» Distrito 9

(Nota: 9,0)
Título Original: District 9
Gênero: Ficção Científica
Diretor(es): Neill Blomkamp
Roteiristas: Neill Blomkamp, Terri Tatchell.
Ano de Lançamento: 2009.
Elenco: Sharlto Copley, Jason Cope, Nathalie Boltt, Sylvaine Strike, Elizabeth Mkandawie, John Sumner, William Allen Young, Greg Melvill-Smith, Nick Blake, Morena Busa Sesatsa, Themba Nkosi.
Duração: 112 minutos.

Existem alguns filmes que indiscutivelmente tem mérito próprio, sem apelação e sem a real necessidade de ser algo extremamente chamativo. Creio, então, que isso pode e deve-se aplicar a este filme em questão. Ele não é um blockbuster, não apresenta uma linda história de amor nem tampouco grandes nomes no elenco. Chama a atenção por sua história bem particular e aborda um assunto, sobre os alienígenas, de uma maneira muito tímida costumeiramente tratada no cinema, o que acaba dando grande dinamicidade e causando real interesse em quem quer ver uma boa ficção científica.

Uma enorme nave não-identificada acaba “estacionando” sobre a capital da África do Sul, Joanesburgo, e nenhum contato imediato foi feito. Assim, por estar aparentemente com defeito, ela é invadida e em seu interior foi encontrada uma verdadeira população alienígena e, por não terem para onde ir, acabaram povoando a cidade confinados em uma região denominada de Distrito 9. Por motivos diversos, essa população, depois de anos naquele lugar, tem que ser remanejada para outro lugar, causando grande revolta entre os próprios extra-terrestres. Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), um funcionário público envolvido na remoção, acaba sendo contaminado por um fluído dos alienígenas e seu organismo começa a sofrer mutações e aproximar-se de um alienígena. Com o governo desejando usá-lo como arma política, Wikus conta apenas com a ajuda do extraterrestre Christopher (Jason Cope) para escapar.

Como disse, esse longa versa uma história bastante curiosa. É fato que os extraterrestres volta-e-meia são alvo de alguns filmes, todavia quando tratados com originalidade o tema torna-se algo de interesse mais aguçado. Assim, abordando uma temática em que a transformação humana é o foco e a crise social é outro, a película acaba por discutir com bastante propriedade sobre um tema em que a análise vai além do que está expressamente característico no roteiro. Um dos comentários interessantes, inerentes ao roteiro, é o fato da nave ter parado sobre Joanesburgo e não sobre grandes metrópoles como Nova York ou Londres.

O fato é que o filme me surpreendeu mais do que imaginava/esperava. Esperava um filme mediano em que tratasse de maneira legal a temática, contudo foi algo que realmente me impressionou, desde a magnífica atuação do iniciante Sharlto Copley a maquiagem que é fenomenal, sem contar nos efeitos especiais que merecem citação. O roteiro trata de uma originalidade que realmente vale a indicação. Surpreendi-me e gostei do fato desta fita ter sido indicada ao Oscar de Melhor Filme, uma vez que não enxergo esse tipo de trabalho como preferido da Academia. Mas por ter sido reconhecido já é um grande avanço. E uma coisa é fato: ano passado, sem dúvidas, foi o grande ano da ficção científica.

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12 Respostas

  1. Eu também fiquei surpreso com a acolhida da Academia com um filme tão ‘diferente’ do habitual. Acho que Distrito 9 serve de matéfora para tantas questões que nem vou citar para não limitar uma visão, mas realmente o Neil soube usar todos os atifícios (maquiagem, estilo ‘documentário’ e protagonista) para criar um história que envolve e que nos faz refletir.

  2. Filmão! Eu não curto muito ficção científica, mas o argumento desse filme inverte os eixos comuns ao gênero. A começar pela ação se passar na África do Sul…

    Abs!

  3. Gosto bastante desse filme. Original, envolvente, tenso! O melhor pra mim é a questão do comportamento humano e alienígena. Em diversos momentos, você não sabe quem tem razão, quem é irracional, quem são os vilões.
    Os ETs se rebelam porque estão aprisionados, porque estão tentando sobreviver em um ambiente que não é o deles, ao mesmo tempo em que isso parece ser da natureza deles. E os seres humanos tentam prezar pela sua própria raça, ao mesmo tempo em que conseguem ser tão hostis e ignorantes tanto com os ETs quanto consigo mesmos, o que parece ser da natureza deles.
    Há um paradoxo muito grande, papéis que se alternam o tempo todo, que só tende a deixar o clima do filme ainda mais próximo de uma possível realidade.
    Muito, muito bom!!

    Abs rosbon!!

  4. Pra mim, só presta na segunda metade. O início parecia ser uma verdadeira piada. É um bom filme, mas academia mandou mal.

  5. Ainda não vi este filme, que vergonha a minha. rsrsrs. Preciso reparar isso.

    Beijos! 😉

  6. Outro filme do Oscar que eu achei muito superestimado. Okay, 2009 foi o ano da ficção científica mas outros filmes, como “Star Trek” e “Lunar” eram bem mais interessantes…

  7. Niel Bloomkamp merecia uma vaga a melhor direção, um dos mais diferentes e interessantes filmes do ano!

  8. Como grande fã de ficções científicas, sem dúvida o último ano foi espetacular nesse sentido e “Distrito 9” é um dos longas que mereceram o reconhecimento alcançado.

  9. Um grande filme, elaborado genialmente. Para mim está entre os cinco melhores do ano passado.

    Abraços!

  10. Este filme tem alguns grandes méritos, como: a atuação do Sharlto Copley, os efeitos visuais, a maquiagem e o roteiro criativo. Pena que o diretor perde as rédeas no ato final!

  11. Gostei bastante de D9 e fiquei muito feliz da academia reconhecê-lo. Adorei o estilo documentário, a atuação de Sharlto Copley e, principalmente, a ideia diferente que originou o filme.

  12. E foi mesmo. Avatar, Star Trek e Distrito 9 representaram bonito o gênero. Também fiquei muito feliz com a escolha da Academia por este ótimo filme, mesmo não sendo de seu feitio. Já disse tudo aí, um tema manjado passado para a tela num filme bastante original, bem escrito, bem dirigio e bem atuado. Os aspectos técnicos, ainda que, de certa forma, discretos, são dignos de todos os elogios.

    Abração!

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