» As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

(Nota: 9,5)
Título Original: The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe
Gênero: Aventura
Diretor(es): Andrew Adamson.
Roteiristas: Ann Peacock, Andrew Adamson, Christopher Markus e Stephen McFeely, baseado em livro de C.S. Lewis.
Ano de Lançamento: 2005.
Elenco: Georgie Henley, Skandar Keynes, William Moseley, Anna Popplewell, Tilda Swinton, James McAvoy.
Duração: 140 minutos.

Filmes de fantasia me atraem e todo mundo sabe disso. Da mesma forma, os livros também têm sobre mim o mesmo efeito. Não sei por que motivo, mas nunca tive a oportunidade de conferir o filme de As Crônicas de Nárnia nem tampouco seu livro. Diante de uma boa promoção na internet, adquiri o livro do C. S. Lewis e, por serem contos curtos, fui direto ao que se refere o primeiro filme da saga. Dono de uma linguagem simples e explicativa, Lewis nos proporciona uma deleitável leitura com bastante espaço para a imaginação, fato que será evidenciado ao assistir o filme.

Lúcia (Georgie Henley), Susana (Anna Popplewell – Moça com Brinco de Pérolas), Edmundo (Skandar Keynes) e Pedro (William Moseley) são quatro irmãos que, em função do auge da Segunda Guerra Mundial, são enviados pela mãe para a casa de um velho professor, dono de um enorme casarão. Nas diversas brincadeiras, acabam por descobrir um guarda-roupa mágico que os leva a outro mundo, em que o inverno impera sempre e que se chama Nárnia. Habitado por seres estranhos, eles começam a descobrir que nem tudo é tão mágico e que Jadis (Tilda SwintonO Curioso Caso de Benjamin Button) é uma feiticeira maligna que se julga rainha de Nárnia. Todavia, com o auxílio de Aslam, um leão destemido que é real governador do país, os quatro irmãos irão travar uma verdadeira guerra para reaver a terra.

É inevitável a comparação e para mim não existe essa história de que ‘filme é filme e livro é livro’. Se fosse assim, não se deveria ousar fazer a adaptação, já que havendo adaptação é impossível não comparar. No entanto, isso é algo delicado e quem compara jamais pode fazer total juízo da obra cinematográfica sem saber que não há possibilidade de ser idêntico ao livro. Porém, tendo a essência do livro no filme, é mais fácil agradar. Neste caso, por se tratar de uma crônica curta, a adaptação da obra para o filme foi muito justa e suas adições não prejudicam o todo do filme, até contribuíram.

Muito do que imaginei não se tornou muito diferente ao conferir o longa, no entanto, influenciado pelo Labirinto do Fauno, minha idéia de imagem do fauno Sr. Tumnus (James McAvoy – O Procurado) era bem mais grotesca e macabra do que o filme apresenta. Percebe-se também que algumas falas que no livro mostram-se essenciais, são cortadas na película para que a ação seja mais perceptível e o espectador adentre mais na história. A fotografia é muitíssimo bem trabalhada e nos apresenta diversos ângulos que fazem compreender com mais tenacidade a visão dos personagens além da magistral e envolvente trilha sonora assinada por Harry Gregson-Williams que também fez a trilha de X-Men Origens: Wolverine.

A maquiagem é outro importante fator que dá vida aos personagens irreais e que rendeu o Oscar a produção do filme, de forma merecida. Um ponto que vale ressaltar é que o filme é bem mais claro do que o livro, no que se refere ao fato de que crianças menores, como Lucia, são bem mais esperançosas que os já mais crescidos, fato fortemente frisado durante todo o longa. Além do que a idéia de Aslam como um sábio é bem notória, fato que é bem comum nos filmes do gênero comparando-o, portanto, aos mestres Gandalf da trilogia d’O Senhor dos Anéis e Dumblendore da saga de Harry Potter.

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9 Respostas

  1. Uma grande produção, com um ótima trabalho tecnico. Este preciso rever. 😉

  2. EU NÃO ENTENDO PORQUE ESSE FILME FOI TÃO CRITICADO…. EU O ACHO ESPETACULAR.

  3. Humm, fantasia é com o Miojo, rs… Eu sou um que não gosta desse filme, por exemplo, mas ele ADORA… Tem um material bem legal sobre ele lá no blog, depois dá uma lida…

    Abraços…

  4. Nossa mãe, que nota alta. hehehe
    Gosto filme, bem divertido e competente ao que se propõe. Mas não senti vontade de ver a continuação, mas até que leria o livro.
    E pra mim, “livro é livro e filme é filme”. Mas amém.

    []s!

  5. Esse filme é MUITO legal! Achei encantador e muito bem produzido! Mas o que mais gosto nele é a presença de Tilda Swinton, uma grande vilã!

  6. Quando vi nos cinemas pela primeira vez, eu tinha 14 anos e saí encantado. Dei a mesma nota que você. Mas, infelizmente, tiveram revisões e o filme foi perdendo seu brilho mais infantil. Ainda que reserve suas falhas, porém, é um filme de fantasia digno e bem realizado.

    Nota 7.5 [***]

  7. Robson, vou ser sincero: não li o livro. Então, não posso avaliar este filme como ele merece.

    Entretanto, ele me irrita MUITO pelo seguinte motivo: eu sei que é uma fantasia. Mas como assim o Papai Noel trás de presente de Natal armas para as crianças???? Fiquei chocado. E pior: as mesmas crianças lutam numa guerra! =o

    Abs!

  8. Tive uma amiga que fez um TCC sobre o filme, fazendo paralelo com o livro… não vi, mas ela me disse que o projeto final ficou bem legal. O filme é demais, também gosto bastante de roteiros de fantasia, desde que bem contados. Esse é um típico exemplo.

  9. Hahaha, isso que o Kau falou é o que eu sempre critico… PAPAI NOEL DANDO ARMAS, rs… Legal ele ter a mesm opinião que eu, rs…

    Robson, fizemos uma enquete pra discutir o assunto da nossa primeira podcast, vota lá?

    Abraços…

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