» Karatê Kid

(Nota: 9,0)
Título Original: The Karate Kid
Gênero: Aventura
Diretor(es): Harald Zwart
Roteiristas: Christopher Murphey, baseado em argumento de Robert Mark Kamen.
Ano de Lançamento: 2010.
Elenco: Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson, Wenwen Han, Rongguang Yu, Zhensu Wu, Zhiheng Wang, Zhenwei Wang.
Duração: 140 minutos.

Muitos amigos meus que gostam e idolatram Jackie Chan estão cansados de saber que ele não me desce. As suas cenas podem ser das mais ágeis e impressionantes, mas acho que sua mescla com a comédia faz perder qualquer admiração pela sua enorme habilidade na arte marcial. Esse já era um dos motivos pra não conferir este filme. Outro motivo seria o fato de que remake por remake já se deve ter um pé atrás, ainda mais quando se trata da versão de um longa que fez e faz muito sucesso. Entretanto, achei por bem dá um voto de confiança a este e acabei me surpreendendo.

A mãe (Taraji P. HensonO Curioso Caso de Benjamin Button) de Dre Parker (Jaden Smith) foi transferida do trabalho nos EUA, assim eles tiveram que ir morar em Pequim. Ao chegar, ele conhece uma garota que chama sua atenção, Meiying (Han Wenwen). Porém isso não agrada Cheng (Zhenwei Wang) que é próximo a família da garota e acha que deve protegê-la. Com isso, há uma grande briga entre os dois e a perseguição continuará um com o outro. Ao ser desafiado para lutar no Torneio Aberto de Kung Fu, Dre passará a ter o auxílio do zelador do seu prédio, Sr. Han (Jackie Chan) que também é mestre dessa arte marcial.

Não tenho nada contra o fato de muitos artistas quererem introduzir seus filhos e filhas no mundo que eles vivem. Temos bons exemplos disso como também péssimos exemplos. No caso de Jaden, eu não sabia o que esperar já que só vi o seu primeiro filme no qual ele tinha 8 anos e atuou (leia-se falou) bem pouco. Porém nesta fita, ele é o personagem principal e é perfeitamente notável que o ‘muleque’ tem futuro nesse ramo. Ele soube desenvolver bem o seu papel e consegue ter uma veia cômica bem mais competente do que a do seu pai, logicamente, a meu ver.

O roteiro não tem muito o que inovar e mostra, através de uma nova roupagem, o mesmo duelo que Daniel Sun teve na obra original. Assim, temos um desenvolvimento proporcional por parte do roteirista, sem que se mostre extremamente apressado em caracterizar a evolução do garoto na arte marcial. Acho que isso demonstrou um empenho com a formação dele antes mesmo de seus dons ‘aparecerem’. A trilha também é das boas, mas o que me impressiona é a atuação de Chan (mesmo ele não sendo um ator notável) que se sai bem melhor no lugar de um mestre experiente de kung fu do que um palhaço que sabe lutar bem.