» Avatar

(Nota: 10,0)
Título Original: Avatar
Gênero: Aventura
Diretor(es): James Cameron
Roteiristas: James Cameron.
Ano de Lançamento: 2009.
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Joel David Moore, C.C.H. Pounder, Wes Studi, Laz Alonso, Dileep Rao, Matt Gerald.
Duração: 150 minutos.

Quem ou como é possível definir se algum filme é ou não clássico? Pode ou não tornar-se um? Somos nós, meros mortais que curtem unicamente conferir um bom filme? Ou são os ‘bichões’ do cinema que definem o que vale e o que não vale a pena ser lembrado nos próximos anos? Perguntei-me isso ao sair do cinema. Indaguei por que saí extasiado com o que presenciei na tela grande em 3D. Questionei-me o porquê de um filme ser tão bom se aparentemente sua história sempre traz a mesma premissa. Aquele de um lado bom e um lado mal e o bom no fim prevalece. Tudo conspira para um bom andamento, um envolvimento sentimental do espectador com o filme sem que haja um pedido de permissão, ele invade seus anseios.

Jake Sully (Sam Worthington– O Exterminador do Futuro: A Salvação) é um homem que sofreu fortes seqüelas em guerras na Terra. Ficou paraplégico. Um programa espacial recruta pessoas do exército e cientistas para uma estação num planeta chamado Pandora onde existem seres vivos. Ele era do exército, mas foi designado para ‘dirigir’ um avatar. Protótipo dos seres, autodenominados de Navi que vivem nesse planeta, já que originalmente tal arquétipo era destinado ao seu irmão gêmeo que faleceu. Em um ‘passeio’ sobre a floresta de Pandora como avatares, Jake acaba se perdendo dos demais e fica sozinho ao anoitecer na selvagem floresta, então conhece Neytiri (Zoe Saldana –  Star Trek) e aí é que sua aventura começa.

E a pergunta continua… o que permite a um filme ser um clássico? Seria muita ousadia minha defini-lo como tal? Isso é algo de extrema pessoalidade? Pode até não ser, no entanto para mim passará a ser. Avatar tornou-se um clássico para mim e ponto. É possível notar que tudo é bem trabalhado no fim, e nos mínimos detalhes é possível capturar sua essência. O simbolismo totalmente inerente do começo ao fim já se faz presente nas primeiras cenas de contato entre o Avatar e Neytiri. A harmonia é outro forte ponto de precisão no longa, onde tudo entra em convergência para o melhor funcionamento da natureza. Ainda que lembremos, inevitavelmente, de Matrix com o contexto de se conectar a um computador para comandar as situações, vi com originalidade vários dos conceitos empregados a película.

Seja qual for o gênero de um filme, é sempre importante colocar pequenas cenas cômicas para que haja mais dinamicidade e isso ocorre de vez em quando em Avatar, o que o deixa ainda mais agradável. Ainda voltando à história, vários pontos foram bastante visíveis para mim. A forte ligação dos Na’vi com sua deusa Eywa, o sentimento de cumplicidade entre seu povo, além de sua sensibilidade para com o contexto da natureza e sua forte conexão entre os seres que a habitam através de uma vinculação literalmente física. O conduzir do roteiro nos permite entender que é uma história ímpar mesmo que envolva romance e guerra, tem seu lado original sem que nem ninguém tenha explorado com precisão.

As comparações com outros filmes são inevitáveis e aquele que mais me veio à mente é O Senhor dos Anéis. Posso ter sido influenciado diretamente por amar a trilogia e também por ter re-assistido há pouco tempo. No entanto, é visível que as criaturas de Pandora são claramente bem comparadas aos Elfos da Terra-Média. Seu andar leve, suas flechas e miras mortais, sua forte ligação com a natureza, sua linguagem única e a moradia na árvore nos permitem fazer este elo. Assim como os índios, sejam eles americanos, que viviam em harmonia em suas terras e tiveram as mesmas roubadas pelos ditos homens civilizados. Sem contar na comparação do chefe militar com dois filmes: O Exterminador do Futuro (do mesmo diretor) e Homem de Ferro (comparando-se ao personagem de Jeff Bridges).

O filme contagia do início ao fim. A trilha sonora vem como grande e fundamental em cada momento da história e é também grande responsável pelo envolvimento emocional com o filme. O arrepio é companheiro constante. Zoe Saldana mostrou seu valor ao interpretar um personagem que nem sequer tem claramente o seu rosto. Ela vestiu a personagem e se entregou ao seu ‘avatar’ sem ter medo do que pudesse sair dali de dentro. Resultado: saiu uma bela nativa que tem garra e a certeza de que sua terra deve ser defendida. Uma única coisa tenho a dizer sobre Avatar: SENSACIONAL E SUPREENDENTE. Sempre.

P.s.: Conferindo o filme, palavras-chave vinham a minha mente para determinar o que eu devia falar sobre o filme. Achei interessante destacá-las aqui para que possam compreender que isso define bem o filme, do inicio ao fim.

» Top Gun – Ases Indomáveis

(Nota: 8,0)
Título Original:Top Gun
Gênero: Aventura
Diretor(es): Tony Scott.
Roteiristas: Ehud Yonay, Jim Cash, Jack Epps Jr.
Ano de Lançamento: 1986.
Elenco: Tom Cruise, Kelly McGillis, Val Kilmer, Anthony Edwards, Tom Skerritt, Michael Ironside, John Stockwell, Barry Tubb, Rick Rossovich, Tim Robbins, Clarence Gilyard Jr., Whip Hubley, James Tolkan.
Duração: 110 minutos.

Pode ter passado mil e uma vezes na Rede Globo, mas nunca tive vontade ou oportunidade de conferir. Achei que era uma exceção à regra, que quase todo mundo tinha visto, que era como não ter assistido a Lagoa Azul ou algo do tipo, porém no fim das contas descobri que muitas pessoas não viram este filme. Dele só tinha algumas raras recordações dos poucos momentos que vi. A marcante trilha sonora e o fato de ser um dos primeiros filmes em que Tom Cruise protagoniza.

Pete Mitchell (Cruise) é um jovem e inveterado piloto de caça da marinha americana. Excelente piloto, todavia ousa mais do que deveria em suas manobras e sempre pode causar mais perigo do que a profissão oferece. Sendo selecionado para o Top Gun, Maverick, seu nome de guerra, conhece Charlotte Blackwood (Kelly McGillis) e envolve-se com ela que é sua instrutora civil de aviação. Ainda tem que lidar com uma acirrada competição com o Iceman (Val Kilmer).

“Um bom piloto deve avaliar os fatos e usar o que aprendeu. Lá no céu, precisamos nos arriscar, esse é o nosso trabalho”. Essa foi uma frase dita ao jovem Maverick por seu instrutor e acho que retrata bem o filme somente no tocante a pilotagem. Entretanto, um filme que, teoricamente, se baseia na adrenalina por se tratar de aviação, de guerra e de raciocínio lógico em momentos difíceis, é o que se espera ver neste longa, pelo menos é sua idéia inicial sobre o que seria. Mas em alguns momentos, estive certo de que o filme tratava mais de outro hormônio que não a adrenalina, a testosterona. Tudo isso pela forte briga por ‘território’ e pra vem quem seria o alfa da equipe. Ainda assim, outros pontos são trabalhados e não deveriam faltar como o romance com quem, de acordo com a teoria, não deveria ter relacionamento com ‘alunos’.

O figurino e os penteados do filme são extremamente marcantes da época, creio, diga-se de passagem, que esse seja o filme que define bem como se portavam as pessoas na década de 80 em relação à moda. A famosa trilha sonora cantada por Berlin (Take My Breath Away), ganhadora do Oscar de Melhor Canção, passa a imperar na película somente após a metade dele. O que chama bastante atenção é a fotografia pelas suas tomadas nos momentos de vôo dos personagens, fantástico. Cruise não é dos melhores, mas também não atrapalha e não deixa a desejar só que não é dos seus melhores trabalhos, ainda assim pode-se se considerar o destaque.

» Pearl Harbor


Título Original: Pearl Harbor
Gênero: Ação
Diretor(es): Michael Bay
Roteiristas: Randall Wallace.
Ano de Lançamento: 2001.
Elenco: Ben Affleck, Josh Hartnett, Kate Beckinsale, Cuba Gooding Jr., Jon Voight, Alec Baldwin, Tom Sizemore, Jennifer Garner.
Duração: 183 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Filme de guerra pra mim é tudo de bom. II Guerra Mundial então, nem se fala. Não que eu curta guerra em si, mas no cinema ela tem um quê de especial, os efeitos, o som e tudo transportam você para o campo de batalha. Filmes como Desejo e Reparação, O Resgate do Soldado Ryan, A Queda! Deixam-me sempre com um gostinho de quero mais. Pearl Harbor é um filme que há algum tempo eu já vinha querendo assistir e não sei por que não tinha visto antes. Peguei com um amigo e vi logo porque todos falavam super bem.

Rafe (Ben AffleckO Pagamento) é um dedicado piloto da marinha americana e se apaixona pela enfermeira Evelyn (Kate Beckinsale – Anjos da Noite – Underworld). Sempre esteve junto de seu amigo fiel Danny (Josh Hartnett – Jogo de Intrigas) que também é piloto da Marinha. Rafe resolve se alistar na ajuda dos Estados Unidos ao Reino Unido contra o Eixo e vai à guerra na Europa. Após a notícia que Rafe morrera em combate na Inglaterra, Evelyn e Danny acabam se aproximando e se envolvendo. Isso tudo pouco antes de um dos maiores ataques feitos ao EUA, em Pearl Harbor pelos japoneses, porém Rafe volta e quando achava que iria ‘lavar a roupa suja’ com a namorada e o amigo, o ataque começa.

Como falei adoro filme de guerra, adoro filmes em que a história está presente e que nós possamos olhar com alguma semelhança o que de fato aconteceu num passado que nós não pudemos vivenciar. Em certos aspectos Pearl Harbor foi genial, porque soube mostrar bem o propósito japonês de invasão e destruição de uma área americana e com muitos efeitos e bastante dinheiro mostrou o inferno que uma ilha maravilhosa se tornou após a destruição japonesa. Porém acho que a questão do enfoque muito maior na história de amor do filme deturpou um pouco seu propósito.

Se o objetivo maior era mostrar a história do triângulo que não colocasse tão em foco no título e na sinopse o ataque em si. O filme torna-se um pouco cansativo porque não é todo mundo que curte passar três horas vendo um filme. As três horas não foram para mostrar mais veracidade no contexto histórico e sim pra mostrar um envolvimento que em menos tempo poderia ser elucidado da mesma maneira.

No entanto, o filme é bom e agrada, tem um som muito bom e é necessário. A trilha sonora é muito boa também e a direção apesar de ter algumas falhas também agrada. Coloco como destaque nesse apesar de não ter tantos assim, a atuação de Bem Affleck que já julguei ser pior. Enfim, é um filme bom e que é de se aconselhar mas talvez não agrade a todos.

Nota: Peço desculpas aos colegas da blogosfera cinéfila pela minha ausência total tanto no Portal como nos demais blogs. Estive participando da XX Conferência Nacional dos Advogados, uma experiência interessante e que talvez não tivesse aqui na minha cidade outra vez. Portanto, não tinha como atualizar já que tal congresso tomava meu tempo do início da manhã até a noite. Obrigado! =D

» Batman – O Cavaleiro das Trevas


Gênero: Aventura
Diretor(es): Christopher Nolan.
Roteiristas: Jhonathan Nolan e Christopher Nolan.
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Michael Caine, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman, Morgan Freeman.
Duração: 142 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Nem sempre os filmes que tem continuação, após um grande sucesso, conseguem atingir o mesmo sucesso que o primeiro. São bons, mas não tão bons quanto o êxtase que os pioneiros conseguem e isso é fato. Acredito que Batman – O Cavaleiro das Trevas veio pra entrar na lista dos poucos que tiveram uma continuação até mais importante e mais empolgante do que o primeiro filme. Isso aconteceu, talvez, devido ao grande marketing que o filme teve ou então pelo inesperado falecimento do ator Heath Ledger (Não Estou Lá). O fato é que Batman está batendo as bilheterias e a questão fica no ar: merece tudo isso, ou talvez seja demais?

Acredito que a resposta é: não. Batman merece tudo que está ao seu redor nesses dias de estréia e vou dizer o que seja a justificativa pra isso: há uma mistura fantástica de um roteiro que surpreende a cada minuto e que, portanto, envolve o espectador com as ações do filme, há também atuações magníficas que nos permite a consistência de uma ficção que pode beirar a realidade e também montagens e fotografias que nos fazem enxergar mais ainda aquilo que sabemos que não acontece na vida real, mas que no filme é possível e que lá também é a vida real.

A história parece ser a mesma do vilão que quer destruir a cidade e do herói que sempre a salva. Mas ela se mostra bem mais engenhosa do que fato parecia ser. Uma frase do Coringa, interpretado de forma extremamente brilhante por Ledger, me chamou bastante atenção quando proferida: “Eu sou um agente do caos”. E o todo o filme mostra o quão possível esse personagem é e o quanto ele sabe brincar com esse caos instalado. Por isso que a história não é tão clichê e consegue deixar-nos impressionados. Quando se pensa que acabou surgem mais fatos que enveredam o espectador por um novo caminho e ao mesmo tempo o deixa feliz por aquele filme não ter acabado ainda.

Pra mim todos tiveram participações que fizeram valer o propósito do filme. Christian Bale (Não Estou Lá) está bem no papel, talvez nada extraordinário mas cumpre bem o que lhe é determinado no papel do homem-morcego. Ledger nem precisa falar, acredito que esse seja um dos nomes muito prováveis ao Oscar 2009 de Melhor Ator Coadjuvante e não é porque morreu, mas sim porque fez por merecer, sua dedicação talvez até tenha levado a sua morte, mesmo que acidental. Michael Caine (Um Jogo de Vida ou Morte), Morgan Freeman (A Volta do Todo Poderoso) e Gary Oldman (Harry Potter e a Ordem da Fênix) deram um apimentada a mais a trama, porém cada um ao seu jeito. Caine sempre alfinetando de forma benéfica Brune Wayne, Freeman com sua calma e paciência agindo junto com o Batman e Oldman sempre ativo quando o assunto é prender os cirminosos.

Talvez bem mais do que prometer somente ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, Batman – O Cavaleiro das Trevas deve valer mais a algumas possíveis estatuetas. Quem sabe a de Melhor Diretor, Maquiagem e/ou Montagem. Não sou o cara mais indicado pra dizer o que pode ou não ser indicação, mas achei competente com relação a esse quesito e não ficaria surpreso se estivessem inclusos. Gostei muito desse, atingiu completamente às minhas expectativas, sem qualquer decepção e nem medo de errar, cinco estrelas.