» 9 – A Salvação

(Nota: 8,0)
Título Original: 9
Gênero: Animação
Diretor(es): Shane Acker
Roteiristas: Pamela Pettler, Shane Acker
Ano de Lançamento: 2009.
Elenco: Christopher Plummer, Martin Landau, John C. Reilly, Crispin Glover, Jennifer Connelly, Fred Tatasciore, Elijah Wood, Alan Oppenheimer, Tom Kane, Helen Wilson.
Duração: 79 minutos.

Animações vêm sempre para agradar a gregos e troianos no que se refere às faixas etárias. Porém, não vem sendo bem assim nos últimos anos. Muitas são as animações que não tem qualquer caráter infantil e que seu público alvo é de adultos. Acho que 9 – A Salvação também segue esse rumo, ainda que se permita a apreciação dos pré-adolescentes igualmente. Digo isso pela densa história a que a animação se refere, que desmitifica tudo aquilo que acreditamos existir em um desenho: felicidade, alegria e o fato de que tudo é bom, menos aquele determinado vilão.

Os bonecos protagonistas vivem em um mundo onde a ganância dos homens foi tanta que terminou por destruírem a si próprios. Sobrando somente máquinas e os referidos bonecos de pano. 9 é o mais novo boneco feito pelo seu criador, ele encontra o número 2 e depois outros bonecos que são semelhantes a ele, porém descobre que todos estão vivendo sobre o medo das máquinas e nada fazem para que isso mude. Dotado de muita coragem, 9 consegue convencer alguns a tentar mudar o destino de todos, ainda que tenha que enfrentar a fúria do número 1.

A primeira vista a idéia tem um propósito super original, o que acaba encantando, mesmo se baseando num propósito um tanto que batido. A qualidade artística da animação é outro fator que contribui para o encantamento, pois tudo demonstra um trabalho de feição muito cuidadosa. O contexto social entre os personagens tem um propósito central e os conflitos sociais existem para eles, assim como sempre foi presente na vida humana. O filme, inevitavelmente, tem referências que não podem deixar de ser citadas. Impossível não lembrar do clima de O Senhor dos Anéis, das terras de Mordor, a trilha forte e incisiva também contribui para tal sentimento. Além da música do Mágico de Oz que deixa esperanças inevitáveis no ar.

Como nem tudo são flores, o longa tinha tudo para entrar numa sintonia perfeita, porém existem momentos em que isso se perde e o que podemos notar é só mais uma guerra travada em que obviamente o mocinho conseguirá atingir seu objetivo ao final, ainda que sob muitos sacrifícios. Por isso que não fez enxergá-lo como perfeito. Porém acredito que ainda assim o diretor, que já foi da parte artística dos Senhor dos Anéis (diga-se de passagem), tem grande futuro neste meio, e espero que evolua.

12 Respostas

  1. Na época que assisti esperava muito do filme, principalmente porque havia toda uma expectativa em torno do filme, que ao meu ver, deixou a desejar. Prova disso, que passou sem ser lembrado pela Academia.

  2. Eu gostei da animação. Achei bastante interessante a forma com que os bonecos são tratados e como o medo influencia no comportamento deles. O tom bizarro do roteiro também me agradou. O único problema é que ele fica em cima do muro na hora de se assumir a qual plateia prefere prestigiar: se a infanto-juvenil ou se a adulta.

    Abs!

  3. Este é aquele tipo de animação que tinha uma excelente premissa, mas que não rendeu aquilo que poderia. Acho, até, que é um filme mais para adultos que para as crianças.

  4. Irei conferir esse em breve!

  5. Não tenho maior curiosidade de ver esse…

  6. Esse é o tipo de filme que não conseguiu segurar minha atenção por muito tempo. A proposta é interessante e o visual também, mas faltou mais ritmo ao roteiro…

  7. Achei apenas bom. Não chegou a me encantar não. Acho nitido os problemas no roteiro serem consequencia de uma tentativa de transformar o curta em longa.

    Abraços!

  8. Eu até gostei também do filme, mas como você disse, no final fica bem clichê mesmo e perde toda aquela força que ele tinha conseguido. E a parte técnica é ótima também!

  9. Este vejo pela técnica. Parece bem feita.

    Beijos! 😉

  10. Assim que assisti a este longa-metragem de animação, logo fui atrás do curta do Shane Acker que originou o projeto. Ele tem um futuro bem promissor como diretor de animação. A torcida é que pessoas como Tim Burton e Timur Bekmambetov invistam em seus projetos, pois, infelizmente, este “9 – A Salvação” não atingiu grande êxito de bilheteria.

  11. Também acredito que Acker tem um futuro promissor, mas não gostei tanto de “9”. Achei bom e só. Infelizmente o conceito genial não evoluiu como esperava. O visual, porém, é bem interessante.

    Nota 6.0 [***]

  12. Apesar das opiniões divididas nos comentários, já me falaram bem desse filme e ainda não tive oportunidade de ver. Está na minha lista, junto com Mary e Max (que eu li uma crítica muito boa na revista Rolling Stone, aguçando ainda mais a minha curiosidade). Preciso conferir ambos.

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