≈ Megamente ≈

de Tom McGrath (2010)

Uma das maiores características de alguns desenhos (e também de alguns filmes) é justamente tratar daquele bem-mal, onde não há o bem se não houver o mal e isso sempre é o alvo do clímax da história, onde há uma forte luta entre ambos visando o bem-estar (ou mal-estar) de alguém, algum lugar, ou alguma coisa. Até certo ponto isso diverte, porém chega um momento que se não houver uma inovação suficiente para nos envolver, a história entre o bem e mal se reverte para algo cansativo e que não mais consegue atrair espectadores. A vantagem de Megamente encontra-se justamente onde não mais tinha vez para algo senso-comum.

A questão da banalização do maniqueísmo, como disse, quando bem trabalhada pode render frutos interessantes e nada melhor do que ver a luta do bem contra o mal e ao invés de esperarmos que o bem ganhe, este termina por ser derrotado pelo mal. O rumo da história já começa de forma conveniente e nos faz crer que o roteiro será o ponto forte da ‘trama’, porém, depois de um determinado momento, o roteiro começa a enfraquecer a ponto de nos fazer captar todo o resto da história. Essa falha poderia ser mais trabalhada, ao menos, com fatos mais engraçados, para animar, contudo não há tanto êxito. Porém, ainda assim, é uma animação que agrada pelo lado simpático e até convincente do protagonista, que deixa ser o antagonista. É uma boa animação-pipoca.

Elenco: Will Ferrell, Tina Fey, Brad Pitt, Jonah Hill.

Roteiro: Alan J. Schoolcraft e & Brent Simons

(Nota: 7,0)

» Madagascar 2

(Nota: 4,0)
Título Original: Madagascar: Escape 2 Africa
Gênero: Animação
Diretor(es): Eric Darnell, Tom McGrath
Roteiristas: Etan Cohen
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Ben Stiller, Chris Rock, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith.
Duração: 89 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

O que mais me interessa numa animação pode ser duas coisas: a carga de comédia sem compromisso que aquele desenho me traz (como o excelente Procurando Nemo e também Sherk) ou então o clima dramático que alguns entregam sem necessariamente querer fazer rir, somente com algumas pitadas de humor (como os excelentes Ratatouille e Wall-E). Sem uma boa experiência quanto ao filme que iniciou a saga desses animais, fiquei desanimado para conferir a continuação. Porém o que vi foram críticas que diziam que havia uma considerável melhora em relação ao primeiro e muitos me disseram que talvez valesse a pena ver na grande tela do cinema. Fui com alguma expectativa, já que críticas boas haviam sido feitas a ele mesmo que sem muito compromisso.

Os queridos do zoológico Alex (leão), Marty (Zebra), Melman (girafa) e Gloria (hipopótamo) foram tentar sair da ilha de Madagascar na real intenção de voltar ao Central Park de Nova York que é o lugar onde eles viviam, levando a tira-colo o rei da ilha, Julien. No entanto, com o péssimo protótipo de avião feito somente pelos pingüins que o acompanharam, eles não tem muito sucesso na viagem e acabam por pousar forçadamente em plena savana africana. E assim esses quatro animais têm que, a partir de agora, aprender a lidar com as espécies iguais e/ou semelhantes a eles, fato que antes era anormal e que pra eles não será nada fácil de encarar.

Pois bem, como já havia comentado não me agradei com o primeiro filme. Achei fraco e sem muito propósito, talvez o seu maior objetivo fracassou que foi o de provocar risadas. O fato é que não consegui distinguir muito a diferença nos propósitos entre esses dois longas. Ainda há quem perceba que o roteiro de Madagascar 2 é muito mais enxuto e também mais maduro, porém a sua tentativa de jogar a carga emotivo cai na mesmice e deixa quem assiste entediado e sem muito o exaltar nesses momentos. Quando se mostra um trailer onde a diversão está garantida, deve-se fazer jus a tal, porém não foi possível encontrar isso.

As poucas cenas de comédia são fracas e sem provocar muito alvoroço em que vê. As piadas ainda continuam na mesma e o que se pode perceber e que nem as crianças conseguiram se divertir muito no filme, o que é uma pena. O que ainda consegue divertir um pouco é o rei Julien, porém sua aparição era rara e com pouco tempo. A Trilha Sonora e agradável e não poderia ser para menos já que tem o excelente Hans Zimmer como mestre na criação. Diálogos pouco convincentes e cenas de carga emocional falhas, Madagascar 2 erra feio na tentativa de fazer umas férias mais divertidas e faz com que, mais uma vez, a continuação seja menos desejada. Eu, ao menos, terei plena certeza de que se houver uma, jamais irei.»