
(Nota: 7,0)
Título Original: My Sister’s Keeper
Gênero: Drama
Diretor(es): Nick Cassavetes
Roteiristas: Jeremy Leven, Nick Cassavetes, Jodi Picoult
Ano de Lançamento: 2009.
Elenco: Abigail Breslin, Walter Raney, Sofia Vassilieva, Cameron Diaz, Heather Wahlquist, Jason Patric, Evan Ellingson, Alec Baldwin, Nicole Marie Lenz, Brennan Bailey, Olivia Hancock, Jeffrey Markle.
Duração: 109 minutos.
Quando um ator se dedica muito a um papel, é sempre digno de admiração. Falo isso porque bem antes vi quem Cameron Diaz havia, supostamente (já que não sei se é real), raspado o cabelo para que sua personagem dessa força a filha leucêmica. Além disso, vejo que esse é um tema delicadíssimo e que deve ser bem tratado pelo diretor/redator para que não se tenha muitos desagrados, dada a tamanha proporção de uma doença como o câncer. Creio que esse filme pode não ter sido dos mais perfeitos nos quesitos cinematográficos, mas ele deixa marcas e deixa reflexões.
Sara (Cameron Diaz- Jogo de Amor em Las Vegas) e Brian Fitzgerald (Jason Patric – No Vale das Sombras) são casados e tem três filhos. Kate (Sofia Vassilieva), sua filha do meio, tem uma forte leucemia desde pequena e eles vivem em função de sua doença. Anna (Abigail Breslin – Sinais), a caçula, veio ao mundo em função de sua irmã, para que pudesse doar o líquido do cordão umbilical, a medula óssea, e até o rim. No entanto, Anna, já com 11 anos, decide que não quer doar o rim pra irmã e resolve entrar com um pedido judicial de emancipação médica contra seus pais.
É lógico que uma sinopse dessas incomoda. Ela trata de uma doença muito delicada e que muitos já tiveram que conviver com alguém que teve ou conhece alguém que já perdeu um ente querido pela maldita neoplasia. Minha tia sofreu disso e infelizmente o câncer a levou, mas creio que é impossível não me envolver com tudo que acontece no filme, por isso o resultado sobre mim tenha sido forte. No entanto, isso não se discute quanto aos conceitos cinematográficos dos filmes. O roteiro poderia sem melhor adaptado, mas a melhor palavra para defini-lo seria: confuso.
Isso porque ele tenta se desvirtuar da linearidade dos fatos, no entanto não encontra um sentido lógico para a não linearidade, o que acaba embaralhando a cabeça de quem assiste ao longa, já que não se sabe em que momento determinado momento o fato se passou. A trilha sonora, apesar de boa em muitos momentos, não foi bem utilizada. Não que todo drama deva, necessariamente, de música em todos os momentos, mas creio que no momento em que foi utilizada nem sempre era o adequado.
As atuações são boas, não prejudicam. Por outro lado, como falei no início, o que me marcou foi o fato de que devemos tirar proveito por sermos felizes e, principalmente, por termos saúde. Às vezes reclamamos sem notar que existem pessoas muito piores que nós mas que estão de cabeça erguida e prontas para enfrentar os problemas.
Arquivado em: Gênero: Drama | Etiquetado: Cinema | 8 Comentários »
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