≈ 127 Horas ≈

de Danny Boyle (2011)

de Danny Boyle (2011)

Particularmente eu tinha lá minhas dúvidas em filmes que são focados em um só ator durante toda sua duração, e de vez em quando apareçam outras pessoas. Digamos que não tenha tido uma experiência muito favorável com filmes em que o monólogo é o foco central, mas ainda assim fui com ‘gosto de gás’ conferir o mais novo filme de Danny Boyle, isso por acreditar na sua perspicácia de fazer filmes que tem focos interessantes e é inegável que seu último filme recebeu os méritos, pra mim merecidos. Aliado a isso, uma história com uma premissa interessantíssima e que aguça ainda mais a curiosidade dos possíveis espectadores do longa, em razão da seriedade da situação.

A fotografia se destaca durante todo o filme por suas cores vibrantes quando necessária e o lado sombrio e imperioso aos momentos mais ‘graves’. A angústia é o maior trunfo que o roteiro pode ter por dois motivos: primeiro por se solidarizar com a situação do protagonista que está preso a uma pedra, brilhantemente interpretado por James Franco (Comer Rezar Amar), e segundo em razão da curiosidade iminente do espectador pela forma como o personagem irá se livrar daquela condição tão impressionante. Algumas cenas são bastante fortes, a direção e montagem fazem questão de torná-las reais através do sofrimento do personagem. Dessa forma, não é um filme pra qualquer estômago e deve ser visto com cautela em alguns momentos pra quem não é muito forte. Sua trilha sonora, assim como os outros quesitos técnicos já comentados, é de grande mérito e também a atuação de Franco, naturalmente.

Elenco: James Franco, Amber Tamblyn, Kate Mara

Roteiro: Simon Beaufoy e Danny Boyle

(Nota: 9,0)

22 Respostas

  1. Eu gostei bastante, e sou dos que defende a abordagem dinâmica do filme, especialmente coordenada sob a direção de Boyle. Acredito que isso não só funcionou por transformar o filme numa experiência que não canse o espectador (algo que talvez um drama intimista bem pesado fizesse) como, ao mesmo tempo e mais importante, fez jus à personalidade frenética, aventureira, irrequieta do rapaz. Completa a solidez da obra a parte técnica, que, como você comentou, é um primor. 7/10

  2. Normalmente, não sou a maior fã de filmes claustrofóbicos, mas esse me deixa bastante curiosa.🙂 Quero conferir!

  3. A direção do Boyle me incomodou um pouco, todos aqueles cortes e telas divididas não ficaram legais. Mas a história de Aron Ralston é naturalmente emocionante, o que garante um filme dramático, mas também revigorante ao final. No fim das contas, gostei.

    http://cinelupinha.blogspot.com/

    • Eu gosto da direção e da montagem, mostra a dinamicidade que Aron levava na vida… Mas acho que é a história e atuação os pontos mais fortes, ainda que o conjunto se complete!

  4. Ah, e parabéns pelo site, é ótimo!

  5. Esse é daqueles tipos de filmes que você não se preocupa com o tempo de duração, porque ele é bastante interessante, a atuação de Franco nos comove, é como se a gente estivesse vivendo as angústias do personagem. Eu gostei bastante da atuação dele e foi mais que merecida a sua indicação ao oscar deste ano.

  6. Ainda não vi esse (devo ser um dos últimos cinéfilos do mundo que ainda não viu). Mas a impressão que tenho dele é boa. A grande maioria das críticas são positivas e o seu texto só reforça essa boa impressão!

    • Há uma grande chance de estrear por aqui em junho ou julho no cinecult do cinemark. Tentaram trazer pra próxima virada, mas não foi possível. =/

  7. Eu também tinha as minhas dúvidas quanto a qualidade do filme pelo faato de focar em apenas um personagem. Bem, o filme me surpreendeu muito positivamente. James Franco em ótima atuação e Boyle acertando na direção😀

  8. Concordo com o Mateus ali. O trabalho ágil de Danny Boyle torna a história até menos estressante pro público. E Franco está incrível mesmo, merece todo o reconhecimento!

  9. Sim, um filme muito bem feito, que serve como registro de uma história verídica inacreditável. Mas longe de ser um filme brilhante como esperava.

  10. Todos elogiam o James Franco, mas acho que esse filme não seria o mesmo sem a presença do Danny Boyle. Ele que faz “127 Horas” ser um filme diferente!

  11. Gosto do filme, mas acho que ele é preenchido com situações sem sentido!

    http://filme-do-dia.blogspot.com/

  12. Obrigada pelo link!

  13. Amei esse filme. E olha que nem sou grande fã de Danny Boyle. O filme, de fato, é de Hames Franco que carrega-o nas costas e chama o espectador para o seu lado, seja para lhe fazer companhia nos momentos de alegria, seja lhe dar colo nos momentos de agonia e tristeza.

    Abraços

  14. Filmaço! Gosto muito da videoclipagem do Boyle e da atuação de James Franco. Aliás, Franco me conquistou definitivamente depois desta fita. Grande história de sobrevivência e solidão.

    Abs.
    RODRIGO

  15. Sou um dos poucos que não consegue se adaptar a esse novo Boyle. E por isso minha opinião acaba sendo que o cara continua com seus momentos de Pelé e outra de Mané, num só filme. Não gosto de como ele degrada o roteiro para exaltar a câmera. Detesto os clipes que cercam os cinco primeiros minutos, não gosto da falta de definição do estilo da câmera, se documental ou não. Não gosto como algumas musicas quebram o clima em alguns momentos e não gosto até mesmo de alguns enfoques. Se em “Quem quer ser um milionário?” que considero apenas bom, não vi problema nenhum com a câmera, aqui muitos me desagradaram. Mas, apesar de tudo, confesso que o problema parece ser bem mais pessoal do que profissional, hehe’

    Abraço!

  16. A história real do Aron é interessantíssima, qualquer pessoa pararia para ouvi-la, mas num filme ficaria bastante chato, afinal um monólogo já é difícil de ser bom e ainda por cima num lugar de 2 m² ficaria quase impossível prender a atenção do espectador e somente alguém COMPETENTE para conseguir tal proeza! Se um filme é composto principalmente por: atuação + roteiro + fotografia, e neste os 3 critérios atingem um alto nível posso dizer que o filme é uma grande OBRA! Excelente filme, pois mostrou bem mais conteúdo do que apenas o ponto crucial do filme, a amputação do braço. Comparando com outro filme onde a luta pela vida no limite da sobrevivência também é o foco, posso dizer que é quase tão bom quanto, mas ainda achei o Náufrago melhor, mas numa proporção de 10/9. Vale apena assistir! P.s.: a trilha sonora é magnífica!

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