≈ As Vantagens de Ser Invisível ≈

de Stephen Chbosky (2012)

de Stephen Chbosky (2012)

Creio que para se fazer um filme adolescente que realmente seja convincente, deve haver muito cuidado com o tema  a ser abordado, bem como a condução do roteiro para que haja uma maior interação entre espectador e o longa. Talvez esse filme passasse despercebido por mim visto que não aparenta ser tão interessante quanto de fato é. Naturalmente sabe-se que não é somente nas escolas americanas que figuram os populares, porém aparentemente nessas escolas há grupos muito bem definidos e o protagonista, Charlie (Logan Lerman), não se mostrava bem adaptado por qualquer grupo que fosse.

Assim, As Vantagens de Ser Invisível não é só mais um retrato de adolescentes americanos, ele vai além, nos mostra a história daqueles que não figuram como os populares na escola e que isso nem sempre é o problema central daqueles adolescentes. Há uma condução muito cuidadosa do roteiro para que as pontas soltas fossem respondidas de maneira sutil e não menos emocionante, fato destacável também pela direção muito responsável, o que nos leva a apontar a curiosidade de o roteirista e diretor ser também o autor do livro que deu origem ao longa.

Por fim, devemos chamar atenção a trilha sonora que mostra um gosto particular dos jovens personagens e o quanto ela é capaz de mexer com suas vidas, assim a trilha sonora se mostra incrível, aliada a atuações fenomenais, dignas de aplausos. Enfim, esta película é altamente recomendável para você que é adolescente e para você que já passou por ela, ou então para aquele que admira a liberdade e a forma de ver dos adolescentes. Deleitem-se.

Elenco:  Logan Lerman, Emma Watson, Ezra Miller.

Roteiro: Stephen Chbosky

(Nota: 9,5)

Anúncios

» Tinha que Ser Você

(Nota: 8,5)
Título Original: Last Chance Harvey
Gênero: Comédia Romântica
Diretor(es): Joel Hopkins
Roteiristas: Joel Hopkins .
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Dustin Hoffman, Emma Thompson, Eileen Atkins, Kathy Baker, Liane Balaban, James Brolin, Richard Schiff, Tim Howar, Wendy Mae Brown, Bronagh Gallagher, Jeremy Sheffield.
Duração: 93 minutos.

De vez em quando eu sinto vontade de assistir uma comédia romântica, gênero tão agraciado pela maioria das mulheres, naturalmente, mas que às vezes consegue fazer muito marmanjo se divertir. Porém em praticamente todos os filmes do gênero, o que sempre prevalece são jovens casais com hormônios à flor da pele e com o amor visto como uma forma platônica, sempre negligenciado por um e venerado pelo outro. Desse modo, o que mais me chamou atenção em Tinha que Ser Você (nome brasileiro bem estranho e clichê, diga-se de passagem) foi o fato da história se passar com um casal maduro e que acabou de se conhecer, de culturas diferentes, mas que procuram a mesma coisa.

Harvey Shine (Dustin HoffmanO Corajoso Ratinho Despereaux) é um compositor de jingles para propagandas. Sua filha, Susan (Liane Balaban – Três Vezes o Amor), irá se casar na Inglaterra, onde mora, e ele viaja para presenciar o a cerimônia. Porém, seu chefe alertou-o que ele só teria mais uma chance e que, portanto, deveria está o mais rápido possível de volta. Quando decide voltar, sem ficar para a festa do casamento, descobre que foi despedido. Sentado num bar no aeroporto para afogar suas mágoas, Harvey conhece Kate (Emma Thompson – Harry Potter e a Ordem da Fênix) e eles começam um simpático envolvimento que é regrado antes pelo conhecimento do mundo de cada um e só depois é que o relacionamento vem a acontecer.

Eu achei tudo nesse filme bem medido. Ele não é a melhor comédia romântica nem tampouco extremamente marcante. Entretanto, tudo é marcado com um toque de sabedoria, um toque de maturidade que demonstram a qualidade do material. O roteiro é muito enxuto, não perde o fio da meada, o que deixa a história mais agradável ainda. Para completar temos um casal de um talento irrefutável, pelo menos pra mim. Inclusive foi um desígnio muito bem feito porque acho que Dustin representa o típico americano e Emma tem um quê da educação inglesa.

Pra falar a verdade, não tenho pontos negativos claros a apontar neste longa. Achei que seu objetivo final que é divertir e contar a história de um casal diferente foi feita com maestria. Um escorregão aqui outro acolá não fazem com que o todo seja prejudicado. O filme não foge muito do lugar-comum, todavia também não se afoga completamente nas histórias previamente prontas. Os diálogos são bem inteligentes e nos mostram onde está a diferença pra qualquer outra comédia lançada ultimamente. No fim das contas, eu indico sem medo de errar, principalmente para quem curte e até mesmo para os que não curtam tanto assim.