
(Nota: 7,0)
Título Original: A Mulher Invisível
Gênero: Comédia
Diretor(es): Cláudio Torres
Roteiristas: Cláudio Torres
Ano de Lançamento: 2008.
Elenco: Selton Mello, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Maria Manoella, Fernanda Torres, Paulo Betti, Maria Luisa Mendonça, Lúcio Mauro.
Duração: 105 minutos.
Creio que quem ama cinema deve gostar de todas as suas versões de todas as formas e de todas as produções, talvez não necessariamente gostar, mas ao menos dar a chance de ser conferido. Digo isso porque tenho diversos amigos e conhecidos que taxam logo o nosso cinema de ruim e que não vale a pena pagar um ingresso para conferi-lo na maioria das vezes. Fato que não é verdade e que ultimamente vem mudando bastante, inclusive tenho observado que ao menos uma das sessões toda semana é de um filme brasileiro.
Pedro (Selton Mello – Meu Nome Não é Johnny) é um homem extremamente apaixonado e vive para o seu casamento, no entanto a sua mulher acaba deixando-o por outro. Após uma forte confusão e depressão em função desse amor, Pedro conhece Amanda (Luana Piovani – Zuzu Angel) que mostra ser a mulher ideal, aquela que ele sempre sonhou e sempre desejou. Ele começa a curtir o seu amor por ela e sai à rua com sua amada, no entanto, ela não existe, é invisível, e o faz pagar múltiplos ‘micos’ por andar sozinho na rua comportando-se como se tivesse acompanhado.
Comédia é de longe um dos gêneros que eu menos vejo. Apesar de no cotidiano ser um tanto ‘besta’ para rir, com os filmes esse efeito não surte muito. São poucos aqueles que me agradam verdadeiramente. O cinema tupiniquim sempre teve uma queda pela comédia, mas, infelizmente, nem todas são dignas de uma boa risada. Existem os extremos como O Auto da Compadecida e os fraquíssimos Ó Pai ó, porém sabe-se que isso ocorre em qualquer gênero e também em qualquer país.
Com A Mulher Invisível não há nem um nem outro, não é extremo nem é fraquíssimo, encontra-se, na verdade, na linha divisora desses dois modos, é um filme que se pode dizer que está na média, nem pra mais nem pra menos. Existem grandes atuações que podemos exaltar como a de Selton que sempre nos mostra um papel bem correspondente ao roteiro apresentado e uma deleitável Luana Piovani que surpreende depois de certo tempo longe das telonas. Nunca pude conferir um filme anterior de Cláudio Torres (Redentor), mas percebi que ele sabe dirigir bem, pelo menos neste caso.
O fato é que algumas coisas desandaram um pouco e por isso a perda de ponto a meu ver. O roteiro é bom e bem original, fato que é o atrativo do filme, porém ele se perde um pouco do meio para o fim do filme e se torna fadigoso e até previsível. A montagem também pode não ter sido uma grande auxiliar no produto final. O que ressalto é a boa trilha sonora que muda um pouco e se mostra mais americanizada do que nunca, é claro que ela é boa, entretanto como um grande defensor da música brasileira, creio que temos grandes músicas tão divertidas e melódicas quanto as que foram postas no filme. Enfim, este é dos filmes que é melhor você conferir pra ter uma idéia, não é daqueles ame-o ou deixe-o.
Arquivado em: Destaque: Selton Mello, Gênero: Comédia | Etiquetado: Cinema | 7 Comentários »
Ruim
Regular
Muito Bom
Excelente










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