» O Mágico de Oz

(Nota: 10,0)
Título Original: The Wizard of Oz
Gênero: Musical
Diretor(es): Victor Fleming, Mervyn LeRoy, Richard Thorpe, King Vidor
Roteiristas: Noel Langley, Florence Ryerson e Edgar allan Woolf, baseado em livro de L. Frank Baum.
Ano de Lançamento: 1939.
Elenco: Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Bert Lahr, Jack Haley, Billie Burke, Margaret Hamilton.
Duração: 101 minutos.

Quem nunca ouviu falar sobre a famosa história de O Mágico de Oz? Muitos, inclusive, já tiveram a oportunidade de ler o livro ou então conferir o filme. No meu caso, não pude conferir antes por ‘n’ motivos, um deles foi a falta de oportunidade mesmo, mas nunca deixei de ter curiosidade e na primeira chance não a desperdicei. Ainda por cima, coincidentemente, este famoso filme americano faz nesse ano 70 anos desde a data que foi lançado nos EUA, fazendo, inculsive, com que o estado do Kansas fique em festa por isso.  Achei inevitável a comparação com o filme que tanto me marcou quando criança Os Trapalhões e O Mágico de Oróz já que foi o meu primeiro contato com a história, mesmo que modificada, apesar de não ter como comparar a produção foi a lembrança que veio à tona.

Dorothy Gale (Judy Garland – Nasce uma Estrela) é uma jovem garota que vive no estado do Kansas com seus tios. Após seu cachorro ser ameaçado de ser sacrificado por uma vizinha rabugenta, Dorothy resolve fugir de casa para impedir que isso aconteça. Porém, no meio do caminho encontra um misterioso homem que diz que sua tia está muito triste com sua partida e ela resolve voltar para casa. No entanto, um forte furacão surge e ela não consegue entrar no abrigo a tempo e quando entra em casa, vê que ela está voando dentro do furacão. Após cair em um lugar desconhecido e colorido, Dorothy descobre que está em outro mundo e que sua casa caiu em cima de uma bruxa e ela agora é a heroína desse mundo. Porém ela quer voltar para casa e só o Mágico de Oz pode ajudá-la, no caminho até esse mágico ela encontra o Espantalho (Ray Bolger) que quer um cérebro, o Homem de Lata (Jack Hale) que quer um coração e o Leão (Bert Lahr) que quer coragem.

É impossível não se agradar com esse musical tão famoso e aclamado por todos. Ele prova que nem sempre o que a academia do Oscar acha, é o que o povo acha já que o filme só ganhou em dois quesitos. A sua canção mais famosa “Over the Rainbow” nos envolve logo no início do filme e te faz querer curtir cada minuto e canção do filme. Além disso, quem conhece de forma prévia da história está sempre ansioso para conferir o aparecimento de cada personagem especial e a forma como vai se apresentar. Desse modo, acho que até foi bom nunca ter visto o filme porque criei expectativas sobre algo que já tinha plena certeza de que era bom.

Muito me impressionou que um filme em 1939 tivesse um poder visual tão impressionante e atraente como este. A transição das cenas monocromáticas para as coloridas faz-se de uma forma impressionante e marcante no decorrer do longa, saindo da casa e indo em direção a esse novo e desconhecido lugar somente pela abertura da porta. A primeira imagem do mundo colorido me fez pensar em dois filmes: A Fantástica Fábrica de Chocolate, devido a beleza e ao colorido e também Coraline e o Mundo Secreto pelo simples fato da existência da porta para o outro mundo, sendo, quem sabe, esse o filme de inspiração para os citados. É impressionante como tudo tem o poder marcante nesta película, do amarelo dos tijolos ao figurino do mais ‘insignificante’ dos personagens. Há também a questão de que os momentos engraçados, geralmente protagonizados pelo Leão, são incluídos de forma comedida sem ‘forçar muito a barra’.

O filme também trata de elementos bem interessantes com o forte interesse dos personagens fantasiados de querer um coração, um cérebro e a coragem, fato que se nota já existir neles sem que precise de um mágico para transformá-los. Isso é perceptível quando há a superação dos personagens em diversos momentos do musical. Por falar em música, aí está outro grande mérito, senão o maior. Temos uma sonoridade maravilhosamente bem arquitetada por Harold Arlen que sempre teve sua importância reconhecida pela academia e que nos entregou a clássica música “Over the Rainbow”. Acho que é impossível terminar um texto falando de tal filme sem aconselhar alguém a vê-lo, não é? Portanto, corra para conferir agora.

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15 Respostas

  1. OBRA-PRIMA. O segundo melhor filme de todos os tempos, pra mim. Inesquecível, genial, lindo de morrer!!!!!!!

    Abs!

  2. Primeiro: eu preciso dizer que você é um desnaturado por só ter visto esse filme recentemente.

    Segundo: lerei a crítica para fazer um comentário decente. xD

  3. É, concordo com tudo. hehe É um filme para os jovens de coração. Mas o livro é um pé no saco.

    [ ]s!

  4. Kau,

    É uma obra-prima mesmo!

    Jeff,

    Eu sei que sou desnaturado, você não é o primeiro que me diz isso. Não li o livro mas acho que o filme é suficiente mesmo!

    Abraço!

  5. Clássico, obra-prima, genial e eterno. Sempre é um prazer escutar as músicas ou rever o filme. E também não li o livro. 😉

  6. Uma das maiores obras-prima do cinema, até hoje! Pra mim o melhor músical …

  7. Sem dúvida esse é um dos grandes clássicos do cinema, mas por algum motivo não consigo achar “O Mágico de Oz” tão genial quanto a maioria – mesmo reconhecendo sua enorme importância.

  8. Sempre que alguém assite essee filme, sai dele com uma nova consepção de tudo (rsrsr)
    o filme é um marco, sem dúvidas, para o cinema musical. Todas as músicas, personagens e a Bruxa encarnada de Margaret Hamilton que assuta e cria o perfil que toda bruxa deveria ter.
    O livro, ao contrário do que Jeff disse, eu gostei bastante. Porém existe um ooutro livro, que já virou musical de sucesso na broadway que mostra a versão da bruxa, po aqui o livro se chama “Maligna” e lá “Wicked”, é um livro tão bom quanto “O Mágico”, e ja´se especula-se muito a adaptação para as telas desse musical, que é imperdível também

  9. Mayara,

    Depois dos comentários, não sei se teria vontade de ler o livro!

    Cleber,

    É muito bom, mas não sei se diria que é o melhor.

    Vinicius,

    Normal isso. Eu gostei muito mas ainda acho que não seria o primeiro da lista.

    Luis,

    Não sei o que pensar do livro, talvez deva ler mesmo!

    Abraços!

  10. De fato o filme é muito bom, um clássico. Mas eu ainda prefiro ouvindo Dark Side On The Moon http://controljr.blogspot.com/2008/04/dark-side-on-moon-o-mgico-de-oz.html

  11. É um espetáculo visual, realmente um filme imperdível e obrigatório para todos que gostam do cinema…

  12. Control+JR,

    Já tinha ouvido falar mas nunca parei para reparar…

    O Cara,

    Percebi o porquê de tanta euforia… é fantástico!

    Abraço!

  13. Não é aquele tipo de clássico que me conquistou como “E o Vento Levou”, mas, certamente, “O Mágico de Oz” é um grande filme!

  14. cara…

    eu tive um problema com o meu blog, o nitzombies… tive que desativa-lo e criar outro..

    portanto se vc puder mudar o meu link ali eu agradeço

    Agora é http://moviesfromboxes.wordpress.com

    jah adicionei o teu lá!

    Abs!

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