» Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme

(Nota: 7,5)
Título Original: Wall Street – Money Never Sleeps
Gênero: Drama
Diretor(es): Oliver Stone
Roteiristas: Allan Loeb, Stephen Schiff, Stanley Weiser, Oliver Stone
Ano de Lançamento: 2010.
Elenco: Shia LaBeouf, Carey Mulligan, Josh Brolin, Michael Douglas, Charlie Sheen, Susan Sarandon, Oliver Stone, Eli Wallach, Frank Langella.
Duração: 127 minutos.

Filmes que tratam de contas matemáticas, ou até mesmo que falem sobre lógicas que não são tão simples de se entender, não fazem parte dos longas que prefiro assistir. No entanto, Wall Street me chamou atenção em razão de sua continuação ter sido gravada mais de vinte anos depois da versão pioneira. E talvez como devesse ser de se esperar, não é um filme que entra no ritmo logo de início, é preciso ir aquecendo para que se tenha um quociente positivo. Pude conferir, que pouco é preciso saber sobre o primeiro para ter o completo entendimento desta fita, ainda que estejam conectados, pelo nome.

Após passar mais de oito anos na cadeia por cometer infrações financeiras gravíssimas, o antigo especulador Gordon Gekko (Michael Douglas) está livre. Daí em diante ele passa a escrever um livro e dar palestras já que está impossibilitado de atuar no mercado por falta de recursos. Certa vez é abordado por Jacob Moore (Shia LaBeouf) que é noivo de sua filha Winnie (Carey Mulligan – Educação) e que é um operador de Wall Street. Após perder seu mentor profissional, Lewis Zabel (Frank Langella – Frost/Nixon), por ações indiretas de Bretton James (James Brolin – Milk – A Voz da Igualdade), Jacob quer saber como se comportar com este, que o chamou para trabalhar em sua empresa.

Como disse, filmes que tratam desse tema que se torna um pouco complexo para os leigos, tem que saber estabelecer seu ritmo para que tenha uma boa aceitação. Dessa forma foi feito com o primeiro e com o segundo não foi diferente, ainda que seu ‘nível de complexidade’ tenha sido bem inferior ao primeiro, ponto para o roteiro, neste quesito. Temos boas atuações, porém nada realmente relevante no geral, com exceção de Langella que fez uma ótima apresentação no início da película e quando se ausenta, logo nota-se que o ritmo cai.

Entendo que essa temática deve ser tratada com pura lógica e vista de um ponto de vista extremamente frio e calculista, assim como foi em 1987, no entanto esse filme tenta envolver mais o espectador permitindo que haja uma tensão familiar, seguida de um drama que não tem muita função. Assim, o final que poderia ser tratado de forma inteligente, foi manchado por uma situação de ‘draminha’ entre pai e filha que pretende causar ao espectador uma certa comoção pelo arrependimento do protagonista, fato que infelizmente não convence e assim faz sua nota cair, ao término.

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2 Respostas

  1. Ainda não assisti o primeiro filme, preciso conferi-lo antes desse!

  2. Para mim, o filme perdeu muito da graça após a saída do Frank Langella da história e o final redentor me incomodou profundamente!

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