» Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 1

(Nota: 9,5)
Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows: Part I
Gênero: Drama
Diretor(es): David Yates.
Roteiristas: Steve Kloves, J.K. Rowling.
Ano de Lançamento: 2010.
Elenco:Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Daniel Radcliffe, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Bill Nighy, Tom Felton, Bonnie Wright.
Duração: 146 minutos.

Poucos filmes conseguem tornar-se uma franquia de sucesso, alongando-se por sete ou oito filmes. Na verdade, poucos são os que se aventuraram por esse caminho e caso existam, na certa não são dos mais apreciados. Baseado nos livros que influenciaram milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo, Harry Potter consegue a façanha de ir para o sétimo filme que antecede o oitavo e último longa, já que é baseado nos sete livros escritos pela britânica J.K. Rowling. A série vai, com o tempo, assumindo uma postura de maior responsabilidade não só para com os personagens que crescem, mas também com os fatos que se tornam mais sérios. E para não dizer que não tenho consideração com as fitas, fiz uma maratona e revi todos os que antecedem este.

O protagonista, Harry Potter, está prestes a completar 17 anos e assumir sua maioridade de bruxo. Devido a condição que o mundo bruxo assumiu, ele é transportado por aurores no seu trajeto até A Toca (sede da Ordem da Fênix), porém nada fácil foi conseguir trazê-lo até o local. Quando se encontra com os dois amigos, Rony e Hermione, no casamento do irmão deste, chega uma mensagem que informa a queda do Ministério da Magia. Assim, eles somem para não ser pegos pelos Comensais da Morte e também para dar continuidade ao que Dumbledore começou, eliminando as ‘horcruxes’ de Lord Voldermort.

O que mais me incomodou com Harry Potter e O Enigma do Príncipe, é sua inércia diante de tantos fatos que de fato poderiam ter ficado mais movimentados e assim, percebi que poderia ser ‘ato’ do diretor que prefere encarar a série de maneira mais monótona, entregando um caráter mais humano aos personagens, no entanto ao revê-lo notei que tal atitude se mostrou acertada, entretanto ainda faltavam alguns ajustes pra sair tudo dentro dos ‘conformes’. Acho que David Yates, nesse intervalo temporal das duas fitas, conseguiu notar quais eram as notas que faltavam para que a música tocasse e levasse a todos uma sintonia musical digna de uma valsa que envolve seus dançarinos.

Assim, o referido diretor soube unir de forma extremamente proveitosa, o lado mais sombrio (sim, não há como fugir dessa palavra) com o conteúdo dinâmico que esta história necessita, nos entregando uma trama cheia de altos e baixos no que se refere ao ritmo, mas que ao mesmo tempo nos permite compreender de forma bastante próxima aos protagonistas o porquê de cada passo e ação deles. Dessa forma, nós somos transportados para dentro da tela, permitindo que convivamos com suas decisões, o que se torna mais intenso por ser alimentado pela fotografia bastante escura, porém precisa que o longa requer. Sem fatores como esses, talvez a primeira parte deste sétimo filme, não teria tanto sucesso no que se propôs.

A harmonia dos diversos fatores técnicos com as atuações também é algo de extrema notoriedade, seria como se os atores começassem a notar a real função do trabalho deles e de uma forma interessante conseguir ‘encorpar’ mais ainda os personagens, os quais requerem uma forte carga dramática e corajosa, com uma ressalva maior para Emma Watson que chamou a responsabilidade pra si, assim como sua personagem.. A Trilha Sonora não consegue ser tão inovadora quanto a de Nicolas Hooper, no sexto filme, mas em momento algum prejudica o andamento. Realmente é um trabalho sério e comprometido de um diretor que entendeu que a história do bruxo, não é feita exclusivamente pra criancinhas, mas que o amadurecimento do seu público também permitiu a maturidade da história e de todos os preceitos que o filme requer. É preciso ver e rever, sem qualquer alarde de “fãzoide”, e sim porque é uma boa aula de cinema e de adaptação.

11 Respostas

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Hobitss, Hobitss, Blogueiros Cinéfilos, Portal Cine, Hobitss and others. Hobitss said: » Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 1: http://wp.me/pgwA0-A6 […]

  2. Não gostei tanto quanto você, mas achei um ótimo filme. Yates dirigiu os dois filmes que acho os piores da franquia, mas nesse aí ele se redimiu. O maior mérito é dele mesmo que soube fazer de tudo interessante ali, até mesmo o conto sobre os três irmãos que viria a explicar o que título do longa significa, as tais relíquias da morte. Também acho que a Emma Watson melhorou, e pra mim ela é uma das que mais evolui desde A Pedra Filosofal, mas dos principais, ainda prefiro o Rupert Grint. Sem dúvidas, um dos melhores dessa franquia.

  3. Tão bom ler elogios a esse filme, dá uma vontade de rever. Eu adorei e fico ansioso para o que será realizado no capítulo final.

  4. Não li os livros da série literária e achei esta obra um retrocesso, se comparada à “O Enigma do Príncipe”, que é um filme bem melhor. Achei este roteiro muito mal escrito. A história não decola e me parece que enrola, enrola, para chegar ao mesmo lugar. Destaco somente a técnica do longa, especialmente a fotografia e a trilha sonora.

  5. Robson, como você bem sabe, acheii “O Enigma do Príncipe” um porre e tinha expectativas zero com essa continuação. Mas adorei ser surpreendido. Finalmente David Yates mostrou ao que veio na série!

  6. Impressionante como temos opiniões diferentes aqui. Matheus preferiu este a “Enigma do Príncipe”; Kamila chama-o e retrocesso quando comparado ao antecessor. Vou ver no fim de semana e espero concordar com Matheus, porque se Kamila estiver certa vou odiar o filme – “Enigma do Príncipe” é o pior pra mim; se este 7.1 conseguir ser ainda mais ruim, estarei perdido!

  7. Não gostei, alias, uma decepção -, uma colagem de imagens, uma perseguição sem sal nem açucar, faltou um ar mágico ao filme, que apesar da boa tecnica deixa a desejar. Espero que o filme faça valer!

  8. Grande filme, certamente um dos melhores da série. Na minha opinião ‘As Relíquias da Morte: Parte 1’ só perde para ‘O Enigma do Príncipe’ e ‘O Prisioneiro de Azkaban’. Mas no geral ‘Harry Potter’ é uma série sem erros.

    http://filme-do-dia.blogspot.com/

  9. Seu texto (o pedaço que li, pois ainda não vi o filme) me fez lembrar o quanto não gosto de Harry Potter (por questões de Cinema mesmo, narrativa etc…), mas que ainda preciso ver os últimos dois filmes da franquia.

  10. Nunca assisti um filme de Harry Potter. rsrs. Vou aproveitar as férias para reparar isso. rsrs.😉

  11. Adorei o texto! Fico feliz quando vejo uma saga extensa sendo retratada no cinema de forma que evolui a cada filme. É emocionante observar essa evolução nas atuações e no roteiro. 9/10

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