≈ Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo E Tinha Medo de Perguntar ≈

de Woody Allen (1972)

É curioso que ainda nos dias de hoje ainda existam muitas e muitas pessoas que morrem de vergonha de falar sobre sexo. Acham que a intimidade tem que ser muito grande para que isso por ser comentado, porém muitos também já transpuseram essa barreira e falam com uma maior simplicidade possível. Em 1972, Woody Allen já tinha o atrevimento de tratar abertamente sobre isso no cinema e melhor ainda, dizer logo no título de seu filme que muitas pessoas gostariam de saber algumas coisas sexuais, contudo sempre tiveram medo, ou receio, de perguntar. É um título enorme, todavia auto-explicativo (também, se não fosse, né?).

Tudo Que Você Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo E Tinha Medo de Perguntar é uma tentativa, no mínimo curiosa, de Allen em desmitificar algumas dúvidas que muitos indivíduos ‘poderiam’ ter em relação ao sexo. Dessa forma ele se utiliza de histórias diferentes que tentam responder as devidas interrogações que são feitas no início de cada quadro. Algumas são boas histórias que tratam sobre assuntos realmente convenientes e conseguem nos tirar boas gargalhadas, no entanto a maioria é verdadeiramente fraca e não acrescenta nada que nós não saibamos, pelo menos nos dias de hoje. Talvez na época do lançamento tenha feito um sucesso mais aceitável, já que estamos falando de quase 40 anos atrás.

» Crimes e Pecados

(Nota: 9,0)
Título Original: Crimes and Misdemeanors
Gênero: Drama
Diretor(es): Woody Allen
Roteiristas: Woody Allen
Ano de Lançamento: 1989.
Elenco: Bill Bernstein, Martin Landau, Claire Bloom, Stephanie Roth, Anjelica Huston, Woody Allen, Zina Jasper, Dolores Sutton.
Duração: 104 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Identifiquei-me com Woody. Percebo que a forma como aborda os temas em seus filmes é bem peculiar e ele trata de temas que, às vezes, podem parecer cansativos, mas mostram-se completamente interessante pelo seu desenrolar peculiar. Tive a oportunidade de conferir um dos seus filmes que mais é falado entre a filmografia. Deitado em meu quarto no finzinho de domingo com poucas horas pro querido fim de semana acabar, eu desfrutei do que Allen pôde me proporcionar.

São duas histórias que são tratadas de maneira paralela. Uma é do oftalmologista Judah Rosenthal (Martin Landau – Ed Wood) de grande sucesso que se vê nas mãos de Dolores Paley (Anjelica Huston – Ensinando a Viver) que se envolveu, podendo perder sua carreira e seus vários anos de carreira por uma aventura amorosa. Além de não querê-la mais ele ainda é ameaçado por ela, fazendo-o com que precise mandar matá-la. E na outra, Cliff Stern (Woody AllenDesconstruindo Harry) é um produtor de documentários casado, mas que ama outra mulher (Mia Farrow – Rebobine, por favor!) que por sua vez prefere outro produtor, Lester (Alan Alda – O Aviador).

Mais uma vez Allen faz uma obra que o consagra como um dos grandes nomes da história cinematográfica. Entendo que não basta somente fazer e esperar a reação da crítica, fator importante é a reação do espectador que paga para ver tal filme no cinema, e vemos que, quem se mostra simpatizante dos filmes de Allen compreendem seus propósitos e enxergam a maestria de Crimes e Pecados. É história interessante. A meu ver tem um propósito claro quando mostra duas histórias paralelas que se encontram no final com um desfecho interessante. O fato é que duas pessoas normais tem suas vidas alteradas por fatos que tem real ligação. Um sofre dos males de se arranjar uma amante a ponto de ter que tomar medidas drásticas para a finalização de tal problema, outro sofre por está apaixonado por uma mulher, sendo ele casado.

Entende-se que um interliga-se ao outro e, da mesma forma, completa o outro pelo fato de que se demonstra ser um possível futuro daquele casado que está atrás da mulher. Quanto às atuações dou maior importância ao papel fundamental e denso de Landau que precisa de grande dedicação, ele foi brilhante na atuação e deixou para trás qualquer atuação de quem contracenasse com ele. Vejo que não encontrei nada que pudesse exaltar a interpretação de Allen e me convenço cada vez mais que o prefiro atrás das câmeras, apesar de não ter visto filmes o suficiente para concretizar tal idéia. É interessante o seu modo de ver as coisas e é isso que me atrai cada vez mais. Um excelente filme para quem curte um bom drama.

» Desconstruindo Harry

(Nota: 8,5)
Título Original: Deconstructing Harry
Gênero: Comédia
Diretor(es): Woody Allen
Roteiristas: Woody Allen
Ano de Lançamento: 1997.
Elenco: Woody Allen, Richard Benjamin, Kirstie Alley, Billy Crystal, Judy Davis, Bob Balaban.
Duração: 89 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Os dois últimos e únicos filmes que vi do diretor Woody Allen (Vicky Cristina Barcelona) me fizeram enxergar que seu trabalho é interessante e seus assuntos, apesar um tanto batidos em alguns aspectos, sempre são bem trabalhados mostrando-nos sobre outro olhar o que seria uma traição, o sexo, o amor e as nuances amorosas que tudo isso implica. Ele também nos mostra conflitos familiares e vários fatores psicológicos, fatores que mexem com o ser humano no dia-a-dia, no cotidiano de toda e qualquer pessoa.

Harry (Woody Allen) é um famoso escritor que não se sente psicológica e emocionalmente completo. Sua vida é cheia de histórias que implicam em três esposas, várias amantes e inúmeras prostitutas, porém, além disso, ele resolve pegar as histórias reais de suas vidas e colocar nas suas obras dando-lhes contextos artísticos e aumentativos, somente alterando o nome de seus personagens, apesar de todos saberem a realidade de que os personagens não passam de pessoas reais com nomes diferentes.

Viva, ame, ria e seja feliz!“, essa é umas das frases que compõem este filme de Allen quando o personagem principal está indo em direção a uma homenagem que receberá de sua antiga faculdade pelas obras que escreveu no carro estão um amigo, seu filho e uma prostituta que ele chamou na noite anterior. Porém achei interessante que eles estivessem cantando essa música e, no entanto, o personagem central da trama não conseguisse realmente viver, amar, rir e ser feliz. O personagem de Allen vive em conflito consigo mesmo e com as pessoas que estão ao seu redor.

Ele é uma pessoa que seus princípios não o formaram e o matrimônio, a família e a fidelidade não são, para ele, as coisas mais importantes do que para qualquer outra pessoa, isso o impede de ter bons relacionamentos com suas ex-mulheres, sua irmã. Desconstruindo Harry me fez lembrar um pouco Em Busca da Terra do Nunca, pois um artifício interessante daquela obra é fazer com que a realidade se misture com a ficção e que isso faça com que o filme fique mais envolvente. Esse fator ajudou um tanto na compreensão do fator psicológico de Harry o que nos enxergar a vida dele, com os olhos dele.

O fato de seus próprios ‘personagens’ aparecerem para ele e lhe mostraram seus erros nos faz enxergar que isso também acontece com qualquer pessoa e não precisa ser um escritor para tanto. Basta que você sinta que fez algo de errado e logo vai enxergar aquilo, sendo que para que Harry isso vinha através de seus personagens. A Montagem do filme é interessante e particular, faz com sintamos que está faltando alguma coisa, mas nas cenas seguintes vê-se que é a particularidade que o torna interessante. Não sei por que, esse é o primeiro filme que vejo uma atuação de Allen, talvez seja uma particularidade do personagem, mas o seu balanceado de mãos me irritou um pouco e acho que o prefiro com diretor, ao menos por enquanto.