» Um Homem Sério

(Nota: 5,5)
Título Original: A Serious Man
Gênero: Drama
Diretor(es): Ethan Coen, Joel Coen
Roteiristas: Ethan Coen, Joel Coen.
Ano de Lançamento: 2009.
Elenco: Michael Stuhlbarg, Richard Kind, Fred Melamed, Sari Lennick, Aaron Wolff, Jessica McManus, Peter Breitmayer, Brent Braunschweig, David Kang, Benjy Portnoe.
Duração: 106 minutos.

Às vezes me questiono sobre a eficácia de determinados filmes. Vou além e questiono ainda porque existem tantos filmes que ao passo que agradam imensamente a uns, desagradam completamente a outros. O fato é que esta nova fita dos irmãos Coen vem tendo uma verdadeira recepção calorosíssima de um lado e super fria do outro. Uns dizem que o feito dos irmãos talvez seja sua melhor obra e outros determinam que é um filme fraco, sem emoção e que não trata de nada realmente relevante.

1967. Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg) é um pai de família, professor de física da Universidade de Midwestern. Tudo anda bem na sua vida, até que sua mulher resolve acabar o casamento alegando que está tendo um caso com Sy Ableman (Fred Melamed). Para completar recebe uma carta anônima que ameaça fortemente sua vida profissional assim como precisa lidar com problemas de seu irmão, seu filho e sua filha. Enfim, sua vida está de cabeça pra baixo e sem saber como tratar isso, ele procura o conselho de três rabinos.

Quando o filme terminou perguntei se o problema estava comigo, com meu humor, com a apuração do que acredito ser humor ou se era realmente problema da fita. O único filme que conferi dos diretores foi o fantástico Onde os Fracos Não Têm Vez. Não pude conferir Queime Depois de Ler que parece seguir a mesma linha do filme em xeque, entretanto o que constatei é que parece que o suposto humor dos diretores não me agrada, não me faz achar que o filme é inteligente ainda assim.

São poucas as coisas que se salvam, pra não dizer que tudo é ruim. A fotografia é fantástica, digo que a produção como um todo, é muito boa e merece reconhecimento. A atuação de Michael é realmente condizente com o personagem e ainda chega a ser o que salva o filme do meu total desprezo. Porém o roteiro, que a meu ver é sempre fundamental, é completamente seco e sem vida. Não demonstra qualquer sentido que faça compreendermos o clima do filme. Sei que muitos irão me chamar até de burro, mas desculpa há filmes e filmes e esse não caiu na minha graça.

15 Respostas

  1. Poxa, amei o roteiro deste filme. A composição singular dos personagens, os simbolismos, o humor negro e, claro, o estudo excelente do ser humano (por meio de um personagem). A atuação de Stuhlbarg é ótima mesmo e sou fã da fotografia e da trilha.

    Nota 8,5 [****]

  2. Na verdade, humor é algo muito complexo. E é verdade que que o humor dos irmãos Coen é bem difícil. Aconselho, deles, “Fargo” e “O Amor Custa Caro”. Este último, muitos afirmam ser a sua pior obra, mas discordo. Considero-o divertido e inteligente.

  3. Comecei adorando, gostei da maneira como a trama foi sendo amarrada, e o personagem central desenvolvido. Depois, pimba! Aquele final inexplicável e irritante – uma anticlímax bem ao estilo dos pirados dos irmãos Coen. Todos os filmes deles tem o poder inegável de me arrebatar nas primeiras horas e cortar o meu barato com finais extraterrenos.
    Indicação ao Oscar? Precisava? Não mesmo.

  4. Esse filme tem grandes chances de não cair nas minhas graças também! Estou com ele aqui, em DVD, para conferir em breve!

  5. Todo mundo falou mal este filme dos irmão Cohen… não vi ainda, mas pelo visto está longe de ser o melhor da carreira deles.

  6. Ninguém é obrigado a gostar de um filme – e nem é mais ou menos inteligente por isso. Eu acho que, para gostar desse filme, especificamente, é preciso conhecer e estar acostumado à filmografia dos Coen, que é muito densa e bastante complexa. Arizona nunca mais, Pacto de sangue, Fargo, Barton Fink, O grande Lebowski e outros grandes filmes dos caras, alguns até desconhecidos do grande público, são exemplos de um cinema quase artesanal que há muito tempo perdeu terreno no circuitão.

    Resumindo, os Coen fazem cinema de forma diferente – apesar de, não sei como, inexplicavelmente, terem ganhado a simpatia da academia e levar uma estatueta.

    São diretores diferenciados, com linguagem diferenciada. E fazem filmes para um público diferente – nem mais ou menos intelectual, nem menos ou mais burro. Apenas um público que busca um determinado tipo de referência estética e narrativa.

    Eu realmente entendo que há gente que não goste do filme. Nada de errado… Continue sempre assim, defendendo e argumentando suas opiniões de forma concreta.

    Abs!

  7. Para mim é um dos melhores filmes do Coen, melhor que o superestimado “Onde os Fracos Não Tem Vez”, por exemplo.

  8. Esse filme é um verdadeiro porre! A única coisa relevante nele é a ótima atuação do Michael Stuhlbarg. Porque de resto… Nada que justicasse a celebração no Oscar.

  9. Nossa…estou com medo deste filme, acho que tem tudo para não me agradar também. rsrsrs.

    Beijos!😉

  10. Eu saí meio desapontado do cinema também. Mas durante a sessão fiquei meio perdido, preciso rever o filme. Só não conseguia rir como as pessoas. Enquanto isso, eu vou achando que o filme é bom, mas muito inferior a muitos dos Coen.

    []s!

  11. Nem sei como reagir. Os Coen são geniais, mas às vezes eles fazem uns filmes bem estranhos, não muito felizes mesmo.

  12. Ainda bem! Eu achei monótono, cansativo e com uma trama de demora MUITO MUITO pra engrenar e depois acaba daquela forma…bem, acho que a única coisa que me fez assisti-lo mesmo foi o Stuhlbarg.

  13. CYBERBIO II
    httpp://www.herofactory.com.br
    Dois anos passaram desde então e o projeto Cyberbio só deu inicio com a compra de uma camera digital que permitiu uma melhor qualidade nos videos. Também ganhamos experiencia com uso de programas como after effects e outros. Para o próximo epsódio a série sofrerá uma mudança radical tanto nos efeitos como também no enredo. Mas tudo isso só será revelado futuramente.

  14. Achei um bomfilme, mas fica aquém de outras obras dos irmãos, como O Homem que Não Estava Lá, Fargo, O Grande Lebowski e Gosto de Sangue.

    Confesso que esperava mais deles, mas no geral eu gostei.

  15. Concordo com o Dudu, mas é um filmaço! O humor dos Coen as vezes não é para ser engraçado.

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