» Alice no País das Maravilhas

(Nota: 8,5)
Título Original: Alice in Wonderland
Gênero: Aventura
Diretor(es): Tim Burton
Roteiristas: Linda Woolverton, Lewis Carroll
Ano de Lançamento: 2010.
Elenco: Johnny Depp, Mia Wasikowska, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway, Crispin Glover, Matt Lucas, Stephen Fry, Michael Sheen, Alan Rickman, Barbara Windsor, Paul Whitehouse, Timothy Spall.
Duração: 108 minutos.

Até onde o conhecimento sobre determinada história influencia ou não alguém ao conferir um filme? A pergunta fica no ar e vejo que alguns enxergam que não é necessário saber demais para entender se o filme é ou não bom e já outros determinam que se sabendo o suficiente é que é possível medir a qualidade do roteiro. Ainda há quem defenda que mesmo sabendo bastante da história, é possível deixá-la de lado e entrar no balanço do roteirista. Eu, realmente, nada sabia da história de Alice além do normal (que todo mundo sabe) que ela caiu no buraco e foi para um mundo subterrâneo. Nunca li nem vi algo que falasse diretamente dessa história.

Como todos sabem (ou os que nada sabem, como eu) a história de Alice foi contada e publicada em 1865 pelo britânico Lewis Carroll. Alice (Mia Wasikowska) é uma jovem sonhadora que ao ver um coelho branco no jardim onde passeia, resolve segui-lo. Ele a leva para um buraco no pé de uma árvore, onde ela cai e descobre o País das Maravilhas. Lá ela conhece diversos personagens e também o Chapeleiro Maluco (Johnny DeppInimigos Públicos) e começa a lidar com muitas criaturas mágicas e muitas vezes más. Pode conhecer a delicadeza da Rainha Branca (Anne HathawayO Casamento de Rachel) mas também teve que enfrentar a ira da Rainha Vermelha (Helena Bonham CarterSweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua).

Nada sabia da história dela, como dito. Dessa maneira, quase tudo que me foi apresentado durante os 108 minutos de projeção foi feito de maneira quase inédita. Assim, não posso ser um grande crítico da história no contexto geral porque ela realmente me agradou. Alguns vieram me dizer que ela é enfadonha e ao conferir o longa não consegui constatar tal fato e posso dizer que tenho propriedade para falar porque minha sessão foi de meia-noite. Outro fator que contribui para a aceitação da película é não ter criado tantas expectativas, na verdade isso sempre ajuda.

Não tenho o que reclamar da direção de Tim Burton (A Noiva Cadáver) que a mim sempre agrada ainda que seu ar sombrio já não mais seja tanta novidade em suas fitas. Ainda assim, entendo que ele tenha dirigido de maneira competente. Porém o critério mais elogiável e, portanto, de maior responsabilidade do filme fica por conta da direção de arte que nos entregou um espetacular visual que em muitos momentos (não todos) combinou de maneira interessante com o 3D. Deve-se ter especial atenção ao figurino do filme que é bem particular e interessante, até bonito em sua maioria.

Quanto ao roteiro, eu gostei. É indiscutível quanto ao fato de que os clichês são óbvios, entretanto creio que por se adaptar de uma obra tão antiga, é quase que impossível não fugir deles. Sem contar que a magia da história infantil quase sempre se baseia no critério em que no fim o mal é vencido e o bem prospera. Isso não prejudica totalmente o filme e deve ser visto de maneira compreensiva. Se ainda tinha dúvidas de querer vê-lo, não tenha. Apesar de muito reclamarem, vale a pena pagar o ingresso.

» Passageiros

(Nota: 6,5)
Título Original: Passengers
Gênero: Suspense
Diretor(es): Rodrigo García
Roteiristas: Ronnie Christensen.
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Anne Hathaway, Patrick Wilson, Andre Braugher, Dianne Wiest, David Morse, William B. Davis, Ryan Robbins, Clea DuVall, Don Thompson, Andrew Wheeler, Chelah Horsdal, Karen Austin.
Duração: 93 minutos.

Depois que terminei de conferir Passageiros passei a me perguntar se é sempre importante você procurar ler a sinopse do filme e ainda conferir o trailer. Perguntei-me isso pelo simples motivo de que um pode ser completamente destoante do outro. Aí está o maior exemplo de que ambos nem sempre podem divulgar o filme de forma uníssona, fato pelo qual  me fez surpreender bastante ao conferir o filme. Basicamente, estava esperando um filme sobre a queda de um avião, os seus sobreviventes, o relacionamento deles e seus sumiços, como ‘anunciado’ pela sinopse do DVD, mas me enganei…

Já que aconteceu isso, resolvi contar a história sob a ótica do que eu li na sinopse do DVD, para que quem interessar-se em ler essa resenha possa ver sob os meus olhos o que aconteceu. Na referida sinopse, Claire Summers (Anne HathawayO Casamento de Rachel) é uma estudiosa e aplicada psiquiatra que é designada para iniciar tratamento com os sobreviventes da queda de um avião. Entre eles está Eric (Patrick WilsonAo Entardecer e Watchmen – O Filme) que se diz extremamente bem e que não precisa de assistência. Os demais vão às sessões, mas com o passar do tempo vão sumindo e ela não consegue compreender o porquê desse sumiço.

Isso posto, comecei vendo o filme e senti que a sensação inicial foi de muita confusão, de que nada estava muito claro e não conseguia compreender qual era o foco central do filme, se era o acidente, se era o sumiço ou se era o envolvimento entre personagens. Os mistérios também são jogados sem fazer nenhum sentido, sem que se compreenda aonde quer chegar. O cachorro misterioso e a vizinha intrometida também misteriosa tornam-se sem sentidos até que o final seja esclarecido. O que vale salientar que é algo sem sentido e sem possibilidade de que entendamos no fim. Também tiveram certos momentos em que acreditava está assistindo a uma comédia romântica do que a um filme do gênero suspense, isso ocorre em função da total perda de nexo da história com o acidente.

Defeitos a parte, o filme tem seus méritos. Poucos, mas os têm. É notório e feliz o amadurecimento que enxergamos em Anne a cada trabalho que faz, mesmo que seja o mais fraco ou o que mais exige dela. Nesse filme ela, mais uma vez, mostra talento e se encaixa de maneira perfeita ao personagem. O propósito final do filme se faz mais condizente com o que é vendido no trailer e não com o que é dito na sinopse. De um longa que você espera muita ação, você acaba por enxergar, ao término, momentos mais ‘espirituais’, por assim dizer, do que aventureiros. Acho que no fim das contas, o saldo desse filme não é tão positivo assim haja vista sua bagunça quando o quesito é divulgação. Creio, porém que se tivesse visto somente o trailer talvez tivesse tido outra visão sobre a película.

» O Casamento de Rachel

(Nota: 7,5)
Título Original: Rachel Getting Married
Gênero: Drama
Diretor(es): Jonathan Demme.
Roteiristas: Jenny Lumet.
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Anne Hathaway, Rosemarie DeWitt, Mather Zickel, Bill Irwin, Anna Deavere Smith, Anisa George, Tunde Adebimpe, Debra Winger, Jerome Le Page, Beau Sia, Dorian Missick.
Duração: 114 minutos.

É interessantíssimo enxergarmos quando se está surgindo uma talentosa atriz. Pra quem gosta de cinema e curte bons personagens, isso é até um orgulho. Dá pra conferir os papéis desde o início e isso bom. Eu persigo Meryl Streep, já que não a acompanhei, e nem poderia, desde o início. Eu sigo Anne Hathaway já que ela é relativamente nova. Recentemente vem se mostrando cada vez melhor e mais competente e eu não poderia deixar de conferir o filme que a indicou pela primeira vez ao Oscar.

Kym (Anne – Noivas em Guerra) é uma garota bonita, inteligente mas problemática. Depois de uma carreira de modelo, Kym entrega-se as drogas e passa a viver numa clínica de reabilitação. Sua irmã, Rachel (Rosemarie DeWittA Luta pela Esperança), irá se casar e ela sai da clínica para poder presenciar o casamento e daí vem a tona mágoas do passado e as inconveniências que ela proporcionou e proporciona a família.

Acho que o maior mérito deste filme encontra-se num só fator: a atuação de Anne. É legal ver a grande evolução que ela vem apresentando em seus trabalhos. De uma garota besta e sem graça de Diário de Uma Princesa para uma mulher digna de está ao lado de Winslet, Streep e Jolie num Oscar. Ela está fantástica no papel que não deve ser nenhum um pouco fácil de fazer, sabemos do quão denso é fazer um ex-viciado que encontra tantas resistências em sua própria família.

Um dos pontos que dão mais credibilidade ao filme, talvez, seja o fato do drama social que vive alguém que foi viciado, os problemas que tal pessoa trouxe e as confusões que é obrigada a passar por fatos do passo. Acho que o modo de filmagem ‘câmera na mão’ já não se mostra mais tão original assim e creio ser esse o maior ‘defeito’ do filme. Às vezes soa irritante no que deveria ser diferente. O restante das atuações são boas sim e fazem jus a cada papel, a trilha é até original e faz pequena menção ao nosso querido samba em uma das cenas. Mas creio que as tomadas muito longas tornam-se sacais o que nos faz ficar entediados. Enfim, é um bom filme pela atuação e uma cena ou outra, mas longe de ser um primor.

» Noivas em Guerra

duasemeia(Nota: 5,0)
Título Original: Bride Wars
Gênero: Comédia
Diretor(es): Gary Winick
Roteiristas: Greg DePaul, Casey Rose Wilson, June Raphael
Ano de Lançamento: 2009.
Elenco: Kate Hudson , Anne Hathaway, Bryan Greenberg, Chris Pratt, Steve Howey.
Duração: 89 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Eu sei que nem sempre todos os filmes que são lançados tem que ser perfeitos nem tampouco que devem ser candidatos ao Oscar nem que seja pela mínima categoria. Porém, acho que deveriam saber usar uma peneira mais seletiva do que deve ser lançado. Não que esse filme seja terrivelmente mal feito, mas acho que não vale o valor do ingresso. Pode até achar que é preconceito meu por ser comédia, mas juro que não é, fui ver de bom grado, sem ninguém me forçar.

Emma (Anne HathawayO Diabo Veste Prada) e Liv (Kate Hudson – Um Presente Para Helen) sempre foram amigas e sempre compartilharam os momentos de felicidades e sonhos juntas. Ainda pequenas, tiveram um casamento no famoso Plaza em Nova York e a partir daí decidiram que era lá que queriam se casar. Já crescidas e cada uma com suas tarefas, elas pedidas em casamento em um curto de período de tempo de diferença e por isso passam a planejar seu casamento juntas, porém um problema acontece e quando achavam que iam casar no mesmo mês e em dias diferentes, na verdade estavam marcadas para o mesmo dia e ambas não abriram mão disso. A partir daí começa uma guerra entre as duas para ver quem conseguirá ‘se dar bem’ no dia do casamento.

A história nem é tão clichê assim e mostra-se até interessante, no que resultaria numa comédia interessante e que nem sempre o riso seria a constante, mas que a diversão estivesse sempre presente. Não é bem assim que acontece, na verdade, nem um nem outro estão presentes em todos os momentos. O roteiro é completamente falho em diversos aspectos e isso nos faz ficar enfadados num filme que o propósito maior é a diversão. O fato é que Noivas em Guerra deixa a desejar e nem a boa interpretação de Kate Hudson e Anne Hattaway faz com que aumentemos a cotação do mesmo.

Não há nem muito que falar, já que como um todo o longa é um fiasco, com exceção de uma cena ou outra que cumpre com papel do divertimento. Uma em especial em que elas disputam até na despedida de solteiro, momento que realmente ri e com vontade. No entanto, é cansativo e faz de vez ficar olhando no relógio pra ver se está próximo do fim. No fim das contas eu não recomendaria muito, talvez nem em DVD. Mas gosto é gosto.