» 400 Contra 1 – A História do Comando Vermelho

(Nota: 4,0)
Título Original: 400 Contra 1 – A História do Comando Vermelho
Gênero: Drama
Diretor(es): Caco de Souza
Roteiristas: Victor Navas, com colaboração de Júlio Ludemir, baseado em livro de William da Silva Lima
Ano de Lançamento: 2010.
Elenco: Daniel de Oliveira, Daniela Escobar, Negra Li, Jonathan Azevedo, Jefferson Brasil, Anderson Jader, Rodrigo Brassoloto, Fabricio Boliveira, Lui Mendes.
Duração: 113 minutos.

Esse ano tivemos a oportunidade de conferir um filme francês que, no meu conceito, deu um novo ar aos filmes que tratam de presidiários. O Profeta consegue dá uma particularidade interessante ao tema. Porém, é lógico, cada país com sua realidade carcerária, afinal tudo depende de verbas e também da corrupção ou não daqueles que trabalham no meio. Ainda que saibamos que bandido é bandido em qualquer parte do mundo e eles podem sair de lá diferentes do que entraram, em uns países saem melhores em outros bem piores, ainda que todos entram da mesma forma.

Em 400 Contra 1, os presos políticos e os presos comuns convivem num mesmo presídio. Ele se localiza num arquipélago chamado Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Essa junção de presos com propósitos diferentes em um mesmo presídio acabou influenciando um ao outro, porém quem mais saiu fortalecido na história foram os presos comuns, que enxergaram nos presos políticos a organização e disciplina que eles necessitavam para se tornarem grandes assaltantes, tendo William (Daniel de Oliveira) como um dos cabeças. Foi a partir daí que surgiu o Comando Vermelho.

O nosso cinema muito tem recebido atenção nos últimos anos, isso proporcionou uma grande leva de bons filmes, dignos de aplausos. Porém, nem sempre todos conseguem tal êxito e talvez isso só possa ser perceptível quando é exposto ao público. Creio que 400 Contra 1 seja um clássico exemplo disso. É perfeitamente possível afirmar que a história é bastante interessante, afinal saber como surgiu umas das facções que até hoje tem forte poder no estado do Rio de Janeiro é algo extremamente atraente, ainda que necessariamente isso vá envolver ver cenas de tiroteio e muitas mortes.

Contudo, o que era pra ser um  história bem arquitetada de como tudo surgiu e como foi se fortalecendo com o passar do tempo, o roteiro preza pela viagem no tempo, colocando momentos diversos da facção com o passar do longa, o que nos faz ser capaz de ver três anos diferentes em um intervalo de tempo de dez minutos. Isso em momento algum ajudou a história, deixando, inclusive, um pouco confusa no início, já que quando se estava acostumando com um momento, surgia outro completamente diferente. Isso fez com que no final muito do que se passou ao longo da fita ficasse desconexo e nós não tenhamos conseguido ligar todos os pontos da história, assim ele ficaram perdidos sem propósitos.

As atuações, na verdade, são os pontos mais fortes do filme já que naturalmente a montagem em nada ajudou a já fraca idéia de tornar o filme parcelado em tempos diversos. Acho que pelo fato de ser seu primeiro longa, o diretor Caco Souza foi um tanto infeliz em querer ousar demais em um filme que não necessariamente tenha uma história tão complexa assim para se contar. Fazendo-nos pensar ao término da sessão que esse filme não mostrou seu propósito, já que a história não foi tão bem contada.

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8 Respostas

  1. Mais um filme brasileiro que não cumpriu o que prometeu.

  2. Esse desgastado mundo dos filmes de crime nacionais precisa ser revisto. Depois desse aqui e de Salve Geral, parece que já foi contado tudo sobre esse universo. Quem sabe não é hora de tomar um novo rumo!

  3. Pretendo assistir a este filme ainda nesta semana, depois volto pra comentar com calma.

  4. Pois é, a cada texto fico mais desanimado com este filme. Devo deixar passar.

  5. Acabo de escrever um texto sobre ‘O Profeta’ que de fato de um gás muito grande aos filmes de prisão. Quanto a esse filme, é exatamente o tipo de produção brasileira, que eu acabo por deixar passar em branco.

  6. O meu interesse por este filme nacional residia mais nas presenças dos sempre ótimos Daniel de Oliveira e Daniela Escobar do que em estar por dentro do Comando Vermelho. Porém, todos estão indicando que o filme comete um grande pecado de montagem. Veremos.

  7. http://febre7arte.blogspot.com/ visitem e comentem os grandes clássicos do cinema

  8. Confesso que a premissa do filme em si nem me atrai, somente, como sempre, as ótimas caracterizações de Daniel de Oliveira – que no cinema e teatro é magnífico, mas se perde nas novelas da globo.

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