindo agora com o Portal Cine.
    Desde que vi o trailer desse filme fiquei interessado em assisti-lo.
    E ainda tem a Anne Hathaway, minha musa recente hehehe

  8. Bom demais ver o Kau pela Net outra vez!
    Sobre o filme, é um belo passatempo, e nada mais. Acho-o convencional em ddiversos aspectos. Mas o elenco (especialmente o Wilson) está ótimo.
    Abraços!

  9. È um prazer reencontrar o Kau por aqui, estava com muitas saudades de você e seus textos! 😉

    Sobre “Passageiros”, tenho curiosidade em vê-lo em relação ao elenco envolvido e, principalmente o diretor. 😉

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