≈ Além da Vida ≈

de Clint Eastwood (2010)

Todo mundo é passível de erro, certo? Portanto, não podemos condenar um diretor com uma carreira digna de tantos Oscar e capaz de deixar muitos de boca aberta ao término da sessão por ter feito um filme que realmente não consegue ter o efeito que boa parte de sua filmografia alcança. Clint Eastwood (Gran Torino) não conseguiu atingir o êxito que, creio, pretendia ao produzir e filmar este longa. Porque por mais que a história seja de extrema importância e curiosidade dos que vão assisti-la, não foi possível seguir um ritmo único.

Assim, o roteiro preferiu uma tripartição que acabou sendo extremamente prejudicial ao filme, já que por mais que tentássemos, a ligação que existia entre as três histórias, que se alternavam constantemente, era bastante pífia e por vezes completamente desconexa. Então, o filme perde seu sentido por mais que, próximo do término, haja uma tentativa bastante forçada de querer ligar as histórias que lidam com a perda. Porém não conseguem salvar o filme do fracasso. Realmente é difícil dizer isso, mas Clint não acertou dessa vez, mas só dessa vez, creio e espero.

Elenco: Cécile De France, Thierry Neuvic, Cyndi Mayo Davis, Matt Damon, Bryce Dallas Howard .

Roteiro: Peter Morgan

(Nota: 5,0)

» A Troca

(Nota: 8,5)
Título Original: Changeling
Gênero: Drama
Diretor(es): Clint Eastwood
Roteiristas: J. Michael Straczynski
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Angelina Jolie, Gattlin Griffith, Michelle Gunn, Jan Devereaux, Michael Kelly, Erica Grant, Antonia Bennett, Kerri Randles, Frank Wood, Morgan Eastwood, Madison Hodges, John Malkovich, Colm Feore.
Duração: 141 minutos.

Curioso. Da mesma forma que eu gosto de uma maneira particular de um diretor dirigir, como é o caso de Tim Burton, também gosto da maneira como um diretor pode mudar seu método a cada filme que faz como Clint Eastwood e foi com A Troca que comprovei o que já acreditava: que esse diretor tem uma multiplicidade incrivelmente atraente. Digo isso não só quanto às histórias diferentes que ele pega como também a forma como ele as trata, cada uma com sua peculiaridade.

Em março do ano de 1928, na cidade de Los Angeles, Christine Collins (Angelina Jolie – O Procurado) é uma jovem mãe trabalhadora e que tem um grande amor por seu filho de nove anos Walter (Gattlin Griffith). Após uma necessária ida ao trabalho de última hora, ela retorna para casa e não encontra seu filho. Daí em diante começa sua incessante luta para encontrar o seu filho. Após cinco meses, a polícia alega ter encontrado seu filho, no entanto ao encontrá-lo ela diz que a criança não é seu filho e daí em diante trava um forte briga contra polícia e continua a procura por seu filho, ainda desaparecido.

Essa é uma história que, baseada em fatos reais, comove. Comove pelo fato de se viver na pele da protagonista a agonia de se perder um filho, comove por saber que ela tem esperanças, mas que elas não diminuem sua dor, comove por saber que além de tudo o que passou ela ainda tem que travar uma séria batalha contra uma forte instituição como a polícia e comove por haver a grande possibilidade de seu filho estar morto. Talvez tanta emoção envolta em uma só película nos faz compreender a real intenção do diretor e também do roteirista deste filme.

Além disso, a atuação de Jolie, digna de indicação, nos mostra que ela despiu-se de características comuns para assumir a dor dessa mãe da década de 20 do século passado. O elenco é bem regular e entrega um longa que é facilmente conquistador e envolvente. A trilha é muito boa, a fotografia preza por ângulos diversos e a trilha é pouco sonora e mais silenciosa. No fim das contas é um filme que tem poucas ressalvas e grandes elogios, não agradou a todos, verdade, mas a mim, sim.

Curioso. Da mesma forma que eu gosto de uma maneira particular de um diretor dirigir, como é o caso de Tim Burton, também gosto da maneira como um diretor pode mudar seu método a cada filme que faz como Clint Eastwood e foi com A Troca que comprovei o que já acreditava: que esse diretor tem uma multiplicidade incrivelmente atraente. Digo isso não só quanto às histórias diferentes que ele pega como também a forma como ele as trata, cada uma com sua peculiaridade.

Em março do ano de 1928, na cidade de Los Angeles, Christine Collins (Angelina Jolie – O Procurado) é uma jovem mãe trabalhadora e que tem um grande amor por seu filho de nove anos Walter (Gattlin Griffith). Após uma necessária ida ao trabalho de última hora, ela retorna para casa e não encontra seu filho. Daí em diante começa sua incessante luta para encontrar o seu filho. Após cinco meses, a polícia alega ter encontrado seu filho, no entanto ao encontrá-lo ela diz que a criança não é seu filho e daí em diante trava um forte briga contra polícia e continua a procura por seu filho, ainda desaparecido.

Essa é uma história que, baseada em fatos reais, comove. Comove pelo fato de se viver na pele da protagonista a agonia de se perder um filho, comove por saber que ela tem esperanças, mas que elas não diminuem sua dor, comove por saber que além de tudo o que passou ela ainda tem que travar uma séria batalha contra uma forte instituição como a polícia e comove por haver a grande possibilidade de seu filho estar morto. Talvez tanta emoção envolta em uma só película nos faz compreender a real intenção do diretor e também do roteirista deste filme.

Além disso, a atuação de Jolie, digna de indicação, nos mostra que ela despiu-se de características comuns para assumir a dor dessa mãe da década de 20 do século passado. O elenco é bem regular e entrega um longa que é facilmente conquistador e envolvente. A trilha é muito boa, a fotografia preza por ângulos diversos e a trilha é pouco sonora e mais silenciosa. No fim das contas é um filme que tem poucas ressalvas e grandes elogios, não agradou a todos, verdade, mas a mim, sim.

» Gran Torino

(Nota: 9,0)
Título Original: Gran Torino
Gênero: Drama
Diretor(es): Clint Eastwood
Roteiristas:Nick Schenk, baseado em estória de Dave Johannson e Nick Schenk
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Clint Eastwood, Christopher Carley, Bee Vang, Ahney Her, Brian Haley, Geraldine Hughes.
Duração: 116 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Não sei com vocês, vez por outra tenho umas fases em que, quase sempre, são filmes bons que eu assisto. Não sei se há uma ligação real com meu humor que está aberto a novidades ou se realmente tenho um poder de escolhas bom o suficiente para acertar no que quero ver. O fato é que, numa pequena brecha entre pegar o material de um congresso e esperar para começar, fui a um cinema próximo ao evento e assisti ao último filme dirigido de Clint Eastwood (As Pontes de Madison) e encontrei algumas respostas sobre o questionamento de não ter qualquer indicação ao Oscar 2009.

Walt Kowalski (Clint Eastwood) é um veterano da Guerra da Coréia que agora está aposentado. Recentemente viúvo, Walt decide passar o resto de sua vida na sua casa sem que qualquer pessoa o atrapalhe. Porém sua vida é alterada quando passa a ter como vizinhos imigrantes hmong, que sofrem com a gang de sua mesma etnia que assombra a família. O garoto Thao, que é seu vizinho, é obrigado a tentar roubar o seu Gran Torino e Walt consegue evitar o feito, tornando-se um herói no local e a mãe do garoto decide faze-lo trabalhar para Walt como desculpas pelo que aconteceu, surgindo daí uma grande amizade.

As temáticas dos filmes de Eastwood são bem diversas, ele não procura ter uma linha de raciocínio fixa, a meu ver, em seus filmes o que os torna bem abrangentes e que, nem sempre agrada a todos, nem mesmo a seus fãs. Eu, particularmente, apesar de não conhecer todas suas obras, gosto do modo como dirige e me interesso por suas diversas temáticas. Essa é bem interessante e mostra o quanto há preconceito com os ‘estrangeiros’ por parte dos americanos, seja latino, asiático ou até mesmo europeu.

Alguns pequenos detalhes nos mostram e mostram também ao personagem Walt que a primeira imagem nem sempre é a que fica. O descendente de polonês tinha verdadeiro nojo dos asiáticos, mas devido às circunstâncias passou a conhecê-los mais e a amá-los verdadeiramente, independente de crenças ou etnias. O filme é bem interessante e toca em pontos delicados que sabemos que existe não só nos Estados unidos, mas em todo o mundo. A violência é o ponto máximo do filme. Acho que a única ressalva que tenho a fazer é quanto o início da atuação de Eastwood que é bem canina, digamos assim, o fato dele ter raiva de certos atos e fazer uma espécie de rosnado chega a beirar o ridículo, podem dizer o que for, mas prefiro bem mais ele atrás das câmeras do que na frente delas.

» As Pontes de Madison

(Nota: 8,5)
Título Original: The Bridges of Madison County
Gênero: Drama
Diretor(es): Clint Eastwood
Roteiristas: Richard LaGravanese, baseado em livro de Robert James Waller
Ano de Lançamento: 1995.
Elenco: Clint Eastwood, Meryl Streep, Annie Corley, Victor Slezak, Jim Haynie, Sarah Kathryn Schmitt.
Duração: 135 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Não me lembro muito de ter visto alguma crítica sobre esse filme, porém ele já me chamava à atenção sempre que ia procurar algum pra comprar ou alugar, enfim. O simples fato de ter Meryl Streep (Mamma Mia! – O Filme) já me fez chamar a atenção porque a acho simplesmente fantástica. O outro é que a história era interessante e não a achei tão comum assim, ela tem um quê de ousada e talvez por isso eu achasse que seria um tanto diferente e não tive decepção.

Francesca Johnson (Meryl Streep) é uma mulher de meia-idade, mãe de dois filhos adolescentes e casada com um fazendeiro. Sua vida é bem normal e ela é uma mãe, mulher e dona-de-casa bem dedicada aos que rodeiam sua vida. No entanto, eles decidem viajar para uma exposição e ela prefere não ir. Nesse meio tempo de quatro dias, surge na sua vida, por acaso, um famoso fotógrafo da National Geographic chamado Robert Kincaid (Clint Eastwood – Menina de Ouro) e ela passa a conversar mais com ele e os dois tem um caso de amor que vai deixar marcas na vida dela para sempre.

Nós encontramos uma Meryl mãe de família que, aparentemente, demonstra ter carinho e apreço por sua família. Em contrapartida, nota-se através de diversos aspectos na atuação que a personagem, apesar de ‘satisfeita’ tem uma amargura. Uma amargura por ser apenas uma dona de casa, por não tem crescido na vida, por não ter conhecido o mundo como gostaria. Aliado a isso encontramos também o fotógrafo Robert que acredita já ter vivenciado várias coisas em sua vida, no entanto o envolvimento com a mulher casada faz com que ele perceba que isso não é tão comum.

A merecida indicação de Meryl por esse personagem é possível pela boa forma como ela entrega a submissa Francesca. Torna-se claro nos gestos da personagem, a sua risada tímida, o seu modo de falar e de agir diante das circunstâncias, mas ao mesmo tempo sua atitude ousada em cometer o adultério somente por uma paixão momentânea. Eu, sinceramente, prefiro ver os trabalhos de Clint por trás das câmeras, como diretor, acho que sua contribuição é maior. Não que ele seja um péssimo ator, mas acho que os seus personagens são criados somente para ele, já que quase sempre sapo homens durões que não demonstram suas emoções.

O filme tem um roteiro agradável e nos permite enxergar com outros olhos, talvez, essa questão do adultério. É interessante como o tema é abordado e em momento nenhum você se sente envergonhado por torcer por aquele casal que nunca deveria ter existido. É uma boa pedida e permite que nós olhemos que nem tudo deve-se levar tão a sério, porque ao que parece até mesmo os filhos dela aceitaram tal caso.

Nota: Peço desculpas aos colegas blogueiros e parceiros. Começaram minhas aulas nessa semana e já me encheram de trabalhos e seminários, a vida está corrida. Tento entrar mais na internet mas o computador também não está ajudando, porém assim que possível voltarei a comentar nos blogs. Obrigado!