≈ Amor ≈

de Michel Haneke (2012)

de Michael Haneke (2012)

O amor tem seu lado bonito, aquele lado apaixonado, que nos faz enxergar somente as coisas boas da vida, que nos faz entender que a pessoa por quem você está amando é aquela que você quer ficar pelo resto da vida. Porém, junto com esse pensamento, não notamos que o amor tem que ir muito além do que a simples vontade de ficar juntos. Existem dois lados do amor e não se pode querer um sem ter o outro como consequência. Até onde vai o significado da palavra ‘amor’? Até que ponto iremos em nome do amor? Haneke neste seu mais novo longa nos mostra a dor e o sofrimento que o amor pode causar e não por causa da desilusão amorosa e sim porque o amor permanece nos momentos mais difíceis, como na doença. Um roteiro bem cuidado e preocupado com os mínimos detalhes, passando aos espectadores a concepção própria do amor envelhecido, além disso somos presenteados com uma atuação esplendorosa de Emmanuelle Riva. A primorosa direção de Michael Haneke é um atrativo a parte, é insistente ao tentar captar a essência dos personagens em longos segundos, nos entregando uma fase da vida que pode ser triste, mas que reforça ainda mais o amor que um sente pelo outro. É a face cruel e, ainda assim, bonita do amor. Chocante e excelente!

Elenco:  Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert.

Roteiro: Michael Haneke

(Nota: 9,5)

2 Respostas

  1. Haneke mostra o real significado do amor. Não aquele amor superficial que se confunde com paixão e que muitas vezes é egoísta e tampouco pode ser considerado amor. Uma palavrinha polêmica e que neste contexto é simplesmente sensacional, digo o filme, mesmo sem uma trilha musical e chocante como é, Haneke faz o retrato mais real e sincero possível de dois seres que realmente se amavam. Pode parecer uma sessão fria (como é a marca registrada do diretor), mas não tem como evitar as emoções e parar para refletir por um longo período. Riva e Trintignant excelentes! Este e “A Fita Branca” se tornaram os meus prediletos (só não gosto de Funny Games).

    Abs.

  2. O amor como ele é. E filmado num apartamento tão assustador quanto o de “O Bebê de Rosemary”.

    Abs!

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