» Robin Hood

(Nota: 8,5)
Título Original: Robin Hood
Gênero: Aventura
Diretor(es): Ridley Scott
Roteiristas: Brian Helgeland, Ethan Reiff, Cyrus Voris.
Ano de Lançamento: 2010.
Elenco: Russell Crowe, Cate Blanchett, Max von Sydow, William Hurt, Mark Strong, Oscar Isaac, Danny Huston, Eileen Atkins, Mark Addy, Matthew Macfadyen, Kevin Durand, Scott Grimes, Alan Doyle.
Duração: 140 minutos.

Mais um filme em que fui sabendo pouco de sua história, pouco ciente do que realmente se trata o personagem, apenas inteirado de que se trata de um homem que rouba dos ricos pra dar aos pobres. Ao conferir o filme vi que, de certa forma, minha teoria estava correta sobre o protagonista, contudo ele foi concebido sobre outra perspectiva. Nos foi apresentado um Robin Hood (Russell CroweOs Indomáveis) em que ainda não tem identidade formada e é precisamente esta história que irá nos relatar como surgiu o verdadeiro Robin Hood.

Robin Longstride (Crowe) é um integrante do exército inglês que ficou durante dez anos nas cruzadas sobre o comando de o rei Ricardo Coração de Leão. Após sua morte, ele resolve fugir com alguns compartes, neste meio tempo encontra no leito de morte Sir Robert Loxley (Douglas Hodge) que após uma emboscada pede que Robin leve sua espada ao seu velho pai em Nottingham. Lá ele conhece Sir Walter (Max von SydowO Escafandro e a Borboleta) e Marion (Cate BlanchettO Curioso Caso de Benjamin Button e Não Estou Lá), respectivamente pai e esposa de Loxley. Neste contexto, a Inglaterra está dividida pela não aceitação das atitudes do rei João (Oscar Isaac) e também pela campanha de Godfrey (Mark StrongSherlock Holmes e Stardust – O Mistério da Estrela) que diz está a favor da Coroa, porém está de conjuração com os franceses.

Em tempos de tirania e injustiça, o fora da lei assume seu lugar no povo”. Essa frase apareceu logo no primeiro minuto do longa e só pode ser inteiramente compreendida quando se finaliza o filme. Ela tem total sentido e completa a personalidade daquele que se caracterizou como o bom ladrão. Em breve pesquisa é sabido que originalmente Robin Hood estava mais pra vilão do que pra mocinho, porém Ridley Scott achou por bem remontar esse fato e nada mais agradável do que enxergá-lo mais como um herói. Gostei da extinção de um narrador que provavelmente seria um velho que tudo viu, a utilização de pergaminho foi bem empregada e não houve abuso.

O conceito de renovação é o ponto forte do roteiro, explicar como tudo aconteceu e como surgiu o Robin Hood talvez tenha se tornado mais interessante do que os próprio saques em si, dando um caráter inovador a um personagem um tanto defasado no cinema. O que muitos esperam também está densamente presente na fita, a ação é companheira fiel do protagonista em 80% da exibição. As atuações não são magistrais, mas ainda assim é impossível não atribuir a boa performance de Cate. Russel faz o satisfatório para que seu papel seja convincente, porém só. As técnicas do filme também se mostram bastante regulares, ainda que em alguns momentos eu não tenha sido grande fã da fotografia. Ainda assim, vale pagar o ingresso para conferir.