» Água Negra

(Nota: 6,5)
Título Original: Dark Water
Gênero: Suspense
Diretor(es): Walter Salles
Roteiristas: Koji Suzuki, Hideo Nakata, Taka Ichise, Rafael Yglesias
Ano de Lançamento: 2005.
Elenco: Jennifer Connelly, John C. Reilly, Tim Roth, Dougray Scott, Pete Postlethwaite, Camryn Manheim, Ariel Gade, Perla Haney-Jardine, Debra Monk.
Duração: 105 minutos.

Imagine o lugar ideal para se conferir um filme de suspense. Principalmente aqueles em que o foco central é assombração. Foi onde passei o réveillon, uma fazenda, dois quilômetros ‘mato’ adentro, bastante grande, vários quartos, chão forrado de madeira e  rodeada de bichos. Pois bem, com esse clima bem propício e com a vontade dos primos de conferir um filme no mesmo estilo é que resolvemos alugar Água Negra. Fui à locadora sem qualquer idéia ideia na cabeça e me deparei com este filme. Gostei da premissa e fiquei curioso para conferir o desempenho de Jennifer Connelly (9 – A Salvação) em um longa de suspense.

Dahlia Williams (Connelly) é uma jovem mãe que está recomeçando e reorganizando sua vida agora, já que se separou do pai de sua filha recentemente.  Mudando-se para um apartamento em um velho prédio junto com sua filha Ceci (Ariel Gade) e iniciando em um novo emprego. O apartamento em que estão tem barulhos estranhos, vazamentos sem fim de uma água negra que corre do teto e alguns fatos estranhos que perturbam Dahlia e sua filha Ceci. Acreditando em algum jogo, ela tenta juntar as peças para conseguir compreender o que se passa.

Como falei, por ter pegado um tanto que aleatoriamente, não sabia jamais que esse filme era de um diretor tupiniquim. Walter Salles (Linha de Passe), depois de alcançar enorme sucesso com o maravilhoso Central do Brasil começou a se aventurar em filmes estrangeiros e teve alguns erros e acertos. Não são muitos também os filmes que conferi com Connelly e posso até dizer que me surpreendi com sua atuação, achei que atingiu o objetivo do filme de maneira agradável. Mas o problema está mais no roteiro do que em qualquer outro quesito.

O filme detém uma boa narrativa, o que permite ‘pregar peças’ em quem o vê e talvez é importante salientar que quem o vê, quer justamente isso ainda que soe um pouco estranho. No entanto, o filme nos mostra muito mais drama na sua primeira hora do que o suspense propriamente dito e isso faz com que o que mais esperamos demore muito para acontecer. Então é somente depois disso é possível entender que ainda assim vale a pena ver à fita. O final é original e bem arquitetado, nos faz arrepiar e ao mesmo tempo compreender o porquê de tal desfecho sem que haja aquela fatídica resposta no fim: que final sem graça.

22 Respostas

  1. Acho que o local em que vc assistiu ao filme te ajudou a ficar tenso!

    Infelizmente não consegui sentir o suspense do filme… mas, vale pela beleza da Connelly

  2. Acho que é o único “mais ou menos” do Salles, mas nem por isso deixa de ser um bom filme. O longa tem seus momentos e ao menos a estética é interessante.

  3. É, nesse o Walter Salles se passou um pouco. Trama bobinha, bobinha!

  4. Bruno,

    Sem dúvidas ajudou, em outra situação talvez não fosse mais interessante.

    Vinícius,

    É bonzinho, mas nada demais mesmo!

    Pedro,

    Nada espetacular mas valeu a pena conferir!

    Abraços!

  5. Assim, fica dificil ver Água Negra sem o consentimento do original. Tanto um quanto o outro são filmes interessantes, sendo que o original é um classico do J-Horror e o remake lançado nos isteites segue uma vertente curiosa comparado ao original no qual se foca a carga dramatica da personagem principal. Para se ter uma ideia, o filme é o melhor remake baseado em algumas obras de horror oriental … então imagine o que eu acho do resto …

    Abraços

  6. Cara, ainda não vi esse filme. Já não sou tão fã desses remakes de terror japonês…

    Abs!

  7. João Paulo,

    Realmente fiquei curioso pela trama japonesa, porque o que mais procurei foi o suspense e ele não é foco central do filme…

    Otávio,

    Eu não sou muito não… mas fiquei curioso por Jennifer e pelo enredo!

    Abraços!

  8. Como você fez para colocar espaço/parágrafo nas primeiras linhas?

    PS.: não vi o filme!

  9. Não gosto desse filme. Foi uma estreia do Walter Salles num filme norte-americano com o pé esquerdo. Ele merecia algo melhor..

  10. Eu adoro Connelly, e vê-la em um filme de ‘suspense’ foi interessante, mas como você disse, o roteiro não ajudou muito, mesmo que eu consiga vê um esforço de Salles em dá seu melhor. Mas sabemos que ele pode bem mais.

  11. Provavelmente eu fui mordido pela mosquinha ufanista e gostei do filme só por que era do Walter Salles, mas que gostei, gostei…

    PS: Três opiniões divergentes ‘in a row’, rs…

  12. Nem me lembrava da existência desse filme… Só por aí tu já pode ver como o filme me marcou. Achei bem sem sal e irregular.

  13. Gostei porque fugiu do lugar comum. Atmosférico, bem intenso e com atuação excelente de Connelly. Ainda assim, não me marcou.

    Nota 7.5 [***]

  14. Gustavo,

    Realmente não sei porque copiei e colei do word e assim ficou… hehe

    Kamila,

    Talvez ele merecesse algo melhor mas ainda assim acho que o resultado foi mais positivo que eu esperava.

    Luis,

    Estou contigo brother…

    O Cara,

    Também curti, dentro dos limites…

    Matheus,

    Imagino como te marcou… hahaha

    Wally,

    Exato. Não marca mas é uma boa experiência ainda assim!

    Abraços!

  15. O filme original saiu aqui no brasil em dvd (menos para a venda) pela Alpha Filmes e claro, merecia um tratamento melhor mas pelo menos trouxe ele e Ju-On The Grudge original para o publico brasileiro … Nisso não posso reclamar …

  16. Um filme fracote, com um argumento pastoso e de fugir.

    Abraço.

  17. Não conheço muito o trabalho do Walter Salles!

  18. Red,

    Não achei tão mal assim… é razoável, esquecível!

    Cleber,

    Seria interessante que conhecesse mais. Apesar desse não ser dos melhores, ele tem uma boa lista de excelentes filmes!

    Abraços!

  19. E mesmo sabendo que é do Walter Salles você não identifica nenhum ponto característico do diretor em Água Negra. Tão clichê, tão previsível, tão sistemático, que não tem nem como dizer que o mesmo diretor de Central do Brasil é responsável por isso. Ok, a maior culpa é do roteiro, mas…

    Abração!

  20. Lembro da primeira vez em que vi esse filme. Vi a versão japonesa eu acho. Faz alguns anos, pois o vi quando minha irmã era um bebê de menos de um ano (hoje ela tem 6) e minha mãe não me deixou ver o filme todo porque já era tarde o que me impediu de saber o titulo dele… até hoje, chegar em casa, após apresentar um cansativo trabalho de introdução ao Direito, ligar a TV e dar de cara com as cenas que ficaram na minha mente de 12 anos (a mãe da Ceci, acha a mochila da Natasha no lixo e em uma parte ela sobe até a caixa dágua). Amo a sky só pelo fato de ter sinopse na tela ❤ peguei o nome do filme e fui atrás de mais informação. O filme me rendeu uma discussão com meu pai, que segundo ele, a Dahlia não morre, mas sim é internada…wtf! Só sendo meu pai mesmo ¬¬ mas anyways… o filme, a meu ver é bom, já que não sou grande conhecedora de filmes de suspense, não posso atribuir nenhum julgamento.

  21. tipo..naum entendi muito bem….axei pouco terror…naum era oq eu procurava quando aluguei o filme….apesar d q eu axo os enredos japoneses os melhores….talvz eu assistindo novamente..entenda melhor.

  22. assiti ontem na tv aberta, e nem precisei ver todo o filme, umas horas dei umas ‘saidinhas’. fraquissimo. eu estava torcendo para o roteiro ir pelo lado óbvio como os pais vitimados por alguma uma matança, ou ela ser mesmo esquizofrênica e tá só imaginando, mas nem isso. respostas sem noção, num filme idem. e o final lembra-imitita, homenageia- bêbe de rosemary só faltou a musiquinha de ninar. triste.

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