» Abraços Partidos

(Nota: 7,5)
Título Original: Los abrazos rotos
Gênero: Drama
Diretor(es): Pedro Almodóvar
Roteiristas: Pedro Almodóvar
Ano de Lançamento: 2009.
Elenco: Penélope Cruz, Lluís Homar, Blanca Portillo, José Luis Gómez, Rubén Ochandiano, Tamar Novas, Ángela Molina, Chus Lampreave, Kiti Manver, Lola Dueñas, Mariola Fuentes.
Duração: 127 minutos.

Eu já tinha escutado o nome de Pedro Almodóvar antes mesmo de saber quem ele era (o mesmo aconteceu com Clint Eastwood por causa dos Gorillaz). Os dois, inclusive, relacionados à música. Sempre apreciei Adriana Calcanhotto e foi inevitável não escutar a música que diz: “Cores Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores. Passeio pelo escuro…”. Tanto que a mesma música me fez querer ver Frida. Passei a entender mais o significado das cores de Almodóvar quando pude conferir Volver, o primeiro filme que vi dele e achei gracioso e com cores vivas, interessantes. Agora volto a conferir o seu mais novo filme com a mesma atriz protagonista. O resultado não é o mesmo, mas ainda assim agrada.

Mateo Blanco (Lluís Homar), também conhecido como Harry Caine, é um homem fortemente ligado com o cinema, antes de sofrer um acidente e ficar cego, era diretor de cinema, após o referido fato ele passou a ser roteirista somente. No mesmo acidente, ele perdeu sua grande paixão Lena (Penélope CruzVicky Cristina Barcelona). Em suas conversas com o seu companheiro de trabalho, o jovem Diego (Tamar Novas) questiona Mateo sobre alguns momentos de seu passado e ele passa a relembrá-lo com muita dor, mas também fazendo grandes reflexões sobre suas atitudes passadas.

Acho que a minha experiência com esse diretor é muito boa. Consigo gostar de sua forma de fazer cinema. Das angulações que determina o caráter dos personagens de maneira ímpar. Das cores que fazem vibrar até mesmo nas cenas mais monótonas. Da direção firme, com diálogos precisos e atuações que conseguem atingir o espectador. Aliado a isso, uma espanhola típica que vem fazendo sucesso extremo. É lógico que não só tenho flores pra jogar sobre esta película, muito tenho a questionar.

Na verdade, os questionamentos são mais em cima do próprio roteiro que apesar de ter um resultado até satisfatório no seu fim, não o mantém neste patamar ao longo da fita. Acho que seu início é bastante dispensável assim como outros eventos que nada tem a ver com a trama central, só permitindo que o filme torne-se maior e por vezes mais arrastado o que nem sempre garante uma boa paciência de quem confere. As atuações são aceitáveis, porém não memoráveis. Não encontramos a mesma vivacidade e talento de Penelope. É inevitável que em certos momentos sua concepção mude sobre o filme, contudo ao término é que se pode notar que ainda assim Almodóvar nos permite uma boa experiência.

P.s.: Fiquei me achando nessa sessão. Conferi o filme juntamente com Fernanda Tavares e Murilo Rosa. Impossível não olhá-los de vez em quando pra saber se curtiram o filme. Ela parece ter adorado, já ele dormiu. Ah! E sim, ELES USAM HAVAIANAS!! (risos).

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11 Respostas

  1. Concordo com você que nem tudo são flores neste filme e até arrisco dizer que é um dos mais fracos do diretor dos últimos tempos, mas aquele final é sensacional e dá muita vontade de ver a história mais uma vez para ocupar os buracos negros que ficam na memória durante o desenrolar da trama.

  2. Preciso ver este filme, Almodovar é um diretor que aprendi a apreciar com o tempo e com o meu crescimento também!

  3. Confesso que não gostei muito desse, mas acho que Almodovar, a cada filme, sabe transportar maravilhosamente bem todas aquelas fantasias que o ser humano tem.

  4. Não chega a ser um grande filme do Almodóvar, mas apresenta qualidade suficiente para nunca perder meu interesse durante a sessão.

  5. Cinebuteco,

    Pois é, no fim das contas vê-se que vale a pena conferir, ainda assim.

    André C.,

    Almodóvar é Almodóvar. Até o ruim dele é acima da média.

    Brenno,

    Eu gostei, dentro do possível.

    Vinicius,

    Exato. Volver é bem maior, mais ainda assim encanta.

    Abraços!

  6. Realmente, não é só por ser dirigido por alguém tido como um mestre que o filme será magnânimo. Tive reações mais ou menos semelhantes quando vi TUDO SOBRE MINHA MÃE. De qualquer modo, apesar das restrições, é um filme que não perderei, afinal sempre há a chance de discordar do crítico e achar uma maravilha! 😉

  7. Ai, amei esse filme. Faltou “algo” para o “magnífico”, mas achei a história tão apaixonada e bem realizada que me envolvi completamente.

    Nota 8.5 [****]

  8. Não é um Fale com Ela ou um Má Educação, mas é um bom filme. Típico da mentalidade almodovariana. Eu acabei conferindo em DVD por conta da má distribuição de cinema no RJ que sempre joga as melhores coisas pro cu do judas.

  9. Grande Almodóvar. Acredito que Abraços Partidos seja tão bom quanto seus melhores filmes – e aí incluo Ata-me e Mulheres a Beira de Um Ataque de Nervos, por exemplo.

  10. Para mim, faltou Almodóvar nesse filme. Não vi aquele diretor apaixonado de cores fortes e amores contundentes. O anterior, “Volver”, foi mais interessante…

  11. Ninguém filma Penelope Cruz como Almodovar. Ninguém!

    Abs!

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