» Inimigos Públicos

(Nota: 6,0)
Título Original: Public Enemies
Gênero: Drama
Diretor(es): Michael Mann
Roteiristas: Ronan Bennett, Michael Mann, Ann Biderman, Bryan Burrough.
Ano de Lançamento: 2009.
Elenco: Christian Bale, Johnny Depp, Channing Tatum, Emilie de Ravin, Leelee Sobieski, Marion Cotillard, Billy Crudup, Giovanni Ribisi, David Wenham, Stephen Dorff.
Duração: 143 minutos.

Acho que quem estréia um filme é um fator muito importante também para quem vai assistir. Às vezes, a história nem é tão atraente, mas o simples fato de ter aquele ator ou atriz interessante (pra uns basta ser bonito [a] e pra outros tem que ser talentoso [a]). Eu gosto muito do trabalho de Johnny Depp (A Noiva Cadáver) e já bastaria isso pra conferir, mas ao descobrir que ainda tinha no elenco Christian Bale (Os Indomáveis) e a linda, formosa e talentosa Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor) aí não tive o que questionar e então passou a ser obrigação conferir esse filme ainda no cinema.

John Dillinger (Depp) é um temeroso e inteligente ladrão de bancos que faz ataques em uma grande parte dos Estados unidos da América. Para isso, ele conta com o apoio de boa equipe de ladrões também populares como Baby Face Nelson (Stephen Graham) e Pretty Boy Floyd entre outros. Galante e sempre com muitas mulheres, ele acaba se apaixonando pela entregadora de casacos Billie Frechette (Marion) e resolve viver esse amor. No entanto, na sua condição de bandido e também com o encalço inflexível do agente Melvin Purvis (Bale), ele acaba preso, mas mostra que é possível fugir sem muitos problemas. Porém quando seu relacionamento começa a sofrer as repercussões de sua vida marginal, o clima começa a ficar mais quente e ele tem que tolerar as conseqüências.

Como podem ver é bem possível dizer que é uma história um tanto clichê por se tratar da incansável (ou seria cansável?) história de fuga de gato e rato no velho método Tom & Jerry de ser. O envolvimento de uma mulher na questão não muda muito o fato de que Dillinger é bandido e que é perseguido de maneira incessante pela polícia. Aliado a isso temos um roteiro que permanece num vai-e-vem infatigável e que não determina qual o foco central da história, sempre variando entre as fugas mortais do bandido e seu relacionamento com Billie. Acho que o fato de o roteiro ser bem variável e não ter um propósito maior, compromete toda a estrutura de um filme que poderia ter sido mais bem trabalhado.

As atuações, com destaque para Depp e Marion, são bem louváveis e desempenham seus papéis sem muitos percalços. Depp sempre com sua peculiaridade que dá um tom a mais no personagem e Marion despida da figura de Piaf e envolta num personagem humilde, mas intenso, mostrando que não existe a maldição da ganhadora do Oscar de Melhor Atriz, assim como Hilary Swank já havia corroborado antes em Meninos não choram e depois em Menina de Ouro. Acho que o maior ‘arrojo’ de Inimigos Públicos está no simples fato de persistir na idéia de fuga sem dar um propósito maior à questão, caindo na mesmice de um filme de grandes ladrões e policiais insistentes.

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15 Respostas

  1. Se for assim mesmo, o filme é um tropeço artístico na carreira do mestre Mann. Espero ter outra visão quando assistir, hehehe!

    Cumps.

  2. […] Saldanha PORTAL CINE “Acho que o maior ‘arrojo’ de Inimigos Públicos está no simples fato de persistir na […]

  3. Como já comentamos, só não gostei muito do personagem roteirizado de Bale, mas de resto tenho pouco a queixar. A técnica, a linguagem, a narrativa, a ação… tudo magnífico.

    Nota 8.5 [****]

  4. Essa foi uma das opiniões menos favoráveis que li a respeito de “Inimigos Públicos”, mas ainda assim quero muito ver o filme – até pelos aspectos que você elogiou, como o trabalho do Depp e da Cotillard.

  5. Gustavo,

    Olha, eu, pelo que percebi, sou uma exceção à regra. A Maioria gostou muito, mas não me impressiono com o diretor, é preciso me impressionar o filme em si.

    Wally,

    Não achei nada demais e muita coisa ali, acho que está superestimado.

    Vinicius,

    Vale a pena conferir Vinicius, talvez eu seja memso a exceção.

    Abraços!

  6. UM DOS FORTES CANDIDATOS AO OSCAR DE MELHOR EFEITOS SONOROS E EDIÇÃO DE SOM…. DE RESTO, TUDO ABAIXO DO ESPERADO.

    ABRAÇOS

  7. Definitivamente, faltou algo a este filme. Aquele elemento que faria com que ele fosse brilhante. Mesmo assim, temos que reconhecer a boa direção do Michael Mann, o ótimo elenco e a excelente qualidade técnica do longa.

  8. Caraaaaca! 6,0?????????? Fiquei chocado agora…

    Ainda não vi, mas não espero nada. Acho que será muito do mesmo.

    “Como podem ver é bem possível dizer que é uma história um tanto clichê por se tratar da incansável (ou seria cansável?)…”

    MEDO dessa sua frase.

    Abs!

  9. Também foi meio decepcionante pra mim. Longe de ser o grande filme que se esperava… Gostei de Depp e Marion, mas mesmo assim não estão em momentos muito significativos.

  10. Nossa, 6.0? Quero muito conferir, mas agora com expectativas menores. 😉

  11. eu daria uma nota maior, mas não muito. destaque para minha triz atual favorita (Cotillard), para a fotografia, talvez.
    Não sei se foi só na minha seção, mas o som do cinema estava muuito alto, algo insurreçedor, na cenas de tiros e vidros quebrados um barulho altíssimo. Mas um filme legal. apenas isso.

  12. Olá Robson

    Confesso que fiquei bastante curioso com esse filme não pela história em si, mas com o elenco – como você disse. Pois imaginei assim, gente tão famosa e prestigiada como Depp, Bale e Cotillard não aceitariam fazer um filminho meia boca. AINDA NÃO VI, mas li muitas críticas negativas.
    Vou esperar sair em DVD para conferi.

    Abraço e até mais.

  13. Um grande filme com uma excelente realização. Não sairá de mãos a abanar na próxima temporada de prémios.

  14. Não posso dizer que achei o filme ruim. Ou mesmo enumerar erros aqui. Mas uma coisa é certa: estava com tanta expectativa que saí do cinema com a expressão estampada no rosto: “é só isso”?
    Mas vale muito pelo elenco e direção. Foram impecáveis.
    Abraço!

  15. Mann é um artífice, um dos mais competentes do cinemão “mainstream” de hoje, por pregar discursos maiores no que nas mãos de outros diretores seria simplesmente um filmeco de ação. Inimigos Pùblicos não é uma caça de gato e rato, é um retrato de época. Os Americanos adoram endeusar seus bandidos – Bonny & Clyde, Billy the Kid, Jesse James e outros – mas Mann mostra que toda fama é efêmera. Ele tem mais interesse no perfil dos envolvidos em uma história real do que em transformar essa história real em um show de ação sem cabeça que o público adora.
    Poucas cenas dos últimos tempos são tão bonitas e bem interpretadas do que a ironia de Dillinger assistindo ao último filme da sua vida e sorrindo por se ver retratado na tela – e quando ele substitui a personagem do filme ( que foi o que ele realmente assistiu antes de morrer ) por Billie, e enxergando o que está na tela como um reflexo da sua própria vida…
    E que belo é ver esse metacinema: o cinema de ficção reproduz a vida real que um dia se viu no cinema de ficção sendo representado por ele. È de endoidecer.

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