» Os Vingadores

(Nota: 9,5)
Título Original: The Avengers
Gênero: Ação, Comédia
Diretor(es): Joss Whedon
Roteiristas: Joss Whedon
Ano de Lançamento: 2012.
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Mark Ruffalo, Samuel L. Jackson, Paul Bettany, Cobie Smulders,  Stellan Skarsgård.
Duração: 143 minutos.

Há tempos não atualizo o blog. Não é por falta de vontade e, às vezes, nem por falta de tempo. Digamos que existe uma questão de inspiração que não me visita há um bom tempo. No entanto, pelo valor que dou a este espaço bem como o respeito que tenho pelos poucos visitantes que ainda se dignam a aparecer por aqui, resolvi escrever algo simples e rápido sobre o blockbuster Os Vingadores.

Foram meses de ‘lero-lero’ sobre a real possibilidade deste filme ser um grande fiasco. Não que os últimos filmes da Marvel tenham sido ruins, mas, de fato, não seria nem um pouco fácil reunir grandes personagens de quadrinhos em torno da figura dos Vingadores sem que pudesse haver deslizes no roteiro dignos de destruir a história como um todo. Contudo, o que podemos perceber, ao conferir o longa, foi justamente o inverso. A história consegue manter um ritmo curiosamente interessante e com pitadas dos gêneros mais utilizados pela Marvel, partindo de uma ação muito bem arquitetada até as pitadas de humor que são capazes de tirar boas gargalhadas, entretanto sem soar forçado.

O fato é que Joss Whedon conseguiu extrapolar as expectativas gerais acerca do filme, nos mostrando que uma direção de pulso e a parceria com uma produção competente são propulsores para que tenhamos um grande longa sem que caia na mesmice dos filmes hollywoodianos. Lógico que devemos guardar as devidas proporções, afinal trata-se de história de super-heróis, não obstante é notório que a película procurou ser fidedigna a figura já demonstrada nos filmes individuais de seus personagens (com exceção, claro, de Hulk). Assim, saímos da sessão com uma sensação boa, aquela sensação digna de quem desejaria ser um super-herói e qual deles especificamente. Indico, sem medo de errar.

P.s.: Não vi em 3D, por enxergar ser completamente desnecessário.

:: Band of Brothers ::

produzido por Tom Hanks e Steven Spielberg

Sempre ouvi falar muito bem dessa série e já pude conferir, através de outros seriados como Roma, que a HBO não é uma produtora de ‘dá ponto sem nó’. Portanto, quando decidem fazer algo, geralmente se mostra um projeto grandioso e ousado, o que proporciona para nós, espectadores, um entregue material de real qualidade que preza não só pelo envolvimento como também pelo impacto. Fazer um seriado de dez episódios somente, que trate da Segunda Grande Guerra, com um elenco enorme, não para qualquer um, as dificuldades vão além do que pegar uma câmera.

Quando mais novo, ao estudar história, sempre tive uma queda pela Segunda Guerra Mundial, achava as histórias e contextos em torno da dela algo fenomenal. Imaginar que tantos e tantos homens deram suas vidas por nós para que o mundo pudesse viver em paz sem a mão assustadora de Hitler e do nazismo sobre o mundo é algo extraordinário. Assim, ter a oportunidade de conferir na TV o que aconteceu de forma real, naquele período tenebroso do mundo, é realmente fantástico e fascinante.

O material recolhido pelos roteiristas de Band of Brothers é de uma riqueza impressionante, isso porque depoimentos dos feridos e heróis de guerra foram coletados visando maior veracidade dos fatos que ocorreram com a Companhia Easy, uma das companhias que mais sofreu baixas (leia-se: que mais teve mortos e feridos) durante todo o período de guerra. Sua trajetória vai desde o Dia D, no qual eles saltaram na Normadia, até 434 dias após o salto inicial, quando decretado o fim da Segunda Guerra com a rendição do Japão. Passaram pela Holanda, Bélgica, Áustria, França, Alemanha. A cada episódio temos um pouco do relato dos ex-combatentes acerca do que acontecerá naquele momento que está por vir.

A fotografia é bastante única e tem uma visão muito pessoal dos momentos das batalhas assim como dos momentos em que os soldados eram feridos. Aliado a isso, temos uma trilha sonora muitíssimo sensível feita pelo talentoso Michael Kamen que dá voz aos anseios e tristezas pelas quais os combatentes eram obrigados a conviver durante toda a guerra. Vidas foram perdida, ferimentos foram adquiridos e levados para o resto da vida com todos os que procuraram defender com unhas e dentes o que acreditavam ser certo.

Assim, muitos são os momentos em que é impossível conter as lágrimas, como no episódio que aparecem os campos de concentração, como no episódio em que o enfermeiro é o personagem central ou como nos episódios em que as perdas de alguns amigos são motivo de total depressão para outros. Band of Brothers é, portanto, um seriado que vai além de soldados durões que são invencíveis e que salvaram o mundo. Band of Brothers conseguem captar a alma de cada um deles através de suas expressões, através de seus anseios, através de seus medos que, acreditem, eram muitos. Principalmente para quem gosta da temática, esse seriado é obrigatório.

≈ Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles ≈

de Jonathan Liebesman (2011)

Filmes de guerra nem sempre me chamam muito a atenção. Acho que, com exceção de alguns que tratam de guerras históricas com as Grandes Guerras, películas do gênero nem sempre tem muito a acrescentar e, na verdade, não são mais do que um passa-tempo ou muitas vezes nem isso. Naturalmente, nem sempre filmes que tratam de guerra e ainda mais num aspecto de ficção científica são de me agradar, por isso costumo não criar qualquer esperança em torno desta temática, ainda que me force a vê-los vez por outra. Pensei que não, mas Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles me agradou mais do que podia imaginar.

O tema, que muitas vezes é tratado sobre a ótica civil, dessa vez tem força nas questões estratégicas de guerra e seus protagonistas são, majoritariamente, militares que precisam descobrir uma maneira de destruir aquele inimigo desconhecido que, por motivos incógnitos, ataca de forma mortal o Planeta Terra. O roteiro tem um caráter descompromissado e nos permite se envolver com os protagonistas de forma gradual e não apelativa. O que me incomoda um pouco é a fotografia, porém nada que prejudique de forma significativa o longa. Uma ficção montada numa ideia não original, todavia tratada de maneira bem arquitetada e sobre a visão dos soldados contra uma invasão alienígena.

Elenco: Aaron Eckhart, Michelle Rodriguez, Michael Peña, Bridget Moynahan..

Roteiro: Christopher Bertolini

(Nota: 8,5)

» O Turista

(Nota: 4,5)
Título Original:The Tourist
Gênero: Ação
Diretor(es): Florian Henckel von Donnersmarck
Roteiristas: Florian Henckel von Donnersmarck, Christopher McQuarrie, Julian Fellowes, Jérôme Salle.
Ano de Lançamento: 2010.
Elenco: Johnny Depp, Angelina Jolie, Paul Bettany, Timothy Dalton, Steven Berkoff, Rufus Sewell,.
Duração: 103 minutos.

Existem certos filmes que o clichê é bastante inevitável, porém um roteiro bem arquitetado pode tentar contornar esse lugar-comum de forma simples e sem alarde ou então torná-los bastante agradáveis sem querer ser algo pretensioso. É justamente aí que vários filmes conseguem se salvar do fiasco. O filme em questão, também está repleto dos clichês mais óbvios do cinema, entretanto o que o diferencia dos demais é que o roteiro não se preocupa de desviá-los ou ao menos suavizá-los, tornando a história algo extremamente fraco e sem muito sentido.

Elise Clifton-Ward (Angelina JolieA Troca) está sendo vigiada em todos os seus passos. Após receber um recado bastante importante, ela foi instruída de pegar um trem que passará às 8h22min e que segue para Veneza, e nele deve procurar alguém que tenha o porte de Alexander Pearce. Assim ela o faz e conhece o solitário professor Frank Tupelo (Johnny DeppAlice no País das Maravilhas). Daí em diante ela o envolve numa série de eventos que deveriam ter um ‘step’. John Acheson (Paul Bettany) e toda a Scotland Yard estão, na verdade, atrás de Alexander em razão do mesmo ter roubado um gangster e ainda dever impostos a Coroa Inglesa.

Como já foi comentado, é inevitável não analisar esse filme sem tocar no nome clichê. Porque como vocês podem notar o filme não passa do mais óbvio no quesito espionagem, e acho que nós, em parte, acabamos vendo mais do mesmo e assim nada inova. Para completar, o roteiro tenta nos pregar ‘peças’ que realmente não conseguem ser nem um pouco válidas por serem tão evidentes como toda a trama que as envolve. Na verdade, nem posso dizer que a história em si é promissora porque ela não traz nada de novo ao espectador que só consegue notar o filme morno ao extremo que este é, assim como atuações sem qualquer expressão de Jolie e Depp. Realmente, vê-lo é uma perda de tempo.

» Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro

(Nota: 10,0)
Título Original: Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro
Gênero: Drama
Diretor(es): José Padilha
Roteiristas: José Padilha, Bráulio Mantovani, Rodrigo Pimentel
Ano de Lançamento: 2010.
Elenco: Wagner Moura, Irandhir Santos, André Ramiro, Maria Ribeiro, Sandro Rocha, Milhem Cortaz, Pedro Van Held, Tainá Müller, Seu Jorge.
Duração: 115 minutos.

Quando se decide fazer um segundo filme em razão do sucesso comercial do primeiro, é algo bem questionável, pois não existira essa possibilidade antes. A fórmula nem sempre funciona com o segundo da mesma forma que laborou com o original, assim acaba caindo na mesmice e termina por não fazer tanto sucesso. Anunciada a continuação de Tropa de Elite, não vou negar que fiquei com um pé atrás, justo por entender que isso sempre acaba resultando em algo negativo. No entanto, o que podemos ver agora foi justamente o contrário e algo bem raro, porque pra mim o segundo conseguiu ser melhor ainda do que o primeiro ainda que sejam abordagens diferentes.

Aquele que outrora conhecemos como Capitão Nascimento (Wagner MouraRomance) agora é Coronel do Batalhão de Operações Policiais Especiais. Depois de uma intervenção um pouco fora de controle do BOPE na prisão de detenção máxima Bangu I, Nascimento foi destituído do BOPE e direcionado para o serviço secreto de inteligência da Secretária de Segurança do Estado do Rio de Janeiro. E ele enxerga nesta oportunidade, a chance de armar o BOPE de uma maneira que ele nunca conseguiu e assim exterminar os traficantes das comunidades. Porém é justamente na Secretaria que ele descobre que onde o tráfico sai o sistema entra e que o sistema é mais podre do que ele imagina. Descobre, então, que seu maior inimigo não está nas favelas e sim dentro da instituição pela qual ele matou tantos.

O foco deste novo filme do temido Nascimento está em torno da política e de como ela está diretamente envolvida com a corrupção dentro da polícia militar do RJ. A crítica se baseia única e exclusivamente nesta aliança que só faz favorecer os policiais e políticos corruptos, aqueles se beneficiando com o que arrecadam nas comunidades e esses com os votos que conseguem em razão da atuação das milícias. O roteiro tem uma maneira incrivelmente envolvente de nos guiar pela história juntamente a narração do protagonista, fazendo-nos acreditar em tudo que nos é mostrado.

Há ali uma claríssima crítica não só ao crime organizado em si, mas a política que alimenta este tipo de ação. Os direitos humanos também entraram na briga neste filme, fato omitido no primeiro, e alavancaram a ira do protagonista já que seu lema é ‘bandido bom é bandido morto’ e a prova cabal disso está quando ele é ovacionado em um restaurante por ter agido sem dó no caso do Bangu. Assim há uma severa crítica a essas Organizações Não Governamentais e seus representantes que procuram defender o direito dos ‘marginais’ sem antes compreender que ao defendê-los, dá-se margem para que eles só prejudiquem mais ainda a sociedade. Porém não isentam de culpa os policiais que também não tem querem saber quem é inocente ou culpado.

Aliado ao roteiro bem detalhado e amarrado temos uma trilha sonora inconfundível ao som da Banda Tihuana, assim como as atuações que são fundamentais para que se tenha total compreensão da realidade e da situação que ao contrário do primeiro filme conta-se a partir das questões políticas envolvidas e não tanto nas cenas de guerra urbana. Assim, a atuação é fundamental pra se ter a veracidade necessária, fato que foi muito bem trabalhado principalmente por parte de Wagner Moura que se eternizou nesse personagem. A direção não poderia ser diferente e também leva seus créditos por acreditar que poderia fazer um filme tão bom ou melhor que o primeiro. Assim como é impossível não falar do êxito que a fotografia tem nos ângulos bem trabalhados, assim como a montagem é de fundamentalmente importante para que nos faça ficar mais vidrado do que de costume na fita, belíssimo trabalho. Definitivamente é necessário ser visto, vale a pena, até mais de uma vez.

p.s.:  Pra quem é do Rio Grande do Norte. Parece que a figura do Deputado Estadual Fortunato foi tirada de um exemplo claro de um candidato eleito ao pleito de deputado federal pelo RN, hein? Impossível ser mais parecido, impossível.

» A Origem

(Nota: 10,0)
Título Original: Inception
Gênero: Ficção Científica
Diretor(es): Christopher Nolan
Roteiristas: Christopher Nolan.
Ano de Lançamento: 2010.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ellen Page, Tom Hardy, Cillian Murphy, Tom Berenger, Michael Caine , Lukas Haas, Tohoru Masamune, Talulah Riley, Dileep Rao.
Duração: 148 minutos.

Quando eu era menor e que sabia que alguém aqui de cada ia jogar na mega-sena, projetava minha vida de como seria depois de ganhar na loteria. Pensava e passava a acreditar em tudo que aquilo podia me proporcionar, e então transformava o que era um sonho em vida real e era essa projeção que eu encarava minha vida dali para frente, com casa grande, ter tudo o que desejava, parar de estudar – lógico – e tudo o mais, era como se fosse realidade, porém quando não ganhávamos aquilo caia por terra e eu tinha que conviver com a minha realidade, que não era a que eu realmente desejava depois de achar que podia ser milionário. Logo me lembrei desse pequeno detalhe de minha inocente infância, quando conferi este filme e mais tarde vocês entenderão o porquê.

O mundo não é igual ao que muitos acreditam ser. Nele, é possível invadir os sonhos das pessoas e de dentro deles roubar os segredos mais profundos, guardados no subconsciente delas. Cobb (Leonardo DiCaprio – Foi Apenas Um Sonho) e seu colega Arthur (Joseph Gordon-Levitt – 500 Dias Com Ela), são mestres em roubar essas informações e numa frustrada tentativa de roubo nos sonhos de Saito (Ken WatanabeMemórias de uma Gueixa), estes acabam recebendo a proposta de agirem de forma inversa, fazendo uma inserção ao invés da extração. Assim, terão que fazer o bilionário Richard Fischer (Cillian Murphy) se convencer a dividir o império que seu pai criou com se fosse uma ideia propria e para isso contarão com a ajuda de Ariadne (Ellen Page), Eames (Tom Hardy) e Yusef (Dileep Rao – Avatar). Porém, do subconsciente de Cobb ainda há uma lembrança que o persegue, a de sua mulher Mal (Marion Cotillard –  Inimigos Públicos) que faz o inverso de todos os seus planos e isso nem sempre pode acabar bem.

É complexo falar de um filme em que várias emoções se fundem numa só, mas que ao mesmo tempo consegue invadir as nossas expressões faciais de acordo com cada segundo de pura ação – ou suspense – que passa na nossa frente. É complexo também falar de uma película que sabe manipular perfeitamente bem os pensamentos das pessoas e que não necessita ter que mastigar sua história – não tão simples – para o espectador a todo momento  e que tem total segurança de que, ainda assim, é possível que todos compreendam. Acredito que, antes de tudo, formar uma história que trabalhe com argumentos sólidos e, ao mesmo tempo, surreais não se pode ser feita do dia para noite.

Como se não bastasse ainda ter que repassá-la para um roteiro que não se é permitido falhar para que haja total compreensão de quem confere, juntamente com o fato de reparti-la com uma equipe de diretores de arte, montagem, efeitos, para que assim seja possível sair nos conformes e tal sintonia fazer do filme um sucesso, o sucesso que de fato está acontecendo e que não é em vão, devido sua enorme capacidade de conquistar o espectador sem pedir muito em troca, somente o essencial – para qualquer filme – que é a atenção. Por exemplo, como no caso dos espelhos que Ariadne projeta em sua primeira ‘aventura’ nos sonhos, no qual mostra que posteriormente enfrentaremos uma ‘realidade’ dentro da outra.

Como a total competência na hora de montar um longa que tem um roteiro primoroso, entretanto que deve contar com uma montagem digna, caso contrário descontruiria toda a imponência do roteiro. Quando comentei sobre eu, quando criança, ter criado uma realidade para algo que todos sonham, disse por que pude ver que isso é totalmente possível no mundo de Inception e que muitos dos personagens não conseguiam mais encarar a realidade como, de fato, a realidade. Contudo, ao mesmo tempo fica o questionamento se aquilo que se vive é mesmo a realidade, se não seria algo paralelo, em que se acredita ser verdade. Aí vem a questão do totem que mostra que aquilo é realidade – ou não – e também vem uma dúvida sobre a possibilidade real daquele totem ser detentor de uma possível realidade.

Resumindo, gostaria de dizer que para a dúvida que surgir, alguém pode tentar argumentar de outra forma, no entanto é possível desestruturar o argumento do outro com outra possível dúvida. O que se pergunta, então, é se Christopher Nolan pretende somente deixar a dúvida plantada na nossa cabeça, porém entendo que ele quer que essas discussões existam e que haja pertinência nos questionamentos a serem feitos. Assim, é que cada momento do filme há uma resposta no cantinho, onde somente na segunda, terceira, quarta vez é que enxergaremos, ou em alguns casos logo na primeira. Portanto esse, definitivamente, não é um longa para se ver uma só vez, a cada revisão tenha a certeza de que é possível enxergar mais. Seu ingresso jamais será em vão, seja a primeira, segunda ou terceira sessão.

» Fúria de Titãs

(Nota: 7,0)
Título Original: Clash of the Titans
Gênero: Aventura
Diretor(es): Louis Leterrier
Roteiristas: Travis Beacham, Phil Hay, Matt Manfredi, Beverley Cross.
Ano de Lançamento: 2010.
Elenco: Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes, Jason Flemyng, Gemma Arterton, Alexa Davalos, Tine Stapelfeldt, Mads Mikkelsen, Luke Evans.
Duração: 118 minutos.

Quando era mais novo, nas antigas quinta série até a oitava, eu estudei no colégio Objetivo de Natal. Com material próprio, o colégio sempre procurou trabalhar de forma incisiva a mitologia grega. Diante disso, eu tive um contato muito interessante e lúdico com este fator histórico e lendário e assim, acabei sendo conquistado pelas várias histórias de homens desafiando deuses e vice-versa. Agora surge a oportunidade de ver materializado aquilo que sempre imaginei. Ainda que seja um remake, Fúria de Titãs é o novo pra mim já que não conferi sua versão original.

Perseu (Sam Worthington – Avatar) é jovem adulto que não sabia ao certo sua origem, mas vivia de maneira pacífica com sua família adotiva em um barco de pesca. Porém, teve toda sua família morta pela fúria do deus Hades (Ralph Fiennes – Harry Potter e o Enigma do Príncipe e A Duquesa) e ele jura que um dia ainda destruirá esse ser que destruiu sua vida. Além disso, acaba descobrindo que é filho de Zeus (Liam Neeson – As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa), o maior dos deuses, porém recusa o título de semi-deus que lhe é de direito. Para salvar a cidade de Argos da fúria de Hades, Perseu terá que enfrentar um longo caminho até a Medusa para matá-la e assim poder derrotar o Kraken e a vida da jovem princesa Andrômeda (Alexa Davalos – O Nevoeiro).

Sempre fui apaixonado por filmes que envolvem o conceito épico e que ainda por cima tragam figuras mitológicas, mágicas, etc. Porém nem todos são passíveis de totais elogios e por isso mesmo caem na mesmice, não conseguem atingir o objetivo maior, que é ter uma história rica. É inevitável que a história de Perseu é super interessante, contudo neste filme ela não teve o tempero necessário e ação por ação não fez do filme uma grande película. Dessa maneira, entendo que o filme deixa a desejar. Não há uma coisa mais forte, que realmente nos faça entender a grandeza do longa.

Nada de grande fotografia, nada de uma direção digna de elogios nem tampouco atuações louváveis. Porém os efeitos visuais são bem interessantes e chamativos. Em contrapartida, o maior erro que foi ter convertido a fita para o sistema 3D. Conferi neste formato e me arrependi por ver que de nada adicionou ao filme, fato que me faz refletir se todos os filmes convertidos vão seguir a mesma linhagem. Se sim, prefiro pagar menos e conferir em 2D mesmo, é mais barato e poupa aborrecimentos. Se me perguntarem se vale a pena assistir, eu digo que vale, mas só se for em 2D. Portanto, fica a dica.