
(Nota: 6,5)
Título Original: 2012
Gênero: Ficção Científica
Diretor(es): Roland Emmerich
Roteiristas: Roland Emmerich, Harald Kloser
Ano de Lançamento: 2009.
Elenco: John Cusack, Amanda Peet, Chiwetel Ejiofor, Thandie Newton, Oliver Platt, Thomas McCarthy, Woody Harrelson, Danny Glover, Liam James, Morgan Lily, Zlatko Buric.
Duração: 158 minutos.
Sempre me pergunto a cerca de qual é o fascínio que as pessoas encontram em ir ao cinema ver o mundo ser destruído. Esse não é primeiro filme e nem será o último onde o tema central é a extermínio total do mundo por motivos dos mais diversos. Sempre que se encontra alguma profecia antiga, ou algo que tenha alguma lógica, logo é feito um longa-metragem que retrata aquilo com uma perfeição boa ou duvidosa e com os envolvimentos necessários, apesar de clichês, dos humanos quando sabem que serão aniquilados. Mais ainda, me pergunto o porquê de muitos irem ao cinema, ver uma ficção e ainda saírem dizendo que é um absurdo, que é uma mentira. Então me diga: Porque vão?
Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor – Cinturão vermelho) é um renomado cientista do governo americano. Ele, juntamente com um amigo indiano, descobre que o mundo está entrando num colapso anormal e que, em breve, será destruído por motivos diversos. Corroborando com tal tese, vem a profecia dos povos Maias que previram o fim do mundo no ano de 2012 por fortes influências solares. Paralelamente existe a história do escritor Jackson Curtis (John Cusack – Igor) que tenta recuperar o tempo perdido com os filhos, levando-os a um acampamento e logo descobre a possibilidade do mundo se acabar. É a partir daí que surge a corrida contra tempo e mundo para tentarem se salvar, já que os governos mundiais estão montando enormes arcas que sustentarão os impactos.
O meu questionamento a cerca dessas pessoas fundamenta-se tanto no temor que elas têm em torno do assunto assim como o prazer que alimentam em ver tanta destruição ainda que sob efeitos visuais, lógico. Isso nada tem de profundo, nem de essencial é somente um questionamento. Entretanto o que me estranha é questionarem a mentira que é o filme, o porquê dos personagens sempre saírem por um fio, e fica a dúvida: se eles morressem, todos, qual o sentido do filme? Deixando isso de lado e passando ao contexto cinematográfico, acredito que o filme não é completamente ruim e creio que tem seus créditos.
É tradição no currículo de Roland Emmerich (10.000 A.C.) filmes que o tema central é a destruição do mundo ou parte dele, vide Independece Day e O Dia Depois de Amanhã. Dito isto, parte-se para questão de como tudo é feito. A história tem um sentido interessante e parte de uma premissa curiosa, mas creio que não foi bem explorada e por um momento perdeu o foco da coisa, começando logo a ruir casas, prédios, ruas. Todavia é possível compreender que não se quer muito ver as teorias e sim os efeitos, a ação. Quanto a isso não há o que discutir, a ação é sempre presente e faz a angústia ser companheira fiel do expectador.
Ainda assim, algumas coisas me incomodaram no filme. O tempo se estendeu bastante levando-se em conta que não teve um bom embasamento histórico ou científico da destruição. As atuações não são suficientes em sua maioria, poucas se salvam. O roteiro poderia ser mais bem trabalhado em alguns aspectos que deixaram a história desamparada. No entanto, o que achei interessante é a idéia de que não basta chegar à super nave que tudo está bem, dificuldades serão encontradas lá e isso nem sempre será fácil de resolver. Num todo o filme não é ruim, no entanto não passa da média, acaba por ser aprovado, mas sem tanto êxito. Só posso afirmar que é superiormente melhor que os dois últimos filmes que o citado diretor fez. Disso eu tenho plena certeza.
Arquivado em: Direção: Roland Emmerich, Gênero: Aventura, Gênero: Ficção Científica | Etiquetado: Cinema | 11 Comentários »
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