≈ Entre os Muros da Escola ≈

de Laurent Cantet (2007)

Acho que muitos nascem com determinados dons. Um dos mais bonitos, creio, é o dom de ensinar, de passar um conhecimento para outrem de forma muito clara sem que se rodeie demais para poder passar um assunto e tudo se compreenda da melhor forma. Porém, é óbvio que não são todos que conseguem esse feito e sem dúvida alguma é de se admirar que muitos dêem sua vida em prol de uma causa que é fundamental para a construção do conhecimento, façam valer cada aluno que senta na carteira a fim (e nem sempre também) de aprender com quem aceita compartilhar o que sabe.

Essa introdução serve claramente para demonstrar que este filme, Entre os Muros da Escola, é para representar aqueles que têm não só o dom, mas que tentam lidar com todas as dificuldades que uma sala de aula pode permitir a alguém. Acho que a película muito tem a acrescentar aos da área em razão de mostrar a verdadeira formação do caráter profissional, porém como filme, a meu ver, deixa um pouco a desejar. A fotografia não é muito agradável aos olhos, a história é um pouco vazia, não me convence do que realmente importa – que seria mostrar algo convincente aos que não partilham do mesmo dom, algo que transpusesse barreiras e tocasse quem não é do meio. Sei que muitos vão jogar pedras, mas acho que tal longa vai muito de empatia e ele, definitivamente, não conseguiu tal feito comigo. Um tanto superestimado.

Elenco: François Bégaudeau, Nassim Amrabt, Laura Baquela, Cherif Bounaïdja Rachedi.

Roteiro: Laurent Cantet, François Bégaudeau e Robin Campillo, baseado em livro de François Bégaudeau

(Nota: 6,5)

3 Respostas

  1. Acho esse filme brilhante, na forma como trata o papel do professor e como trata da convivência de diferentes culturas e pensamentos.

  2. Também acho o filme brilhante. Não sei até que ponto o fato de ser professor influencia na minha apreciação ao filme, mas há de fato elementos na sua narrativa que apontam para uma pequena obra-prima. A força como Cantet constrói a relação entre professor e alunos, com um olhar quase antropológico, sem prévios julgamentos, garante a força dramática de uma obra que explode na tela com o choque entre culturas dentro de uma sala de aula.

  3. Robson, achei esse filme decepcionante! Esse jeito documental do filme de narrar a história não me agraou…

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