» Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

(Nota: 10,0)
Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Gênero: Aventura
Diretor(es): David Yates
Roteiristas: Steve Kloves, J.K. Rowling
Ano de Lançamento: 2011.
Elenco: Ralph Fiennes, Michael Gambon, Alan Rickman, Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Evanna Lynch, Domhnall Gleeson.
Duração: 130 minutos.

Lembro-me perfeitamente bem na primeira vez que tive contato com Harry Potter. Foi na escola, quando fazia a quinta série, em 1999. Um amigo estava lendo o primeiro livro e mesmo escutando só elogios não me interessei e acabei negando ‘viver’ a realidade do mundo do menino-bruxo até 2004, quando numa viagem de férias peguei o livro do meu primo emprestado e não precisou de mais nada. Devorei os quatro primeiros livros que já tinham sido lançados e, como qualquer outro fã da época, fiquei deveras ansioso por cada novo volume que estava pra ser lançado. Com os filmes não foi diferente, até que na semana passada chegou ao fim uma das sagas mais bem sucedidas da história do cinema.

A responsabilidade de David Yates foi grande. Afinal, assumir filmes que tem uma linha de fãs tão fervorosos não é nem um pouco fácil, contudo a cada filme que foi nos apresentando desde A Ordem da Fênix, podemos enxergar que a série tomava caráter mais maduro e, por isso, Yates tinha que optar em empregar um ar mais denso e com maior responsabilidade. Este último é talvez o mais esperado de todos, onde tudo se resolve, onde a profecia, por fim, se realiza. E é bem possível afirmar que ele agrada por conseguir ir além do que queríamos ver, por demonstrar que não só a batalha em si é importante, mas todo seu contexto, todo o desenrolar que a história deve ter pra chegar ao clímax.

O diretor David Yates, que agora goza de importante notoriedade no meio cinematográfico, procurou tratar com bastante propriedade cada momento da película, já que são extremamente determinantes para o desenlace da trama que tem suas complicações. A história conta com encerramentos cogentes para se compreender tudo que se foi contado ao longo de sete livros e por isso se mostra tão basilar. Enxergamos que não houve receio algum, destarte, de construir-se um filme no qual algumas partes necessariamente tiveram que ser sacrificadas em prol de outros momentos que obtiveram mais veracidade em sua totalidade, admitindo a nós compreender cada passo até ali construído.

Sem quaisquer sombras de dúvidas, este longa obteve o êxito máximo de toda a saga e é, conseqüentemente, o melhor de todos. Indo da direção responsável, passando por uma fotografia de extremo bom gosto que preza por cada movimento que é capaz de denunciar o que vem a seguir, sendo, assim, um deleite as nossas vistas, até uma trilha sonora que consegue ser muito marcante sem se tornar tediosa, Alexandre Desplat consegue reeguer-se neste filme compondo algo mais comovente e forte ao mesmo tempo, fato que não foi tão impetuoso na fita anterior. As atuações, que nunca foram ponto marcante na saga, conseguem transpor barreiras nesse longa, com especial destaque para Alan Rickman que, como professor Snape, empregou um dos melhores momentos desta fita. Precisei ver duas vezes no cinema para poder tentar rabiscar essas linhas que aqui se encontram e ainda assim não acredito que seja o suficiente, assim sendo verei novamente… e novamente… e novamente…

» O Lobisomem

(Nota: 4,0)
Título Original: The Wolfman
Gênero: Suspense
Diretor(es): Joe Johnston
Roteiristas: Andrew Kevin Walker, David Self, Curt Siodmak.
Ano de Lançamento: 2010.
Elenco: Emily Blunt, Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Hugo Weaving, Geraldine Chaplin, Elizabeth Croft, Art Malik, David Schofield, Branko Tomovic.
Duração: 125 minutos.

Sabe aquele lema que diz: “Em time que está ganhando, não se mexe”? Pois bem, acho que isso pode se aplicar neste caso. Isso porque este filme é, na verdade, um remake de um filme que fez sucesso na década de 40. Sob a direção de George Waggner o filme inovou no tema à época e fez o público ficar realmente com medo do que via na tela do cinema. Creio que achando ser esse o momento ideal para a regravação em função da alta tecnologia o diretor Joe Johnston resolveu apostar nisso de maneira ousada, contudo é uma pena que nem sempre a ousadia seja companheira do sucesso.

Quando garoto, o ator Lawrence Talbot (Benicio Del Toro) sofreu um grande trauma em sua vida, sua mãe foi morta misteriosamente. Desde então, ele nunca mais conseguiu morar com seu pai (Anthony Hopkins) e irmão e foi embora de sua cidade. Porém, de maneira também misteriosa seu irmão desaparece e ele é contactado por Gwen Conliffe (Emily BluntO Diabo Veste Prada), noiva do mesmo, para que a ajudasse a encontrá-lo.  Ao chegar a sua cidade, ele descobre que o problema é mais sério do que imaginava e ainda por cima, um fato vai mudar completamente sua vida.

Na verdade, eu acho que nem posso dizer que o filme tinha tudo pra dar certo. Ainda que se leve em conta o fato de ter nomes consideráveis em seu elenco, porém nem isso funciona para que achemos que vale a pena pagar um ingresso. O longa é repleto de cenas que tentam amedrontar a quem assiste, mas chegam, inclusive, a ser bastante risíveis, o que por si só já consegue perder o crédito. Algumas cenas de ação até conseguem envolver o público em um clima interessante, mas elas se perdem de maneira amadora. As atuações são completamente pífias e chegam a ser bastante caricatas.

O roteiro é falho e cheio de clichês. Uma cena em especial chama a atenção pelo cúmulo dos lugares-comuns que um filme pode ter. Ele, no auge de sua euforia de lobisomem, corre impensadamente atrás da mocinha e quando finalmente consegue alcançá-la, ela olha nos olhos dele e diz: “Lawrence, sou eu” e por um momento ele tem aquele olhar de cachorro triste que se permite entender que antes de tudo é um ser humano. Qualquer cinéfilo que se preze adivinharia isso somente ao ver ele perseguindo ela. Enfim, o filme é mais fraco do que eu esperava, só vale pelas risadas em torno das cenas esdrúxulas.

» Água Negra

(Nota: 6,5)
Título Original: Dark Water
Gênero: Suspense
Diretor(es): Walter Salles
Roteiristas: Koji Suzuki, Hideo Nakata, Taka Ichise, Rafael Yglesias
Ano de Lançamento: 2005.
Elenco: Jennifer Connelly, John C. Reilly, Tim Roth, Dougray Scott, Pete Postlethwaite, Camryn Manheim, Ariel Gade, Perla Haney-Jardine, Debra Monk.
Duração: 105 minutos.

Imagine o lugar ideal para se conferir um filme de suspense. Principalmente aqueles em que o foco central é assombração. Foi onde passei o réveillon, uma fazenda, dois quilômetros ‘mato’ adentro, bastante grande, vários quartos, chão forrado de madeira e  rodeada de bichos. Pois bem, com esse clima bem propício e com a vontade dos primos de conferir um filme no mesmo estilo é que resolvemos alugar Água Negra. Fui à locadora sem qualquer idéia ideia na cabeça e me deparei com este filme. Gostei da premissa e fiquei curioso para conferir o desempenho de Jennifer Connelly (9 – A Salvação) em um longa de suspense.

Dahlia Williams (Connelly) é uma jovem mãe que está recomeçando e reorganizando sua vida agora, já que se separou do pai de sua filha recentemente.  Mudando-se para um apartamento em um velho prédio junto com sua filha Ceci (Ariel Gade) e iniciando em um novo emprego. O apartamento em que estão tem barulhos estranhos, vazamentos sem fim de uma água negra que corre do teto e alguns fatos estranhos que perturbam Dahlia e sua filha Ceci. Acreditando em algum jogo, ela tenta juntar as peças para conseguir compreender o que se passa.

Como falei, por ter pegado um tanto que aleatoriamente, não sabia jamais que esse filme era de um diretor tupiniquim. Walter Salles (Linha de Passe), depois de alcançar enorme sucesso com o maravilhoso Central do Brasil começou a se aventurar em filmes estrangeiros e teve alguns erros e acertos. Não são muitos também os filmes que conferi com Connelly e posso até dizer que me surpreendi com sua atuação, achei que atingiu o objetivo do filme de maneira agradável. Mas o problema está mais no roteiro do que em qualquer outro quesito.

O filme detém uma boa narrativa, o que permite ‘pregar peças’ em quem o vê e talvez é importante salientar que quem o vê, quer justamente isso ainda que soe um pouco estranho. No entanto, o filme nos mostra muito mais drama na sua primeira hora do que o suspense propriamente dito e isso faz com que o que mais esperamos demore muito para acontecer. Então é somente depois disso é possível entender que ainda assim vale a pena ver à fita. O final é original e bem arquitetado, nos faz arrepiar e ao mesmo tempo compreender o porquê de tal desfecho sem que haja aquela fatídica resposta no fim: que final sem graça.

» Sinais

(Nota: 8,0)
Título Original: Signs
Gênero: Suspense
Diretor(es): M. Night Shyamalan
Roteiristas: M. Night Shyamalan.
Ano de Lançamento: 2002.
Elenco: Mel Gibson, Joaquin Phoenix, Rory Culkin, Abigail Breslin, Cherry Jones, M. Night Shyamalan, Patricia Kalember, Ted Sutton, Merritt Wever, Lanny Flaherty, Marion McCorry.
Duração: 106 minutos.

Há tempos que o diretor M. Night Shyamalan (Fim dos Tempos) vem sendo apontado como insuficiente nos seus filmes. Sempre prezando pelo suspense, Shyamalan já fez grandes filmes como O Sexto Sentido e filmes bons, mas que não agrada a todos como A Vila. Deste modo, não se pode negar o grande talento que esse diretor e roteirista indiano tem. Ele foi capaz de revolucionar o gênero mostrando que ainda é possível fazer um bom filme de suspense sem precisar cair na mesmice. Porém, nos últimos tempos, ele vem sendo bem criticado e, talvez por esperarem muito, os seus ‘fãs’ vem se decepcionando a cada trabalho.

Na Pensilvânia, Estados Unidos, vive o ex-reverendo e viúvo Graham Hess (Mel Gibson – O Patriota), um viúvo com seus dois filhos, Morgan (Rory Culkin – Riquinho) e Bo (Abigail Breslin – Pequena Miss Sunshine) juntamente com o seu irmão Merrill (Joaquin Phoenix – Johnny e June) em uma fazenda em que há uma grande plantação de milho. Figuras misteriosas começam a aparecer no roçado que, como se tivesse sido ‘pisoteado’, formam vários sinais vistos com perfeição de uma visão aérea, fato que vem ocorrendo em vários pontos do mundo, sem se saber quem possa ter feito isto já que não há vestígios e ameaça começar a pairar no ar.

Não sei o que dizer quanto a seleção do elenco para este filme, principalmente no que concerne ao papel do ex-reverendo. Não sou de julgar o trabalho de Gibson porque creio que ele já nos deu bons personagens em que não seriam o mesmo sem ele como em Coração Valente estando ainda à frente da direção premiada pelo Oscar, porém acho que não foi muito louvável a sua escalação para esse papel. Ele parece totalmente inseguro e nem um pouco convincente e creio que isso não seja, necessariamente, pré-requisito do personagem. No entanto, para mim, os maiores destaques estão nas crianças e em Phoenix que demonstram maturidade para os papéis, cada um com seu grau.

Acho que o roteiro não tem tantos defeitos e talvez seja um pouco a produção que não foi tão bem feita. Ainda assim, o filme tem um resultado final bem positivo e atingiu a todos os meus objetivos. Cinematograficamente falando, creio que o maior destaque seja a excelente e impactante trilha sonora de James Newton Howard que é um companheiro fiel do diretor e que entrega músicas densas. Destarte, é um filme que ainda assim tem seus méritos e não me fez decepcionar com o diretor apesar do último trabalho. Acho que ele ainda tem muito a nos entregar e também, caminhando por outros gêneros, como está fazendo à frente de The Last Airbender, podemos enxergar um outro lado do misterioso diretor indiano.

» Passageiros

(Nota: 6,5)
Título Original: Passengers
Gênero: Suspense
Diretor(es): Rodrigo García
Roteiristas: Ronnie Christensen.
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Anne Hathaway, Patrick Wilson, Andre Braugher, Dianne Wiest, David Morse, William B. Davis, Ryan Robbins, Clea DuVall, Don Thompson, Andrew Wheeler, Chelah Horsdal, Karen Austin.
Duração: 93 minutos.

Depois que terminei de conferir Passageiros passei a me perguntar se é sempre importante você procurar ler a sinopse do filme e ainda conferir o trailer. Perguntei-me isso pelo simples motivo de que um pode ser completamente destoante do outro. Aí está o maior exemplo de que ambos nem sempre podem divulgar o filme de forma uníssona, fato pelo qual  me fez surpreender bastante ao conferir o filme. Basicamente, estava esperando um filme sobre a queda de um avião, os seus sobreviventes, o relacionamento deles e seus sumiços, como ‘anunciado’ pela sinopse do DVD, mas me enganei…

Já que aconteceu isso, resolvi contar a história sob a ótica do que eu li na sinopse do DVD, para que quem interessar-se em ler essa resenha possa ver sob os meus olhos o que aconteceu. Na referida sinopse, Claire Summers (Anne HathawayO Casamento de Rachel) é uma estudiosa e aplicada psiquiatra que é designada para iniciar tratamento com os sobreviventes da queda de um avião. Entre eles está Eric (Patrick WilsonAo Entardecer e Watchmen – O Filme) que se diz extremamente bem e que não precisa de assistência. Os demais vão às sessões, mas com o passar do tempo vão sumindo e ela não consegue compreender o porquê desse sumiço.

Isso posto, comecei vendo o filme e senti que a sensação inicial foi de muita confusão, de que nada estava muito claro e não conseguia compreender qual era o foco central do filme, se era o acidente, se era o sumiço ou se era o envolvimento entre personagens. Os mistérios também são jogados sem fazer nenhum sentido, sem que se compreenda aonde quer chegar. O cachorro misterioso e a vizinha intrometida também misteriosa tornam-se sem sentidos até que o final seja esclarecido. O que vale salientar que é algo sem sentido e sem possibilidade de que entendamos no fim. Também tiveram certos momentos em que acreditava está assistindo a uma comédia romântica do que a um filme do gênero suspense, isso ocorre em função da total perda de nexo da história com o acidente.

Defeitos a parte, o filme tem seus méritos. Poucos, mas os têm. É notório e feliz o amadurecimento que enxergamos em Anne a cada trabalho que faz, mesmo que seja o mais fraco ou o que mais exige dela. Nesse filme ela, mais uma vez, mostra talento e se encaixa de maneira perfeita ao personagem. O propósito final do filme se faz mais condizente com o que é vendido no trailer e não com o que é dito na sinopse. De um longa que você espera muita ação, você acaba por enxergar, ao término, momentos mais ‘espirituais’, por assim dizer, do que aventureiros. Acho que no fim das contas, o saldo desse filme não é tão positivo assim haja vista sua bagunça quando o quesito é divulgação. Creio, porém que se tivesse visto somente o trailer talvez tivesse tido outra visão sobre a película.

» O Labirinto do Fauno

e ½
Gênero: Suspense
Diretor(es): Guillermo del Toro
Roteiristas: Guillermo del Toro.
Ano de Lançamento: 2006.
Elenco: Ariadna Gil, Ivana Baquero, Sergi López, Maribel Verdú, Doug Jones , Álex Angulo, Manolo Solo, César Vea.
Duração: 120 minutos.
Trailer: Clique Aqui!

Ultimamente Guillermo Del Toro está se destacando de forma clara no cenário mundial do cinema, pra que eu isso pudesse dar mais crédito ele precisou fazer um trabalho que ganhasse visibilidade e mostrasse todo seu talento como diretor e produtor cinematográfico. Assim aconteceu com Fernando Meirelles que somente depois de Cidade de Deus passou a ter uma imagem respeitada no mundo hollywoodiano e europeu. Pra que isso pudesse acontecer com Guillermo foi lançado o filme El Laberinto Del Fauno que teve como um dos produtores o mexicano Alfonso Cuarón.

A minha curiosidade era grande quanto a esse filme. Ele sempre me chamou a atenção, não sei se é porque eu gosto do gênero, se é porque foi aclamado, enfim eu queria ver. Compre-o e assisti. Sempre quando você está um pouco ansioso pra ver um filme, você tem certo medo de se decepcionar e com esse não foi diferente, no entanto não me decepcionei em alguns aspectos que fizeram valer a pena vê-lo. Ofélia (Ivana Baquero) é uma garota que sonha em um dia ver uma fada, pois seu mundo é lê livros de contos de fada. Após chegar a uma casa antiga no campo com sua mãe e seu padrasto, ela descobre um mundo onde existem criaturas mágicas e que em outra vida ela foi a princesa desse reino um tanto obscuro. Pra poder tornar a ser a princesa do reino, ela terá que cumprir três tarefas.

Como vocês puderam perceber esse filme tem uma história super interessante e original, coisa que muitos de nós, cinéfilos, estamos procurando nos últimos tempos. O clichê já é de encher a paciência. O que pude perceber nesse filme é que a qualidade de maquiagem é das melhores levando em consideração que estão lado de fora da esfera hollywoodiana, valendo salientar que ganhou o Oscar, desbancando a maquiagem americana. Num cinema em que não há tanto prestígio (por enquanto) isso é de fazer os olhos brilharem. Ponto também pra fotografia dá um ar sombrio ao filme nos momentos certos e muita cor e brilho em outros momentos, Oscar pra ela.

As atuações são boas e conseguem contribuir pra o chamado conto de fadas de adulto. Ela tem uma precisão que permitem passar o código de entendimento necessário e inerente ao filme. Só acho que o que se pecou um pouco foi no roteiro, na parte da metade para o final, pois a história principal, a de Ofélia, foi deixada de lado pra que outra fosse dado ênfase, o que perdeu um pouco o propósito central da trama. No entanto, é um filme que vale do início ao fim.

» Fim dos Tempos

e ½
Gênero: Drama
Diretor(es): M. Night Shyamalan
Roteiristas: M. Night Shyamalan.
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Mark Wahlberg , Zooey Deschanel, John Leguizamo, Spencer Breslin, Betty Buckley, Victoria Clark, Jeremy Strong , Tony Devon, Frank Collison, Stéphane Debac, Ashlyn Sanchez.
Duração: 90 minutos.

Não é de hoje que tenho uma grande admiração pelo trabalho de M. Night Shyamalan por filmes como O Sexto Sentido e A Vila. Acho que ele soube conduzir nesses filmes (detalhe: ainda não vi os outros) um roteiro bem enxuto e que sempre surpreende no final, o que pra mim era sua especialidade. Esperava algo semelhante no dia da estréia mundial (Sexta-feira 13), a minha ansiedade pra ver o mais novo trabalho desse diretor amado e odiado falava bem alto. No entanto, acabei me decepcionando, não era o que eu esperava.

A história do filme se baseia na teoria de que a natureza se voltou contra o homem e por isso estavam sendo liberadas toxinas que ativavam o cérebro dos seres humanos para se auto-destruirem, ou seja, se suicidarem. A história gira em torno de do professor Elliot Moore (Mark WahlbergOs Infiltrados) que juntamente com sua mulher Alma (Zooey DeschanelO Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford) e a filha de um colega que foi vítima da tal toxina, Jess (Ashlyn Sanchez – Crash – No Limite).

O resultado não foi o que eu esperava. Primeiro o filme já começa com a cena do Central Park e as pessoas começam a se matar sem mais nem menos. O que faltou foi uma introdução mais detalhada daquilo, pra que nós pudéssemos ficar a par sem que se tornasse previsível. A fuga ao inimigo invisível é algo que também deixa a desejar. Agora o que se tornou pior foi o sentimentalismo bobo que foi usado durante a trama entre os personagens de Wahlberg e Deschanel, diálogos bestas de duas pessoas completamente imaturas para o casamento.

Ainda falando dos dois, não posso em momento algum elogiar o trabalho deles. Wahlberg é um bom ator, mas seu trabalho nesse filme foi fraquíssimo, sua superficialidade chegava a ser irritante e de Deschanel então, nem se fala. A trilha sonora foi o que ainda ajudou um pouco, em alguns aspectos. Em outros nem tanto, já que a perspectiva do filme era o susto a qualquer custo, o que enfraqueceu mais. Acho que o tema do filme é fantástico e poderia nos dá uma mensagem, e poderia ter sido abordada de forma melhor e até mais intensa. Mas não vou sacrificar Shyamalan, acho que todo diretor tem momentos de glória e outros nem tão bons.