≈ Contágio ≈

de Steven Soderbergh (2011)

Ter um grande elenco de atores renomados nem sempre pode ser sinônimo de sucesso de um longa, isso porque uma série de fatores, como se sabe, forma um bom filme e é justamente aí que muitos se enganam quando criam expectativas demais acerca de qualquer película. Contágio é um bom exemplo de que não basta ter um elenco de primeira se a história não tiver um desenvolvimento que agrade. Tratar do tema epidemia é algo bem delicado, ainda mais quando se trata de vários continentes e, portanto, vários núcleos diferentes.

É notório que em alguns aspectos esta película consegue nos fisgar, tendo em vista que nada se mostra mais ‘agoniante’ que um mundo onde a doença pode estar na pessoa ao lado e você poderá ser o próximo a morrer em função de algo tão silencioso e invisível. Porém isso não é tudo, o roteiro procura mostrar um grande espaço e depois não mais se preocupa em desenvolvê-lo, trazendo a tona somente os personagens que combatem a doença, não há, dessa maneira, um bom desenvolvimento da história apresentada de início.

O vasto de número de personagens é outra coisa que me incomoda, assim muitos são completamente dispensáveis ao percurso da história. Portanto, entendo que ainda que o enredo seja muito bom, o roteiro não consegue convencer quando ao seu final nos mostra de uma maneira fácil e simples a forma como tudo se iniciou. Sou daqueles que preferiria ficar na ‘curiosidade’ inteligente quando subirem os letreiros.

Elenco: Marion Cottilard, Matt Damon, Kate Winslet, Jude Law.

Roteiro: Scott Z. Burns

(Nota: 6,0)

P.S.: É um prazer voltar a esse espaço depois de tanto tempo sem escrever, prometo que tentarei ser assíduo ou ao menos uma vez por semana. Até a próxima, folks! =)

» Os Vingadores

(Nota: 9,5)
Título Original: The Avengers
Gênero: Ação, Comédia
Diretor(es): Joss Whedon
Roteiristas: Joss Whedon
Ano de Lançamento: 2012.
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Mark Ruffalo, Samuel L. Jackson, Paul Bettany, Cobie Smulders,  Stellan Skarsgård.
Duração: 143 minutos.

Há tempos não atualizo o blog. Não é por falta de vontade e, às vezes, nem por falta de tempo. Digamos que existe uma questão de inspiração que não me visita há um bom tempo. No entanto, pelo valor que dou a este espaço bem como o respeito que tenho pelos poucos visitantes que ainda se dignam a aparecer por aqui, resolvi escrever algo simples e rápido sobre o blockbuster Os Vingadores.

Foram meses de ‘lero-lero’ sobre a real possibilidade deste filme ser um grande fiasco. Não que os últimos filmes da Marvel tenham sido ruins, mas, de fato, não seria nem um pouco fácil reunir grandes personagens de quadrinhos em torno da figura dos Vingadores sem que pudesse haver deslizes no roteiro dignos de destruir a história como um todo. Contudo, o que podemos perceber, ao conferir o longa, foi justamente o inverso. A história consegue manter um ritmo curiosamente interessante e com pitadas dos gêneros mais utilizados pela Marvel, partindo de uma ação muito bem arquitetada até as pitadas de humor que são capazes de tirar boas gargalhadas, entretanto sem soar forçado.

O fato é que Joss Whedon conseguiu extrapolar as expectativas gerais acerca do filme, nos mostrando que uma direção de pulso e a parceria com uma produção competente são propulsores para que tenhamos um grande longa sem que caia na mesmice dos filmes hollywoodianos. Lógico que devemos guardar as devidas proporções, afinal trata-se de história de super-heróis, não obstante é notório que a película procurou ser fidedigna a figura já demonstrada nos filmes individuais de seus personagens (com exceção, claro, de Hulk). Assim, saímos da sessão com uma sensação boa, aquela sensação digna de quem desejaria ser um super-herói e qual deles especificamente. Indico, sem medo de errar.

P.s.: Não vi em 3D, por enxergar ser completamente desnecessário.

» O Palhaço

(Nota: 10,0)
Título Original: O Palhaço
Gênero: Drama, Comédia
Diretor(es): Selton Mello
Roteiristas: Selton Mello, Marcelo Vindicato
Ano de Lançamento: 2011.
Elenco: Paulo José, Selton Mello, Larissa Manoela, Giselle Motta, Teuda Bara, Álamo Facó, Cadu Fávero, Erom Cordeiro, Hossen Minussi, Maira Chasseroux, Thogun, Bruna Chiaradia.
Duração: 90 minutos.

Umas das coisas mais curiosas do ser humano é o seu senso de humor. Achar que alguém que é humorista, palhaço ou comediante é sempre bem humorado e faz todo mundo rir é algo que parece mais natural impossível. Contudo, quem somos nós para medirmos o quão um palhaço é realmente feliz? Porque, mesmo fora do palco, nós achamos que ele deve fazer graça e piada das coisas? O segundo filme de Selton Mello nos mostra uma vida de palhaço, contudo não somente a sua energia como aquele que leva risos e felicidade aos demais, é também entregue um personagem cheio de dúvidas sobre tudo a sua volta.

O roteiro tem uma simplicidade e, ao mesmo tempo, uma complexidade que poucos conseguem manifestar de forma tão admirável em uma tela de cinema. Os dilemas que Benjamin (Selton Mello) carrega em sua vida o fazem questionar se verdadeiramente é aquele seu ambiente, se realmente é daquele jeito que ele quer que todos os indivíduos olhem para ele. A fotografia consegue captar uma magia que só o circo consegue traduzir principalmente nos momentos do palco, além da captura apaixonada da felicidade dos personagens de circo que ficam maravilhados a cada espetáculo. É possível também ver os momentos do olhar triste de um palhaço que não precisam de palavras pra expressar seu sentimento.

A trilha sonora é outro diferencial que sabe se colocar em quadros preciosos do longa, assim como sua ausência é imprescindível para a captação do sentimento real do personagem em outros momentos. O seu final é muito bonito, emocionante e procura nos passar uma mensagem deveras simples, todavia fundamental para nossas vidas. Selton nos entrega uma película cheia de sorriso e também reflexão. Obra sublime que figurará entre os meus prediletos do ano.

Obs.: O Palhaço estreia hoje nos cinemas de todo o Brasil.

:: Downton Abbey – 1ª Temporada


Não é de costume escrever sobre série neste blog por motivos óbvios. Porém esta série em especial me chamou bastante a atenção por um motivo não tão simples. Domingo passado (18/09) estava assistindo à premiação do Emmy quando notei que a série britânica Downton Abbey arrematou alguns prêmios como Maggie Smith por Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie, Melhor Roteiro de Minissérie e Melhor Direção de Minissérie além do prêmio de Melhor Minissérie. Naturalmente, diante de tanta recompensa deveras inesperada assim como a presença ilustre de Maggie Smith, que sou fã de carteirinha, fiquei muitíssimo curioso para conferir.

Não achei que a premissa do roteiro fosse tão interessante, contudo ainda entendi que devia dar uma chance a essa produção já que não poderia ser a toa tamanho reconhecimento. A história se passa basicamente em torno de uma propriedade denominada Downton Abbey na qual mora uma família nobre que está destinada a perder tudo por não ter deixado qualquer herdeiro homem, tendo somente três filhas. Além do mais, um primo distante será o herdeiro de toda a propriedade e sua riqueza e a família tem que ‘suportá-lo’. Nota-se que diante disto existe todo um jogo de interesses em torno da possibilidade de herança já que se a primogênita casar poderia conseguir ficar com a herança, são muitas as conspirações em torno do tesouro.

O que me encanta nesta minissérie, que garantiu sua segunda temporada tamanha foi sua audiência no ano passado, é a forma como o roteiro guia seus personagens de maneira sutil e bastante próxima, assim como a fotografia que é de uma profundidade importante e imponente aos telespectadores. Impossível não se deixar notar pela trilha sonora que consegue destacar-se em cada nota, assim como as atuações que só fazem engrandecer ainda mais essa obra que realmente marca. O final desta primeira temporada demonstrou-se mais promissor ainda para a segunda que começou domingo passado e promete grandes emoções. Se eu puder dar um conselho para quem gosta de produções de época seria: veja Downton Abbey.

Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme

» O Rei Leão 3D

Ainda que eu tenha idade pra poder ter visto O Rei Leão no cinema, não sei exatamente o porquê mas não pude conferir na grande tela e isso sempre foi algo que me frustrou extremamente, isso porque sou um grande fã do filme que marcou minha infância pelas incansáveis vezes que botei a fita VHS (sim, FITA) pra passar esta animação. Assim, quando soube da possibilidade de rever este clássico, sendo que agora no cinema, foi algo que realmente me animou. Ainda que não seja grande fã do cinema 3D, acho que essa conversão não fez tanto mal assim a animação mesmo que ela seja melhor em 2D. Portanto, vou REPOSTAR um texto que fiz um tempo atrás analisando ponto-a-ponto esta animação. Se você ainda não assistiu ao filme, não leia pois contém spoilers:

__________________________________________________________

Há algumas semanas eu coloquei aqui, através da sessão “Belas Cenas”, uma tomada que muito me comoveu quando criança e que ainda hoje mexe comigo de maneira infantil e ao mesmo tempo ‘agradável’. De qualquer maneira não foi Cinderela, nem Branca de Neve ou mesmo A Bela e a Fera que marcaram minha infância. Não. A animação da indústria Disney que mais me cativou foi sem dúvida a história de Simba, filhote de leão que se mostrava tão inocente quanto qualquer criança e que mais cedo do que imaginava precisou tornar-se adulto e achou por bem fugir de suas responsabilidades ou de suas culpas. O filme aborda pontos interessantes que, sendo visto com um pouco mais de cautela, torna-se base para uma excelente contenda filosófica e sociológica das coisas, o que o torna mais atraente tendo em vista o seu público-alvo e a forma como que será absorvido pelas crianças. Acho que não é necessário contar a história do filme, não é?

Esse clássico originalmente feito pela Disney, não se baseia em fábulas ou clássicos da literatura e trata de pontos de fundamental importância, como falei. Nos diálogos dos personagens, por serem animais, é possível enxergar a real importância do ciclo da vida, da cadeia alimentar e da ‘suposta’ hierarquia dentro da vida selvagem. Concernente ao meio produtivo, da cinematografia, temos aquela coisa clássica que remonta às cores do filme e que é bem típico dos filmes das Disney. O mundo bom e feliz está sempre muito colorido e vivo, ao contrário do mundo underground que se mostra cinza e morto, fato que no já comentado longa A Noiva Cadáver, é o contrário que faz a cena, mostrando que o colorido nem sempre é a vida. Outro método interessante é colocar algumas características do dublador original no personagem da animação, fato que começou a se popularizar e hoje é bem comum, como no caso de Whoopi Goldberg que tem na hiena a sua caracterização facial.

A comparação é outro ponto legal a ser suscitado quando se fala de Rei Leão. Temos o velho maniqueísmo que é representado por Simba/Mufasa (o bem) e Iscar/Hienas (o mal). E pelo que pude notar, fazendo uma alusão do símbolo de Iscar ao de Hitler é que se faz uma cena musical em que aquele discursa e as hienas marcham de maneira correta, feito um exército, como a cena clássica e histórica do Füher. Por outro lado, após todo o acontecido e com o advento da morte de Mufasa, Simba sente-se culpado e por isso foge. Assim encontramos dois personagens que serão fundamentais para que o clima dramático seja quebrado de forma fascinante na história. Timão e Pumba vêm para dissolver o estereótipo de que tudo está acabado e que não vale à pena chorar . Eles têm toda a solução para os problemas: Hakuna Matata. Um lema que é adotado pelos dois e pelo pobre e frágil Simba. Tudo é bem trabalhado e todos os pontos do filme têm um condimento que faz cada cena ser emocionante e instigante como é a do encontro entre Simba e Nala, além da marcante canção de amor dos dois.

Daí em diante surge a luta interior do protagonista sobre o seu regresso ao reino, sobre o fato de achar que não é digno disso e que assim deveria continuar. Grandes diálogos surgem desse conflito. O babuíno, tido como sacerdote do reino, confronta-o através das altercações que pergunta “quem é você?” e Simba diz que sabe quem é, mas o macaco afirma que Simba não se conhece e posteriormente mostra que Mufasa vive dentro dele, fato que o faz enxergar o pai dizer: “lembre-se de quem você é!” e o filho diz: “eu não sou mais quem eu fui”. Sendo usado num mesmo diálogo três tempos que mostram a confusão que pode existir em alguém e dando a lição de que há duas opções: tentar fugir para sempre do passado ou aprender com ele para lutar. Já de volta ao defasado reino é envolvente a espécie de tribunal travado entre Iscar e Simba, sendo outro ponto alto no qual aquele acusa este da morte do pai, um de modo extremamente ousado e o outro coberto pela fraqueza emocional.

Diante de tanta luta e de tanta briga ainda é possível rir e se divertir com, os sempre cômicos, Timão e Pumba que roubam a cena de maneira extremamente cômica e descontraída nas suas lutas contra as hienas. Em suma, o meu maior propósito em escrever esse texto foi dar uma visão do que acredito ter enxergado deste filme que, a primeira vista parece frágil e fútil, mas que mostra ser de grande valia e com uma moral pouco explorada e fortemente necessária para qualquer ser humano. Pode-se dizer que O Rei Leão é daquele filmes que vemos diversas vezes e jamais cansaremos de ver, gratificante é a palavra e a forma que me sinto ao revê-lo, sempre!

» Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

(Nota: 10,0)
Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Gênero: Aventura
Diretor(es): David Yates
Roteiristas: Steve Kloves, J.K. Rowling
Ano de Lançamento: 2011.
Elenco: Ralph Fiennes, Michael Gambon, Alan Rickman, Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Evanna Lynch, Domhnall Gleeson.
Duração: 130 minutos.

Lembro-me perfeitamente bem na primeira vez que tive contato com Harry Potter. Foi na escola, quando fazia a quinta série, em 1999. Um amigo estava lendo o primeiro livro e mesmo escutando só elogios não me interessei e acabei negando ‘viver’ a realidade do mundo do menino-bruxo até 2004, quando numa viagem de férias peguei o livro do meu primo emprestado e não precisou de mais nada. Devorei os quatro primeiros livros que já tinham sido lançados e, como qualquer outro fã da época, fiquei deveras ansioso por cada novo volume que estava pra ser lançado. Com os filmes não foi diferente, até que na semana passada chegou ao fim uma das sagas mais bem sucedidas da história do cinema.

A responsabilidade de David Yates foi grande. Afinal, assumir filmes que tem uma linha de fãs tão fervorosos não é nem um pouco fácil, contudo a cada filme que foi nos apresentando desde A Ordem da Fênix, podemos enxergar que a série tomava caráter mais maduro e, por isso, Yates tinha que optar em empregar um ar mais denso e com maior responsabilidade. Este último é talvez o mais esperado de todos, onde tudo se resolve, onde a profecia, por fim, se realiza. E é bem possível afirmar que ele agrada por conseguir ir além do que queríamos ver, por demonstrar que não só a batalha em si é importante, mas todo seu contexto, todo o desenrolar que a história deve ter pra chegar ao clímax.

O diretor David Yates, que agora goza de importante notoriedade no meio cinematográfico, procurou tratar com bastante propriedade cada momento da película, já que são extremamente determinantes para o desenlace da trama que tem suas complicações. A história conta com encerramentos cogentes para se compreender tudo que se foi contado ao longo de sete livros e por isso se mostra tão basilar. Enxergamos que não houve receio algum, destarte, de construir-se um filme no qual algumas partes necessariamente tiveram que ser sacrificadas em prol de outros momentos que obtiveram mais veracidade em sua totalidade, admitindo a nós compreender cada passo até ali construído.

Sem quaisquer sombras de dúvidas, este longa obteve o êxito máximo de toda a saga e é, conseqüentemente, o melhor de todos. Indo da direção responsável, passando por uma fotografia de extremo bom gosto que preza por cada movimento que é capaz de denunciar o que vem a seguir, sendo, assim, um deleite as nossas vistas, até uma trilha sonora que consegue ser muito marcante sem se tornar tediosa, Alexandre Desplat consegue reeguer-se neste filme compondo algo mais comovente e forte ao mesmo tempo, fato que não foi tão impetuoso na fita anterior. As atuações, que nunca foram ponto marcante na saga, conseguem transpor barreiras nesse longa, com especial destaque para Alan Rickman que, como professor Snape, empregou um dos melhores momentos desta fita. Precisei ver duas vezes no cinema para poder tentar rabiscar essas linhas que aqui se encontram e ainda assim não acredito que seja o suficiente, assim sendo verei novamente… e novamente… e novamente…

≈ Qualquer Gato Vira-Lata ≈

de Tomas Portella e Daniela De Carlo (2011)

 O cinema brasileiro vem conseguindo ótimos momentos quando o gênero é drama e isso é tem seu ponto positivo porque mostra que nosso cinema tem enorme potencial. Porém, uma fase que caminha a passos lentos, mas que vem tomando bastante fôlego nos últimos meses é a comédia. Ainda somos ‘obrigados’ a conferir alguns filmes que realmente não tem muito a oferecer, contudo outros começam a procurar inovar em alguns aspectos o que o torna não só mais engraçado como também mais atraente. Logicamente, alguns ajustes precisam e devem ser feitos para que possamos ver comédias de alta qualidade, fato que nem os filmes hollywoodianos vêm conseguindo fazer.

Assim, após ouvir alguns relatos de que este é um bom filme, fui conferir ainda que não pudesse esperar nada, e olhe que as intenções eram as melhores. O tema em si não se demonstra nem um pouco original, contudo a roupagem pela qual foi apresentado é realmente de uma originalidade até louvável, já que ela consegue dá não só mais ritmo como também mais vida ao roteiro que, a princípio, demonstrava ser pobre. A película protagoniza alguns bons momentos de risada que são capazes de fazer valer o ingresso que pagamos. Porém o seu final se entrega de uma maneira tão óbvia e completamente clichê que faz perder metade do seu brilho. E o que mais importa: era realmente possível fugir do lugar-comum, sendo que o roteirista achou por bem não inovar. Pena.

Elenco: Dudu Azevedo, Cléo Pires, Malvino Salvador

Roteiro: Tomas Portella, Daniela De Carlo

(Nota: 6,0)