» Simplesmente Feliz

(Nota: 6,5)
Título Original: Happy-Go-Lucky
Gênero: Comédia, Drama
Diretor(es): Mike Leigh
Roteiristas: Mike Leigh.
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Sally Hawkins, Elliot Cowan, Alexis Zegerman, Andrea Riseborough, Sinead Matthews, Kate O’Flynn, Sarah Niles, Eddie Marsan, Joseph Kloska, Sylvestra Le Touzel, Anna Reynolds, Nonso Anozie, Trevor Cooper.
Duração: 118 minutos.

Há tempos procurava a oportunidade de conferir este filme, muito falado pela crítica, alguns elogiando em demasia e outros nem tanto. Além disso, muito cotada foi a atriz que protagoniza o filme Sally Hawkins (O Sonho de Cassandra) para uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, já que foi indicada e ganhadora do Troféu Globo de Ouro pela mesma categoria. Muito li, também, sobre o propósito do filme e as atitudes de sua personagem, a forma como agia sob determinados aspectos, que me deixavam curioso para formar opinião a respeito.

Poppy (Hawkins) é uma professora primária e que procura ver o mundo de maneira dessemelhante das demais pessoas. Ela sempre afronta tudo na vida com muita alegria e um sorriso sempre estampado no rosto. Porém, não é fácil manter-se assim quando tudo e todos a sua volta sempre vêem mais o lado negativo do que o positivo da vida e Sally se vê no compromisso de ajudar a essas pessoas a depararem e enfrentarem a vida da sua maneira. Scott (Eddie Marsan – O Ilusionista), seu instrutor de auto-escola, é uma pessoa muito irritada e mal-humorada e será um grande desafio para a sempre alegre protagonista.

Eu tenho que abrir o jogo e falar o que senti dessa personagem que é tão alegre: IRRITANTE. Pra mim, essa foi a palavra que mais veio a minha cabeça do início ao fim do longa. Calma, eu não sou estressado e nem tampouco mal-humorado com a vida, vejo-a de forma plena e sem maiores problemas. Contudo, há limites para tudo que se faz e seriedade não é sinônimo de encarar a vida de mal-humor. Não. Todo ser humano está sujeito a variação de gênio, é intrínseco ao nosso ser, entretanto isso não acontece com ela. Isso posto, eu acabei por notar que o que é real na personagem não é o seu excesso de alegria e sim uma infantilidade sem limites. Ela nem sequer escuta direito o que os outros estão falando.

Isso é tão fato que a própria, ao término do filme, comenta com sua amiga “Como é difícil ser adulta, né?” e talvez seja sua ‘válvula de escape’ comportar-se como criança durante a maior parte do tempo. Mas a questão é que existem pessoas desse jeito no mundo e não é difícil apontar, sendo que, como já disse, a meu ver essas pessoas são infantis e não alegres. É completamente possível um adulto ser alegre, mas responsável e ciente dos seus atos, fato que é completamente ausente na personagem.

Apesar disso, há alguns pontos positivos a se apontar nessa película assim como na personagem. O roteiro, apesar de pegar pesado na alegria excessiva, mostra-se bem descompromissado, sem medo do que vai causar a quem o acompanha. As locações são maravilhosas e mostram um lado da Inglaterra que nem sempre é bem explorado pelos filmes ingleses, até mesmo aquele lugar em que é habitado pelos mendigos se torna bonito sob as lentes de Dick Pope (O Ilusionista). Em diversos momentos podemos notar também a sensibilidade da personagem para com a situação do próximo, fato que aumentou somente um pouco minha concepção ao seu respeito. Hawkins está excelente no papel e bem convincente e mereceu o prêmio do Globo, mas só. O fato é que se deve compreender que há uma enorme diferença entre alegria extrema e infantilidade, fato que a personagem é bem mais adepta a segunda opção.

21 Respostas

  1. Robson, gostei um pouco mais do que você, porém concordo que Poppy é irritante, não em todos os momentos, mas algumas situações me incomodaram de “tão alegre” =D Ainda assim gostei bastante do roteiro e da maior parte da atuação de Sally Hawkins

    Não lembro se dei 7 ou 7,5 para o filme, mas creio que tenha sido o primeiro.

    Abraços!

  2. Pena, estava esperando tanto desse filme…

  3. Tenho pavor desse filme! E tu sabe bem disso hahaha

  4. Olá Robson

    Me interessei por este filme, que desconhecia até então. Gosto de longas assim, descompromissados mas que conseguem deixar uma mensagem bacana no final. QUERO CONFERIR.

    Abraços e até mais.

  5. Eis um título que não consigo gostar. A personagem principal é deveras irritante.

  6. Nossa, eu acho a Poppy tão legal! Acho que o objetivo do filme é justamente esse: mostrar alguém tão feliz com tudo a sua volta a ponto de ser irritante para os pobres espectadores. Mas isso não quer dizer que não seja um belo filme ou que a atuação da Sally Hawkins não esteja entre as melhores do ano.

  7. Olá.

    Não conhecia esse filme.

    Gostei da dica.

    Abraços
    http://www.anetux.com.br

  8. Yuri,

    Não consegui me agradar tanto assim. Ela consegue ser irritante pra mim em quase todos os momentos.

    Gustavo,

    Não é maioria o meu voto sobre este filme. Espero que veja e tire suas próprias conclusões.

    Matt,

    Somos dois.

    Altieres,

    Adoro longas descompromissados, mas esse passou dos limites… hehehe

    Tiago,

    Isso foi o que mais me incomodou.

    Vinicius,

    Não consigo achar, definitivamente.

    Abraço!

  9. Acácio,

    Digamos que deve assistir com cautela…

    Abraço!

  10. Não vi ainda, mas como Poppy foi muito falada por sua atitude de ser feliz demais, tenho um pouquinho de medo dela. rsrsrsrsrsrs 😉

  11. Eu quero muito assistir a este filme, mas confesso que tenho medo da Polly. Receio de achá-la totalmente irritante!! rsrsrrsrsrsrs

  12. Mayara e Kamila,

    Também tive esse receio e deu no que deu. Descobri que ela é mesmo irritante! hehehe Boa sorte pra vocês!

    Abraço!

  13. Justamente por causa desse jeito irritante de Sallly Hawkis é que eu acho que ela deveria ser lembrada no Oscar desse ano. Não deu! O filme, na minha opinião, é superestimado. Não achei lá grandes coisas…

  14. Cinebuteco,

    Eu acho que Sally fez um bom papel e valeu o Globo de Ouro. Mas só. Todas as indicadas ao Oscar de Melhor Atriz fizeram papéis excelentes.

    Abraço!

  15. Achei o filme superdivertido, e gostei muito do que a Sally Hawkins fez. Sim, ela também me irritou, me irrita e me irritará sempre que rever o filme. Talvez seja a personagem mais irritante do cinema. Mas isso não é ruim, é vantagem. Ponto para sua atuação (injustamente preterida no Oscar) e para a direção e roteiro de Leigh (ótima como sempre).
    Nota: 7,5
    Abraço!

  16. Weiner,

    Eu não consegui ter esse entusiasmo todo. Ela me irritou e não me deixou enxergar qualquer outro lado bom do filme. Gostei de Sally mas não acharia justo ela ser indicada, o Globo de Ouro pra ela já bastou.

    Abraço!

  17. Hahahahahahahaha, odeio o filme. Mesmo assim, dei a mesma nota que vc…

    Acho que Mike quer manipular o espectador, fazendo-nos acreditar que ñ somos nada ao lado da chata, tonta e pentelha Poppy.

    PS: sobre A Cabana, achei o livro INCRÍVEL tb!

    Abs!

  18. Kau,

    Então estamos no mesmo barco meu caro. Ela é muito chatinha e irritante. E, realmente, ele é bem manipulador . A Cabana é indiscutivelmente um dos melhores livros do ano!

    Abraço!

  19. Não gostei. Irritante é a palavra certa. Impossível escolher melhor adjectivo para o filme.

    Abraço.

  20. Oi,
    tudo bem
    Vamos trocar link do blog???
    VAleu!!!

  21. […] TUDO É CRÍTICA  Pedro Tavares CINEMA O RAMA  Rafael Carvalho MOVIOLA DIGITAL  Robson Saldanha PORTAL CINE  Vinícius Pereira BLOG DO VINÍCIUS  Vinicius Silva SOB A MINHA LENTE  Tommy Beresford CINEMA […]

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