» O Auto da Compadecida

(Nota: 9,0)
Título Original: O auto da Compadecida
Gênero: Comédia
Diretor(es): Guell Arraes
Roteiristas: Guel Arraes, Adriana Falcão e João Falcão, baseado em peça de Ariano SuassunaAno de Lançamento: 2000.
Elenco: Matheus Nachtergaele, Selton Mello, Rogério Cardoso, Denise Fraga, Diogo Vilela, Luís Melo, Virginia Cavendish, Bruno Garcia.
Duração: 157 minutos.

É impressionante como existem filmes que podem passar um milhão de vezes que todas elas você vai conferir, sem deixar de rir, sem deixar de se surpreender. Isso é inegável e não precisa ser nem cinéfilo para que aconteça. A sessão da tarde, da Rede Globo, é prova. Minha satisfação é tanta com este filme que acabei por comprá-lo para conferir com mais calma sempre que achar necessário. Para minha surpresa ele é duplo e em um DVD vem o filme e no outro a minissérie. Preferi encarar a minissérie como uma versão estendida do filme e por assim dizer, ter a certeza de que é bem superior ao filme. Os cortes são bons, mas o filme completo é melhor ainda.

A história acho que todo mundo sabe, porém nada melhor que seguir o exemplo de Chicó (Selton MelloA Mulher Invisível) e contá-la novamente. Chicó e João Grilo (Matheus Nachtergaele – O Bem Amado) são dois grandes amigos e também dois ‘pés-rapados’. Vivem de contar história e fazer bicos. Até conseguirem trabalhar na padaria de Odorico (Diogo Vilela – Caramuru – A Invenção do Brasil), marido da fogosa Dorinha (Denise Fraga – O Signo da Cidade). Como já era de se esperar eles se metem em cada encrenca, tudo em função das mentiras espertas de João Grilo e das covardias inigualáveis de Chicó. De tudo o filme tem uma pitada, de drama, de ação, de comédia e tudo o mais.

Eu confesso que tenho certa recaída pelo interior. Acho que tudo é muito mais puro e simples do que numa cidade grande, as fortes raízes e também a forte cultura e crendices são o que me encantam. Sem contar que, ainda na seca, eu admiro a paisagem seja ela como for. Os longos pastos, os açudes enormes e também o pobre boiadeiro que anda na beira da estrada em cima de um cavalo. Para completar ainda mais, me vem uma história dessas como uma das mais bem feitas por Guel Arraes (Romance). Nos permitindo não só entrar na história do sertanejo como também adentrar no mundo de mentiras e fantasias de João Grilo.

Porém para que isso pudesse ter forma, ninguém mais importante do que Ariano Suassuna para ser autor de uma história forte e interessante sob todos os aspectos. Tudo tem sem mérito no longa. A Trilha Sonora é extremamente bem colocada sob cada uma das histórias, as atuações são magistrais e provam que nossos atores e atrizes sabem fazer trabalhos de qualidade, pois entendo que todos estão numa sintonia inquestionável neste filme e isso é que faz dele um grande sucesso. Esse é, de fato, daqueles filmes que verei muitas vezes e não cansarei em momento algum.

12 Respostas

  1. Filme que já se tornou referência e clássico nacional! abs

  2. Eu também, toda vez que passa esse filme vejo! E divertido, interessante e bem cultural! Falando nisso, acho que filmes com aspectos regionais mostram bem suas culturas e costumes!

    Selton Mello e Matheus Nachtergaele estão muito engraçados nesse longa! E a presença da superiora Fernanda Montenegro é fantástica!

    Divertido demais!

    Vamos fazer uma troca de links do blog?
    Parabéns e Sucesso ao Portal Cine

    Abraço

  3. excelente filme, graças a boa história e claro, Selton Mello e Matheus Nachtergaele… dois grandes atores brasileiros.

  4. Cristiano,

    Exatamente. Considero-o um clássico nacional jutamente com Central do Brasil e Cidade de Deus.

    Ricardo,

    Impossível não vê, não é mesmo? É um clássico. Com certeza, já coloquei-o nos links!

    Bruno,

    A história é muito bem trabalhada graças a Suassuna mas o mérito de atuação vai para MAtheus e Selton sem sombra de dúvidas…

    Abraços!

  5. Caro, Robson

    Gostaria de saber se é possível o Apimentário ter voce como seguidor?

    E seria também viável o selo dele ser inserido aqui no seu hall de parceiros? Obviamente, seu blog está linkado ao meu ja.

    Só não sou seguidor pois a plataforma wordpress não permite isso. Gosto muito daqui, abraço

  6. Cristiano,

    Claro que sim. Me manda um e-mail com o link do selo que posto aqui. Quando chegar te mando um e-mail com o link do selo do Portal Cine.

    Abraço!

  7. Robson,
    Se não for o melhor, certamente está entre os três melhores filmes nacionais de todos os tempos, na minha opinião. Selton Mello e Matheus Nachtergaele estão entrosadíssimos e merecem aplausos no final do filme. 😉

  8. Se para o Brasil esse filme já é referência, para nós que somos nordestinos e muitas vezes viajamos para o interior e vemos uma paisagem como aquela é genial! Adoro o texto (na verdade os três livros que inspiraram o filme), as atuações, a trilha sonora, a forma de direção certeira e me faz sentir como se fosse um enorme folheto de cordel sendo recitado. Encantador!

  9. Não vi o filme, nem a minissérie!

  10. Fernando,

    Concordo plenamente, meu caro!

    Luis,

    É verdade… imagina para mim, que tenho um avô cordelista?

    Kamila,

    Que absurdoooo… mais um pra lista. Rei Leão e Auto da Compadecida!

    Abraços!

  11. Vi tem tanto tempo (em 2000 alias, quando eu tinha apenas 9 anos) – que nem posso opinar. Mas realmente preciso rever, até porque o último filme de Guel Arrães – “Romance” – foi um espetáculo.

  12. Uma das melhores comédias já realizadas neste país, tão carente de bons exemplares do gênero. Selton Mello e Matheus Nacshtergaele em seus melhores momentos de atuação – ainda não tive como assistir à minissérie, uma pena.

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