» Frida

(Nota: 9,0)
Título Original: Frida
Gênero: Drama
Diretor(es): Julie Taymor
Roteiristas: Clancy Sigal, Diane Lake, Gregory Nava e Anna Thomas, baseado em livro de Hayden Herrera.
Ano de Lançamento: 2002.
Elenco: Salma Hayek, Mía Maestro, Amelia Zapata, Alejandro Usigli, Diego Luna, Alfred Molina, Lucia Bravo, Valeria Golino, Patricia Reyes Spíndola.
Duração: 123 minutos.

Muitos nem sequer já tinham ouvido falar sobre Frida Kahlo antes do surgimento desse filme. Até hoje ainda é negligenciada por quem não é dos mais amantes das artes. Não falaria a verdade se dissesse que amo as artes, mas também não sou um completo ignorante e sabia como era o estilo de pintura de Frida, além do que, quem nunca escutou aquela excelente música interpretada por Adriana Calcanhotto que diz: “Cores Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores. Passeio pelo mundo…”. Por essas e por outras é que sempre tive uma grande curiosidade de conferir este filme, além do fato de ter uma música de Caetano no meio, que, inclusive, foi indicada ao Oscar de Melhor Canção Original, por “Burn it Blue”.

É logo no início do filme que você percebe que Frida Kahlo (Salma Hayek Across The Universe) não é uma mulher qualquer. Ela é saltitante, alegre e travessa. Contudo a vida lhe prega uma peça e ela sofre um acidente com uma grave lesão na coluna e nas pernas, fazendo-a ficar de cama por meses além do que as dores passam a ser uma constante na sua vida. É nesse momento difícil que ela descobre uma janela aberta para o mundo das artes e passa a pintar e vê-se logo de imediato o talento florescendo. Após se recuperar, ela vai atrás de viver da pintura e daí conhece o homem que marca sua vida assim como outras pessoas que também marcariam de uma maneira ou de outra.

O filme começa de uma forma interessante, como já disse, e traça logo de início a personalidade instigante e elétrica que Frida tem. Depois disso, passamos a entrar de maneira perspicaz no seu mundo, entretanto esse fato é logo fragmentado pelo forte acidente que ela sofre no ‘ônibus’, cena marcante por ela terminar toda ferida e coberta de pó de ouro. Outro fato bem curioso é o fator tempo que é trabalhado de maneira suave e tênue no longa, já que não há uma referência de ano e mesmo assim é possível compreender, mesmo que inconsciente, o passar dos anos sem se perder.

Uma das coisas que pode ser atraente ou super chato num musical (depende da forma como é trabalhado) é a forma de transição entre o diálogo e o número musical. O que muito me chamou atenção em Frida foi o conceito de musical implantado por Julie Taymor (Across The Universe), porém transplantado para o mundo artístico. Ou seja, nos momentos que deveriam ter um número musical, as cenas são transformadas em quadros, quadros esses que realmente existiram, o que torna o filme um gênero bem particular e inovador. Isso sem falar das atuações que estão todas comedidas com um destaque especial a Salma Hayek que mereceu a lembrança de indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

A trilha sonora é outro primor que dá vida a película do início ao fim e que nos faz compreender um pouco mais o mundo difícil em que Frida tenta se encaixar. Ainda tem outro fator que contribui para mostrar a excelência do filme, ele foi orçado em US$ 12 milhões, considerado de baixo valor. Para mim, que sabia como era o estilo, no entanto não sabia o porquê dele, posso dizer que foi uma experiência que valeu a pena.

16 Respostas

  1. É um excelente filme!

  2. Além da trilha sonora, o ponto alto de “Frida” é a concepção visual. Julie Taymor é uma diretora extremamente cuidadosa nesse sentido e o filme é um primor. Esse será o grande papel da vida de Salma Hayek!

  3. Tiago,

    Concordo.

    Kamila,

    A concepção visual é bem diferente e percebi que é caracterísitca de Julie mesmo!

  4. Assim como tu, sempre tive curiosidade em ver, mas diferentemente de ti, ainda não pude fazê-lo. As músicas, no entanto, são bem conhecidas, e o CD da trilha é belo…

  5. vi esse filme na escola, e me lembro pouquissimo!

  6. Puxa já tinha ouvido falar sobre esse filme, mas nunca tive a oportunidade de ver. Depois de seu texto já marquei aqui na listinha de filmes para ver. 😀

  7. A proposta parece ser bem interessante, porque pelo que você disse além de ser musical, tem uma intenção artística no filme. Ainda não tive a oportunidade de ver. Depois de seu texto já marquei aqui na listinha de filmes para assistir. 😀

  8. Frida é mesmo um belo filme. Me faz lembrar uma outra cinebiografia perfeita (piaf) que proporcionam um maior conhecimento acerca de vida da personalidade, e ainda entrar um pouco na cabeça de certos gênios das artes.
    O maior acerto, são as transições, a utilização da pintura para exprimir sentimentos internos (assim como Piaf, mas só com a música) e a atriz, Salma está deslubrante (assim com Marion em Piaf) e mostra verdadeiramente o sentimento dessa grande artista.

  9. Gosto de “Frida” e até cheguei a ficar emocionado em alguns momentos, mas para mim o filme sofre de uma extrema falta de personalidade por parte da direção. O cinema da Julie Taymor alcança ótimos resultados quanto ao visual, mas esquece da trama que acaba sendo o ponto mais importante.

  10. Gustavo,

    Se gostou das músicas vai adorar o filme.

    Cleber,

    Reveja, acho que irá gostar.

    Fernando,

    Ele é bem musical mas seu gênero não é musical, que fique claro. É puxado pro lad artístico, plástico.

    Luis Galvão,

    Acho que as biografias dão muita força aos atores e atrizes que quase sempre desempenham excelente papeis. Deve ser o simples fato de ter algo palpável a se inspirar, veja o caso brasileiro de Daniel Oliveira como Cazuza.

    Vinicius,

    Engraçado, achei que a personalidade é bem mais presente nesse longa do que no que foi feito em seguida, Across The Universe. Acho que ela trabalhou elementos essenciais e com delicadeza.

    Abraços!

  11. EU AMEI, A ALMA QUE SALMA DEU AO PERSONAGEM É IMPRESSIONANTE.

  12. Eu gosto de Frida, mas não muito. Acho que o filme sofre de uma espécie de inconstância na direção, ora realmente emociona, ora parece forçado demais. Infelizmente, não me pegou tanto quanto eu gostaria. Exceto pelas atuações e, claro, Salma Hayek, que está maravilhosa.

  13. Brenno,

    É verdade… Salma é um dos principais fatores atraentes do filme…

    Diego,

    Não é só você que percebe essas insconstâncias do filme, mas não encontrei tanto isso.

    Abraços!

  14. A força de Frida reside em duas “coisas”: na parte técnica e na belíssima atuação de Salma. Na verdade, a fotografia, a maquiagem, os figurinos e a direção de arte são de uma beleza ímpar, há tempos inexistente no cinema em alguns casos.

    Abs!

  15. Gostei de Frida, mas ñ tanto como vc, Salma Hayek está perfeita na personagem, acho q minha nota foi 8.o na época q assisti!
    Abs! Diego!

  16. Kau,

    Exato. É um filme sensível e com uma produção muito boa, com vários destaques.

    Diego,

    Salma Hayek é a melhor surpresa do filme, ela estava divina.

    Abraços!

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